Uma foto permanece no tempo
no peito, a memória a florir
de entre brisas e tempestades
e de entre o certo e o errado,
escolhi… amar
Na insuficiência dos minutos
e nos espaços entre versos
permaneço constante
num silêncio que me queima
Trago o tempo na memória
um luar sombrio a iluminar
a escuridão da noite
por entre pétalas e espinhos
mantenho-me febril
E em cada lágrima perdida,
em cada onda do mar
o meu corpo dilui-se
na quentura de um abraço.
Escrito a 27/4/26