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Onde a Pena Morre

 
Um sorriso perdido, frio, sem sentido. Um olhar cabisbaixo, sem brilho, destituído. Mãos pálidas, gélidas, sozinhas. Cabelos em desalinho, jogados sobre os olhos envoltos de rodelas negras, sem qualquer acuro. Um coração apertado, constricto ao peito, em vazias batidas. Umas laudas jogadas de lado, folhas em branco, ausência de mote, culpa constante. Janela fechada, lua que já não mais aparece. Lágrimas companheiras de sempre, de alguém que jamais te esquece. Uma taça de vinho seco, como as palavras que ainda crispavam a garganta. Uma rosa única, despetalada, amortalhada em uma frágil caixa de madeira. Um poema inacabado, desmetrificado, ressequidos versos acorrentados a um poeta sem alma. E a dor que não abandona o corpo, morre aos poucos nos toques desta pena. Silêncio sepulcro da alma. Fim da última sentença.


rody

 
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rody
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Enviado por Tópico
rosafogo
Publicado: 25/08/2009 13:33  Atualizado: 25/08/2009 13:33
Colaborador
Usuário desde: 28/07/2009
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 Re: Onde a Pena Morre
Quem pode entrar na cabeça dum poeta na hora que escreve?
Saber da mágoa ou da alegria que o seu peito invade?

Muito bonita esta prosa poética, meus parabéns.

Abraço
rosa

Enviado por Tópico
Jey
Publicado: 25/08/2009 15:26  Atualizado: 25/08/2009 15:34
Muito Participativo
Usuário desde: 23/08/2009
Localidade:
Mensagens: 51
 Re: Onde a Pena Morre
Rody, de que é feito um poeta, senão daquilo que o faz derramar lágrimas? Sejam elas de tristeza ou alegria? Tu és poeta, direi sempre, pela vida toda. Nunca prive meus olhos de tuas linhas.

Beijo,


Jey