Cheiro doce de sândalo fúnebre e vago,
a saliva iâmbica espuma nos lábios;
soprando ao fogo a palavra de afago,
a dor cáustica revela os seus hábitos.
Surge ao mundo o ícone vil, verdadeiro,
ego vilipendiado, em si se encerra;
transforma-se em misero termófilo altaneiro,
com olhos cegos que nada mais aferra.
Treslouca, enfim, o sentimento paleófilo,
entre cinzas e brasas de seu próprio ser;
em cada suspiro, um delírio febril e feblo,
onde a ciência e a alma se vêm perder.
E resta só a essência vil e meticulosa,
de uma existência amarga e dolorosa
C.H.A.F.