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Poemas, frases e mensagens de Thor

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Thor

Um pouco sobre mim: algo de poeta, algo de quântico, algo de niilista, algo de sonhos descrentes, algo de louco, algo de tudo. E um pouco só de realidade.

A DISTÂNCIA

 
A DISTÂNCIA
 
Quem ergueu
entre nós essa distância
___ tão grande,

e quem colocou
entre nós essas pedras
___ tão afiadas,

inaugurando-nos
(daquele amor tão lindo)
___ o insano?

Que deuses
(ou que demônios) invocados
vieram a amar nossas luzes
___ (ou nossas sombras),

fazendo-nos
cair em nossos próprios
___ abismos vazios?

E que humanos,
em incauta fatuidade, com suas senciências
___ obstinadas e avessas

vieram a nos
reinaugurar novos sonhos faustos
e nos a selar a definitiva
___ morte das asas?
 
A DISTÂNCIA

FRATURA DA ALMA

 
O vento lambendo
minha pele,

alguns pingos
de chuva caindo em meu corpo,
e outros pingos saindo
de meus olhos,

um desmazelo de mim mesmo,
um desnível,
uma queda,
uma irrecuperável perda,

uma incurável
fratura em minha alma:
sua ausência que me desestabiliza
e me enlouquece!
 
FRATURA DA ALMA

PERDA DE ASAS

 
Por que fui
amputar-me as asas
e lançar os pés
à lama,

por não
teres dançado contigo
àquele telhado
sob a lua
branca?

Por que,
do súbito encontro
do pássaro da planície
com a bela do
litoral,

fomos
nos silenciar e nos refugiar
às secas vegetações
rasteiras,

onde nos
fundíamos e nos sangrávamos
com outros corpos
amieiros?
 
PERDA DE ASAS

QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!

 
QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!
 
... disseste
me amar muito

e me choveste
muito dizendo me amares;

e, agora
que o silêncio e a distância
à nossa separação
veleja,

fico a pensar,
sabendo tu que já estou ao fim
da passagem, o que e a quem dirás
deste cão quando ele
eternamente
se deitar!
 
QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!

NO ME QUITE PAS

 
NO ME QUITE PAS
 
...
 
NO ME QUITE PAS

O MENTIROSO

 
O MENTIROSO
 
... sim,
podem me tomar por mentiroso,

eu realmente
evito mostrar o fiel reflexo
e dizer as verdades sapiens à frente
de vossas máscaras,

porque,
quando eu digo, mostro seus tropeços,
e mostro suas traições, e mostro seus escuros
avessos,

sempre
se enterra alguém ou algo!
 
O MENTIROSO

A MORTE VEIO E DEIXOU TUDO TARDE DEMAIS!

 
Às vezes,
sinto até um pouco de falta
daquela viciante
___ droga,

mas não atendo
chamados, nem a convoco
___ de volta,

por ter certeza
de que abriria todas as feridas,
e lançaria nossa vil
___ existência,

e nosso
ominosa estória de outrora
ao lugar certo: na lama
___ e no caos.
 
A MORTE VEIO E DEIXOU TUDO TARDE DEMAIS!

POETICAMENTE CIENTÍFICO

 
POETICAMENTE CIENTÍFICO
 
...
 
POETICAMENTE CIENTÍFICO

ANGÚSTIA E PAZ

 
ANGÚSTIA E PAZ
 
... e me deixarei
assim:

desterrado
em meio a intrínsecas
tempestades

– de sonhos, caldas
e quedas –,

provocadas
por meus cernientes
fantasmas;

mas com uma
singular, angustiosa
e silente
paz

a me habitar a alma
devastada.
 
ANGÚSTIA E PAZ

ETERNA AUSÊNCIA

 
... ainda me lembro
de quando

o carteiro começou
a passar sem mais trazer
tuas cartas,

as estrelas começeram
a brilhar sem mais sorrirem
por tua ausência;

o vento começou
a soprar, sem mais se preocupar
com a hora morta

e a noite começou
a me amar, enchendo-me de angústias
e dores (de parto).
 
