O luto da noite vestiu a ilha,
Deu às rochas cores de terra e mar,
Do oceano o vento, Zéfiro a ventar,
Singra um barco ao alcance duma milha.
O frio tange e faz arrepiar,
Cresce a solidão como única filha,
Do silêncio que faz assombrar,
Mas no alto o facho rompe o breu e brilha!
Começa a jorna o velho faroleiro,
Estocando a noite com luz carrasca,
Apenas o nada existe defronte…
Pisca os olhos, fascina o timoneiro,
Apontado ao céu, imune à borrasca,
Único deus até ao horizonte.
28 de Setembro de 2026
Viriato Samora