Poemas : 

Soneto Febril

 

Cheiro doce de sândalo fúnebre e vago,
a saliva iâmbica espuma nos lábios;
soprando ao fogo a palavra de afago,
a dor cáustica revela os seus hábitos.

Surge ao mundo o ícone vil, verdadeiro,
ego vilipendiado, em si se encerra;
transforma-se em misero termófilo altaneiro,
com olhos cegos que nada mais aferra.

Treslouca, enfim, o sentimento paleófilo,
entre cinzas e brasas de seu próprio ser;
em cada suspiro, um delírio febril e feblo,

onde a ciência e a alma se vêm perder.
E resta só a essência vil e meticulosa,
de uma existência amarga e dolorosa


C.H.A.F.

 
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HenriqueC
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