ETERNA AUSÊNCIA

NUDEZ SAPIENS

 
NUDEZ SAPIENS
 
… nunca vi o ser nu. Na verdade, nunca me vi a mim mesmo nu. Essa abnomalia é um grande e paradoxal problema, ainda mais entre tantos de semelhantes que também possuem a mesma cegueira que eu, e se encontram pensando a algo fiel e naturalmente verem.

Longe de nossas visões que nos distraem, tudo nos está alheio, não sabendo o sol que se chama sol, a pedra que se chama pedra, o mar que se chama mar e todas as outras coisas onde estamos jogados.

Quanto aos sentimentos sencientes, ainda é mais besta a coisa. Que sabem os átomos que nos compõem e a tudo, a terra, as árvores, a lua e etecetera sobre o amor, o rancor, o desejo, a dor e as demais coisas que acometem o ser?

E de fato, só o se ama, ou pensa que ama, masturba ou pensa que masturba, pinta e colore ou pensa que o faz: pedras e coisas não fazem sexo!

De fato, jamais poderei ver o ser nu. Nem a mim. E o ser, seja onde estiver jamais se verá nu, pore star confinado nessa infinda e abnormal barreira. E ela derruba Sartre, Nietzsche, Shopenhuer e todos os demais pensadores que, como nós, não pssam de artesão com suas abnomlias sencientes.

As mascaras são, pois, essenciais, sob o risco de se as perder, perde-se juntamente a humanidade que nos dá tal pseudo poder.

No seio do Cosmo, foi feita uma revolução pelo ser, de fato. Mas o ponto do quale le se originou pode condená-lo em seu pensamento, em sua senciência e em sua abnormidade do mesmo modo pelo quale le foi gerado, bastando para issi que ocorra o que ele não pod ever: uma igual flutução, avaçaladora e quântica, no infinito de possibilidades que a ele naturalmente, mesmo ele se pensando senhor de tudo, pode ocorrrer!

Assim se condena, no ponto de surgimento o ser e seu poderoso poder de escolha, com a mesma frieza imprevista que o gerou!
 
NUDEZ SAPIENS

A MORTE NÃO É O FIM DO AMOR

 
... a mesma luta,
o mesmo combate, tu contra um tumor
eu contra 17 tumores,

destino ingrate
quis que tu dinte dele te caíste
e te partiste e, até hoje não sei por quê,
quis o mesmo destino que eu
vencesse,

conforme
tu muitas vezes, anos antes de tudo,
previste.

Eu não aceitei isso,
eu não estou conseguindo me conformar
com isso, eu não tenho nem ideia
de como pudeste prever
tudo isso;

eu sei apenas
que eu não queria isso,
que eu sofri e sofro muito por isso,
que eu chorei e choro muito
por isso,

e eu sei somente
que eu ainda acredito que, se pudeste
prever com precisão tudo
isso,

podes também
(e agora e creio mais nisso) teres acertado
sobre o fato de que um dia
te reecontrarei

para nos amarmos
e seguirmos juntos pelo infinito!
 
A MORTE NÃO É O FIM DO AMOR

amor saudade paixão alegria erotismo desejo

 
amor saudade paixão alegria erotismo desejo
 
O AMOR

É sempre incompreensível
é sempre dolorido,
é sempre aniquilado porvir do presente
momento ungido;

por isso,
o amor é uma pedra nos sapatos
e nas almas dos indecisos,

é assustador
aos anjos puros que o imaginam
sem as humanas senciências, como se
morássemos já num paraíso;

é impossível
aos cães que, quando amam, fazem-no
de modo tão avassador
e egoístico,

que os desertos
e os infernos entram em sismos!
 
amor saudade paixão alegria erotismo desejo

OUSADIA

 
OUSADIA
 
Quando ousaste
querer alagar-me a planície com teu mar,
fiz-lhe sentir o ardor de um deserto
tão seco e convulso,

que, ao te a regressares
às próprias margens, deixaste-me ao solo
resíduos tão imundos de
teus profundos,

que nenhum marujo,
mito ou lenda sequer suspeitaram haver,
quando te navegaram incautos
as superficiais águas
puras.
 
