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Crónicas : 

cansa-me

 

Na sequência do cansaço, nasce este espaço. Que pode ferir susceptibilidades. Corro o risco de sentir o ódio da humanidade, virar-se para mim. Mas tem de se correr riscos. Pisar o risco. Esta foi uma semana repleta de descobertas. Ou seja, reenventou-se a forma de ser e estar. É que segundo dizem, as conversas são como as cerejas. E na sequência destas, concluo, que mais gente, muito mais gente, pensa como eu. Muita gente esta semana, terminou os diálogos, com um: "Temos de nos organizar. Temos de agir. Urge agir."
E surgiu um espanto, porque não esperava. Mas foi num dia desta semana, que o Sr. Duarte, que me vendeu um café, ao lado do I. ( onde deveria ir mais vezes), começou a dissertar sobre a gigantesca árvore de natal, de um natal especado no Terreiro do Paço.
E a conversa foi por aí fora. Juntaram-me mais dois elementos, cujos nomes não sei, e eis que passando pela globalização, pela hipocrisia (E.U.A.) e outras, fazendo uma paragem pela 2ª guerra mundial, chegámos a rondar a idade média.
Ainda bem que o Sr. Duarte, vende cafés. Não se deixou deslumbrar pelo fato e gravata. Ainda bem, que eu gosto de café.
E para os que ainda não viram e iluminada árvore, deixo uma sugestão, em tom de passeio turistico. Começem o vosso passeio, partindo de Sta. Apolónia. Como se chegassem pela primeira vez à Lisboa.
Depois atravessem para o outro lado, para o lado direito, sempre pela direita, junto ao Museu Militar. Se forem sempre neste sentido, não tropessarão nos sem abrigo, que ali, estão todos os dias, serenos. Que serenidade assustadora há nos seus olhares.
Mas virem a cara depressa, porque a iluminada árvore repleta de deslumbre vos espera. Desespera. Não, não olhemos o olhar do sereno sem-abrigo. Há nele uma outra luz, que fere. Que deveria ferir. É aguda. Deveria ser. Vá desviem o olhar é Natal, que bom e sempre houve "pobrezinhos". Nós?


 
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mjoao
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