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Poemas, frases e mensagens de Thor

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Thor

Um pouco sobre mim: algo de poeta, algo de quântico, algo de niilista, algo de sonhos descrentes, algo de louco, algo de tudo. E um pouco só de realidade.

POETICAMENTE CIENTÍFICO

 
POETICAMENTE CIENTÍFICO
 
...
 
POETICAMENTE CIENTÍFICO

NUDEZ SAPIENS

 
NUDEZ SAPIENS
 
… nunca vi o ser nu. Na verdade, nunca me vi a mim mesmo nu. Essa abnomalia é um grande e paradoxal problema, ainda mais entre tantos de semelhantes que também possuem a mesma cegueira que eu, e se encontram pensando a algo fiel e naturalmente verem.

Longe de nossas visões que nos distraem, tudo nos está alheio, não sabendo o sol que se chama sol, a pedra que se chama pedra, o mar que se chama mar e todas as outras coisas onde estamos jogados.

Quanto aos sentimentos sencientes, ainda é mais besta a coisa. Que sabem os átomos que nos compõem e a tudo, a terra, as árvores, a lua e etecetera sobre o amor, o rancor, o desejo, a dor e as demais coisas que acometem o ser?

E de fato, só o se ama, ou pensa que ama, masturba ou pensa que masturba, pinta e colore ou pensa que o faz: pedras e coisas não fazem sexo!

De fato, jamais poderei ver o ser nu. Nem a mim. E o ser, seja onde estiver jamais se verá nu, pore star confinado nessa infinda e abnormal barreira. E ela derruba Sartre, Nietzsche, Shopenhuer e todos os demais pensadores que, como nós, não pssam de artesão com suas abnomlias sencientes.

As mascaras são, pois, essenciais, sob o risco de se as perder, perde-se juntamente a humanidade que nos dá tal pseudo poder.

No seio do Cosmo, foi feita uma revolução pelo ser, de fato. Mas o ponto do quale le se originou pode condená-lo em seu pensamento, em sua senciência e em sua abnormidade do mesmo modo pelo quale le foi gerado, bastando para issi que ocorra o que ele não pod ever: uma igual flutução, avaçaladora e quântica, no infinito de possibilidades que a ele naturalmente, mesmo ele se pensando senhor de tudo, pode ocorrrer!

Assim se condena, no ponto de surgimento o ser e seu poderoso poder de escolha, com a mesma frieza imprevista que o gerou!
 
NUDEZ SAPIENS

JÁ NÃO SOU

 
Já não sou
um belo e encantado canário,
agora não passo de um cão niilista
e sarnento;

já não sou aquarela
em vários e diversificados quadros
agora não passo de um cinza
monocromático;

já não mais um amante
a qualquer flor ou andorinha adequando,
porque de meus olhos se derramam silentes
rios de dor e de saudade da flor
enterrada;

já não sou o gigante
que outrora confrontava Nietzsche, Sartre,
Shopenhauer e até Einstein, entre
Outros,

Agora nem os vermes
como alguns que têm aparecido
neste deserto aqui, deveriam perder sequer
um segundo de seus tempos,

pois eu escolhi ser nada
no nada e não existir no pensar para não
confrontar a minha própria pequenez, refletida
em seus olhares e em suas
palavras!
 
JÁ NÃO SOU

FRATURA DA ALMA

 
O vento lambendo
minha pele,

alguns pingos
de chuva caindo em meu corpo,
e outros pingos saindo
de meus olhos,

um desmazelo de mim mesmo,
um desnível,
uma queda,
uma irrecuperável perda,

uma incurável
fratura em minha alma:
sua ausência que me desestabiliza
e me enlouquece!
 
FRATURA DA ALMA

O LAVRADOR DE AREIAS SECAS

 
O LAVRADOR DE AREIAS SECAS
 
… este pedaço de mar,
este convidativo oásis, belo, meigo,
dócil, gostoso, cheiroso,
femininíssimo,

que está
adiante do deserto,
deveria ser navegado pelo cão
niilisticamente ressecado,

que, com incontida
angústia e dor, adoeceu de loucura,
tornando-se a própria chuva, a própria tempestade
e o próprio incêncio
fatais?
 
O LAVRADOR DE AREIAS SECAS

AMO EM SILÊNCIO

 
Não peças mais
para eu definir o que sinto:

antes, permita-me tão somente
viver contigo o sonho,

sentir, pela primeira vez na vida,
algo nobre no coração

e te incendiar o corpo e a alma
às noites nossas;

porque, quando eu souber dar resposta
a tuas perguntas e elucubrações,

é prenúncio de que,
com o verbo dissimulado,

não te ame mais.
 
AMO EM SILÊNCIO

PERDA DE ASAS

 
Por que fui
amputar-me as asas
e lançar os pés
à lama,

por não
teres dançado contigo
àquele telhado
sob a lua
branca?

Por que,
do súbito encontro
do pássaro da planície
com a bela do
litoral,

fomos
nos silenciar e nos refugiar
às secas vegetações
rasteiras,

onde nos
fundíamos e nos sangrávamos
com outros corpos
amieiros?
 
PERDA DE ASAS

QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!

 
QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!
 
... disseste
me amar muito

e me choveste
muito dizendo me amares;

e, agora
que o silêncio e a distância
à nossa separação
veleja,

fico a pensar,
sabendo tu que já estou ao fim
da passagem, o que e a quem dirás
deste cão quando ele
eternamente
se deitar!
 
