Há noites entre o sopro dos ventos
Que cansado eu caminho até o mar
Basta ficar ali quieto parado sereno
Mesmo que sinta vontade de chorar
Não faço ideia de como consegue ler
Através das batidas de meu coração
O que eclipsa e te faz vir e me acolher
Agora e para sempre sendo meu chão
Poderia ser apenas um truque loucura
Em acreditar que o teu corpo delicado
Vem do mar como uma grácil escultura
A me abraçar onde me sinto aninhado
Algumas noites entre o sopro dos ventos
A maresia que exala transforma a essência
De minha insanidade em profusos momentos
Onde você se confunde com minha existência
Deus abençoe as ondas do mar
Carlos Correa