Poemas : 

Evangelho Segundo a Vida [8] (193ª Poesia de um Canalha)

 
Naufragamos aqui assim
Em infinito silêncio longo
Todas as nossas palavras
Por velho destempo afim
De um novo sol capiongo
Posto ao chão que lavras

Navegámo-nos nas rugas
De velas ao vento loucas
Tal qual os rios cansados
Que petizes fingem fugas
Cantando d'vozes roucas
Suas vidas e belos fados

Somos dois d'apenas um
Terra ou mar d'ar só meu
Olhos nos olhos já cegos
Declamo sem jeito algum
Às estrelas de céu circeu
O sabor d'teus chamegos


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 02/10/2026 23:08  Atualizado: 02/10/2026 23:08
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 Re: Evangelho Segundo a Vida [8] (193ª Poesia de um Canalha) p/Alemtagus
Este oitavo me deixou uma impressão diferente dos anteriores, Alemtagus. Talvez por esse “velho destempo”, talvez pelo modo como o poema aproxima naufrágio de encontro. Tenho acompanhado a série e gosto especialmente quando ela me deixa menos certezas do que perguntas. Neste, fiquei com algumas.
Abraço.

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