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Na quentura de um abraço

 
Uma foto permanece no tempo
no peito, a memória a florir
de entre brisas e tempestades
e de entre o certo e o errado,
escolhi… amar

Na insuficiência dos minutos
e nos espaços entre versos
permaneço constante
num silêncio que me queima

Trago o tempo na memória
um luar sombrio a iluminar
a escuridão da noite
por entre pétalas e espinhos
mantenho-me febril

E em cada lágrima perdida,
em cada onda do mar
o meu corpo dilui-se
na quentura de um abraço.

Escrito a 27/4/26
 
Autor
Liliana Jardim
 
Texto
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 26/05/2026 10:53  Atualizado: 26/05/2026 10:53
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 Re: Na quentura de um abraço p/ Liliana Jardim
O Alexandre Costa comentou aqui há uns dias, a propósito de um comentário meu ao escrito dele, que somos egoístas quando escrevemos, é um mundo só nosso, aqui mostras esse egoísmo quando trazes o tempo na memória. Assim é bom ser-se egoísta.

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