Cada lembrança cresce e queima
num fogo que incendeia a pele e o olhar
a minha mão toca a tua… na minha mente
um sopro, um sussurro é levado pelo vento
no baldio quente da alma, longe de mim
Na margem do pensamento
as palavras dançam na boca cerrada
e na agitação do corpo, reencontro-me
nesta recordação, que nem a noite apaga
A porta permanece fechada
fica a sombra dos corpos presos no tempo
o perfume invadindo a memoria do teu olhar
e nas palavras que não calei.
respiro ternura e acendo as velas do passado
que não param de queimar
E pergunto-me porque?
Escrito 02/03/26