Olho para o espelho e...
Não o meu rosto que vejo
É um rosto...
Que já não sei se tenho coragem
Para o definir
Porém quando saio para o mundo
E misturo-me por entre supostos...
Vivos.
É muito difícil viver assim,
Numa nostalgia profunda.
É esse rosto que me acompanha,
Para onde quer que eu vá,
É um rosto de saudade,
É um rosto com muito amor,
Um rosto que em silêncio,
Me sussurra,
Que ainda não é chegada,
A altura para viajar,
Essa viagem…
Sem destino à vista.
Mas…
Que faço eu aqui,
Entre estes vivos,
Mortos por dentro,
Que há muito,
Que venderam a alma,
Em troco da sua própria perdição.
As lágrimas já nada apagam,
Apenas se transformam,
Num enorme rio de saudade,
Como se traçassem...
O caminho que nunca vi.
E hoje...
Aqui continuo...
Sereno,
À deriva.
É mergulhado neste rio,
Que vai crescendo,
Em meu redor,
Apenas acompanhado,
Apenas abraçado,
Pela minha,
Nostalgia.
Diogo Cosmo ∞
C…, Lisboa
10:46 08-07-2026
DIOGO Cosmo ♾