OUSADIA

Tresloucura

 
Tresloucura
 
 
TRESLOUCURA

Palavras brancas a mente falseiam no gênio humano,
Incapazes de tocar a profundidade da alma enflorestada.
O espírito ou se emudece ou se aprisiona e não pode ser percebido,
Diante do contorno monstruoso da carne que o esconde.

Atroz desejo de aprofundamento no mar mais profundo,
Parâmetros desconhecidos de lugar incomum ambidestro.
A psique-semente esconde-se ao fundo da terra árida,
E a aridez da terra a deixa no escuro esquecido da essência.

Sinfonia tão ansiada e jamais atingida, a perdição se assenta,
Onde o controle se perde entre a efêmera realidade em cores pintada,
E os acordes-origem imperfeitos, apenas brancos, apenas negros,
Que no cerne se alimentam silenciosamente da monstruosidade.

Olhos já não há, nem rostos com seus sombrios sorrisos e doces lamentos.
A fugacidade implacável de tudo ora se desmorona como a torre de babel.
E ressurge a semente embrionária do incompreensível vasto louco,
No misterioso eclipse abismal, tão somente branco, tão somente preto.

Péricles Alves de Oliveira
Poema constante do livro “Poesias quânticas e outras”. Direitos autorais reservados.
 
Tresloucura

ÀS VEZES É PRECISO ROMPER O SILÊNCIO COM OUSADIA

 
Não hesites,
não titubeis e, sobretudo,
não penses

como na noite
em que deixamos as sombras
predominarem sobre nossas frágeis
luzes;

quando chegares,
vem como um sol solto no ar,
ousa, toma, pega sem qualquer medo
ou receio de aniquilação!
 
ÀS VEZES É PRECISO ROMPER O SILÊNCIO COM OUSADIA

POR QUE SEMPRE ESTIVESTE CONTRA MIM?

 
Passado a estrada,
passado o céu,
passado o mar,

passadas as chuva,
passadas as sombras das pedras,
passado o engano do amor,

passados dos corpos
com quem nos deitamos e fodemos,
passados os sonhos que desperdiçamos
com as sombras de nós
mesmos,

passadas as nuvens que contemplávamos,
passadas as vozes que ouvíamos,
passadas as fantásticas apresentações
que presenciáramaos,

pensei que passaria,
para um pouco de alívio meu,
também por ti meu grande e imperioso
amor,

mas este não passa
mergulhando em minha maior crise,
em meus medos mais secretos e em minhas
dores, por tua perda, mais
cruciantes

e me deixando
somente a tênue esperança escura
de logo chegue o momento
de também poder me
passar!
 
POR QUE SEMPRE ESTIVESTE CONTRA MIM?

PROFUNDO MERGULHO

 
Deambulo absorto
aos segredos universais,
às belezas naturais,
e aos indecifráveis mistérios
do ser

– tanto mais
às atuações, a máscaras postas,
promovidas pelos caminhos
e descaminhos
sapiens –;

é que ando perscrutando-me,
acaçapadamente,
os laivos avessos e escuros do cerne,
de onde não mais consigo
ver além.
 
PROFUNDO MERGULHO

JÁ NÃO SOU

 
Já não sou
um belo e encantado canário,
agora não passo de um cão niilista
e sarnento;

já não sou aquarela
em vários e diversificados quadros
agora não passo de um cinza
monocromático;

já não mais um amante
a qualquer flor ou andorinha adequando,
porque de meus olhos se derramam silentes
rios de dor e de saudade da flor
enterrada;

já não sou o gigante
que outrora confrontava Nietzsche, Sartre,
Shopenhauer e até Einstein, entre
Outros,

Agora nem os vermes
como alguns que têm aparecido
neste deserto aqui, deveriam perder sequer
um segundo de seus tempos,

pois eu escolhi ser nada
no nada e não existir no pensar para não
confrontar a minha própria pequenez, refletida
em seus olhares e em suas
palavras!
 
JÁ NÃO SOU

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Péricles Alves de Oliveira (Thor Menkent)