Poemas : 

Triste Melodia II

 
Perco-me…
Ao som desta,
Suave e doce melodia,
Que eu próprio inventei.

De olhos húmidos,
E com a face,
Tracejada por fios de água,
Entre soluços,
Riu,
Na tristeza,
De estar só.

E agora,
Ao som desta viola,
Que chora em uníssono,
Com este piano,
Pois não tem,
Mais ninguém,
Que o dedilhe,
Que lhe dê vida,
Com uma melodia qualquer.

Ele sente-se a morrer,
Lentamente,
Na melancolia,
Da saudade,
De um poeta e pianista,
Que há muito,
Que o abandonou,
Ao sabor do pó,
E do caruncho.

Aí piano malfadado,
Também tu perdido no tempo.

Qual dos dois será,
o mais nostálgico,
neste abissal destino,
Da saudade,
Quem não tem mais fim.


Diogo Cosmo ∞
Cossoul, Lisboa
21:10 25-06-2026


DIOGO Cosmo ♾


 
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DiogoCosmo∞
 
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