bate-estaca
repete, repete, repete
a mesma coisa
eu acho que tô de ressaca
por cinco mil dias
eu acreditei
que realmente estava vivo
quais dedos eu chupei?
vejo o oculto aparecendo
eu vou já
ah, acordei, sei o que é
vou embarcar nessa maré
finalmente sem texturas conflitantes
valho mais que diamante
brilhando com aquela delícia
cheia de malícia
delirante é o seu suco
o néctar da vida
alimento de todo maluco
deixando-se levar pela correnteza
É o ferrão quem perturba a abelha.
Eu não sei categorizar os meus poemas. | Escrito por mim no dia 11/05/2026, em Brasília-DF.