
Amei Você sem Dó!
Amei-te como se ama o pior inimigo,
na exaustão ficcional de uma batalha,
com nossas vísceras sexualmente expostas,
alimentando o fogo da nossa fornalha.
Amei, destroçado nos trilhos de um trem,
olhando em seus olhos profundos e escuros;
amei você como a morte presente, e eu juro
que amei você como nunca amei ninguém.
Amei-te nas mais odiosas torturas,
tendo todos os meus dedos arrancados
por alicates ferozes e afiados;
amei-te arrastando-me por estradas escuras.
Amei-te até depois de morto,
em um pesadelo que me tolheu a fala;
acordei jogado no chão, em desconforto,
mas amo-te, como amo a mão que o berço embala.
Alexandre
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