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Que buscam em mim, ó ventos do Sul,
Que me perseguem em brisas sem fim?
Em vossas asas, leves, vindes vós
Cruzando a sombra do horizonte azul.
Vossa passagem veste o monte nu
Com plumas frias que se desfazem,
Enquanto os rios à terra descem,
Levando águas de tom grave e soturno.
Seguis a trilha desta alma errante,
Que encontra abrigo em cada vinda vossa,
E me carrega qual folha flutuante.
Na bruma fria da paisagem infinda,
Sois a memória, o sopro constante,
Melodia eterna que jamais se finda.