Nesse vão momento em que te encontrei,
Sem qualquer busca na floresta humana,
Qualquer coisa sagrada era profana,
Em paixão de cegueira me guiei.
Naquela tarde, a bandeira que icei
contra a minha pobreza franciscana,
Levou-me em cruzada a cada semana,
Ceifando o enfado na casa da lei.
Indigna de poema esta narrativa,
Triste alegria, efémera e nociva,
Deleite suicida que em mim ficou…
Daqui a mil anos que se reviva,
Que se cante o que o tempo não levou,
Cante-se a dor que ainda não me matou!
08 de Outubro de 2026
Viriato Samora