Poemas : 

Ode ao espanto

 










Tanto se deseja
a brancura do teu nome.
Tanto se deseja o canto
de pássaro da tua boca.
Clara frescura.
Tanto se deseja a tua eterna
ode ao espanto.
Templo com viçosa era enlaçada.
Tanto se deseja a fera à solta.
Nunca adormecer o coração.
Nunca o corpo chegue ao termo.
Tanta ambição, com virtude
sem sufocante hesitação.
Tanto se deseja eterna.
Felina que não dorme à noite.
Tanto se deseja a eterna juventude.












Zita Viegas















 
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atizviegas68
 
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 24/01/2026 10:58  Atualizado: 24/01/2026 10:58
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Mensagens: 2276
 Re: Ode ao espanto
Não há como evitar a estreita ligação entre o espanto e a juventude.
O maldito tempo acaba com os dois.
Gostei da improbabilidade dos versos começados com nunca (10 e 11).

O "espanto" deve ser desejado, cantado, sonhado...
Nada como o formato clássico duma ode para tal grandeza e valor.

Obrigado pela leitura.

Abraço

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