Que vontade de ter você.
Que vontade de perguntar
se ainda é cedo.
Que vontade de merecer
um canto do seu olhar.
Mas tenho medo.
Deixe-me te olhar mais um pouco,
quero te amar —
deixe-me te amar.
Serei plenitude, inteiro.
Teus olhos são espelhos d’água,
refletem o que há
de melhor em mim.
Estou preso nessa teia
entre medo e decisão,
coerência e imensidão.
E essa vontade, que não cessa,
volta mansa, quase prece:
será cedo te amar?
Aqui jaz alguém que não pode ser metade.