Da janela do meu quarto vejo a lua,
Inteira, persistente e inda inspiradora.
Mas desapareceram da noite escura
As estrelas brilhantes de outrora,
Que davam luz radiosa e pontilhada
A um céu, que já não é o de agora.
Em seu lugar ficou a mágoa de ver
Que o Universo
Que da janela do meu quarto eu via,
A cada noite, noite e dia,
Perdeu a sua força construtora.
Onde nós e a culpa pela sua morte
Estúpida e inconsciente – prematura!
Jorge Humberto
19/08/2026