a minha mãe dava-me livros,
pouco ligava aos autores,
eternizava-me como
olho provisório de cada um deles,
observador de todos os
seus movimentos,
experiências,
e especialmente testamentos,...
a minha mãe dizia-me,
filho o agora,
conta sempre
mais do que
o nunca aconteceu,
do que a possibilidade
de adormecimento feliz,....
adorava quando
a minha mãe
me dava livros,
era sempre outro dia
no meu sorriso,...
agora,
ela já cá não está,
e eu aceitei ler,
apenas e só o mar