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Poemas : 

Diz-se da vida que

 
Ao remoer a doce letargia
Na procura por relevos sentidos,
Naturais de leitura esguia,
Assomam-se todos os amores divididos.

É de gente sem corpo,
Gente que adormece num copo
A encher-se de música quente,
Tão música que quase se sente
Em líquido açucarado,
Fluido, volátil e desbragado,
Consumado de insegurança
E até ondulado sem semelhança.

Retorna a verdade
Depois de percorrer curvas exaustas
E linhas oblíquas, sem travão,
Numa soma de manhãs incautas
Que se vão matando com a idade,
Com as batidas do coração.

Valdevinoxis


Nas troikas não há camaradas e da camaradagem não nascem troikas.


 
Autor
Valdevinoxis
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 23/11/2022 13:49  Atualizado: 23/11/2022 13:49
 Re: Diz-se da vida que
e tu, tu existes ou andas aqui por ver andar os passarinhos. o teu amigo alentejano já veio cá oferecer um rebuçado, ele vai a todas, vai com todas, também vai às minhas páginas deixar o rebuçado, claro que, quando eu o mando à merda ele vai lá retirar tudo e mais alguma coisa. mas como estava eu a dizer, tu existes! diz-me lá alguma coisa de ti. ou vais passar a vida morto. chitla. que pouca vergonha




Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 23/11/2022 17:09  Atualizado: 28/11/2022 15:20
Subscritor
Usuário desde: 18/08/2021
Localidade: Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1791
 Re: Diz-se na vida que ...






Doa a quem doa, o doer



Diz-se que quem não se sente, em vida - “não é boa gente depois de morto” - agente não sou, nem morto - de bons maus costumes - nem sou excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social, de chiqueiro esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático, de rosto embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e do rosto na cor do que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, na cor das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso, eu detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldisqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa ... azuis claros.
A negação oca, gratuita, o "bullying" é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordionário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco de Auschwitz tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação fofa, manca inválida ...