QUANDO, ENFIM, O SOL SE ENCOBRIR!

OUSADIA

 
OUSADIA
 
Quando ousaste
querer alagar-me a planície com teu mar,
fiz-lhe sentir o ardor de um deserto
tão seco e convulso,

que, ao te a regressares
às próprias margens, deixaste-me ao solo
resíduos tão imundos de
teus profundos,

que nenhum marujo,
mito ou lenda sequer suspeitaram haver,
quando te navegaram incautos
as superficiais águas
puras.
 
OUSADIA

A DISTÂNCIA

 
A DISTÂNCIA
 
Quem ergueu
entre nós essa distância
___ tão grande,

e quem colocou
entre nós essas pedras
___ tão afiadas,

inaugurando-nos
(daquele amor tão lindo)
___ o insano?

Que deuses
(ou que demônios) invocados
vieram a amar nossas luzes
___ (ou nossas sombras),

fazendo-nos
cair em nossos próprios
___ abismos vazios?

E que humanos,
em incauta fatuidade, com suas senciências
___ obstinadas e avessas

vieram a nos
reinaugurar novos sonhos faustos
e nos a selar a definitiva
___ morte das asas?
 
A DISTÂNCIA

PROFUNDO MERGULHO

 
Deambulo absorto
aos segredos universais,
às belezas naturais,
e aos indecifráveis mistérios
do ser

– tanto mais
às atuações, a máscaras postas,
promovidas pelos caminhos
e descaminhos
sapiens –;

é que ando perscrutando-me,
acaçapadamente,
os laivos avessos e escuros do cerne,
de onde não mais consigo
ver além.
 
PROFUNDO MERGULHO

ANGÚSTIA E PAZ

 
ANGÚSTIA E PAZ
 
... e me deixarei
assim:

desterrado
em meio a intrínsecas
tempestades

– de sonhos, caldas
e quedas –,

provocadas
por meus cernientes
fantasmas;

mas com uma
singular, angustiosa
e silente
paz

a me habitar a alma
devastada.
 
ANGÚSTIA E PAZ

ETERNA AUSÊNCIA

 
... ainda me lembro
de quando

o carteiro começou
a passar sem mais trazer
tuas cartas,

as estrelas começeram
a brilhar sem mais sorrirem
por tua ausência;

o vento começou
a soprar, sem mais se preocupar
com a hora morta

e a noite começou
a me amar, enchendo-me de angústias
e dores (de parto).
 
ETERNA AUSÊNCIA

ANGELICAL TENTAÇÃO

 
ANGELICAL TENTAÇÃO
 
...
 
ANGELICAL TENTAÇÃO

O POETA QUE JÁ NASCEU MORTO!

 
O POETA QUE JÁ NASCEU MORTO!
 
Ela o viu ali,
sentado sozinho à mesa
daquele boteco
___ vazio,

a tricotar
versos pálidos e imperfeitos
entre um e outro gole
___ de vinho tinto:

“Se já disse
mil vezes que te amo,
e que sempre fui sua
___ (somente sua)

porque
me choveu tanto,
como que a não crer
___ minhas palavras,

como que
a querer tolher a minha
sagrada liberdade,
___ meu amor!?
 
O POETA QUE JÁ NASCEU MORTO!

OS PORTÕES

 
Vendo mariposas,
borboletas e anjos a caírem
ao chão,

vendo os rios
e mares se poluírem e os leitos
ficarem secos como se não mais houvesse
ninguém para lhes transitar
em qualquer posição,

fico a pensar
de que vale voar, amar ou trepar
se tudo parece não passar
de ilusão

e se a própria
vida parece sempre nos conduzir,
a cada dia que passa, a uma inexorável
verdade sem nenhum sentimento
ou razão!
 
OS PORTÕES

amor saudade paixão alegria erotismo desejo

 
amor saudade paixão alegria erotismo desejo
 
O AMOR

É sempre incompreensível
é sempre dolorido,
é sempre aniquilado porvir do presente
momento ungido;

por isso,
o amor é uma pedra nos sapatos
e nas almas dos indecisos,

é assustador
aos anjos puros que o imaginam
sem as humanas senciências, como se
morássemos já num paraíso;

é impossível
aos cães que, quando amam, fazem-no
de modo tão avassador
e egoístico,

que os desertos
e os infernos entram em sismos!
 
amor saudade paixão alegria erotismo desejo

COMO UM ANJO!

 
COMO UM ANJO!
 
... ela
de minissaia e com a calcinha
branca aparecendo,

sentada
num banco da Praça
da Matriz,

recitando-me
um lindíssimo poema;

pouco depois,
fora-se apressada:

deste então,
fico admirando-a, em fantasias
e pensamentos,

brigando
e gozando em folhas e telas
brancas!
 
COMO UM ANJO!

A TUA PAZ É AGORA PERFEITA!

 
Teu lindo e imenso
mar adormeceu, e nunca mais
vais acordar ao amanhecer;

a planície não
teve a mesma sorte,
vive sob dias pálidos e noites
tenebrosas,

a tolerar fantasmas
e a zelar-te, em tristes lembranças,
com moucos cantos
de angústia
e dor!
 
A TUA PAZ É AGORA PERFEITA!

SE TÍNHAMOS O MESMO MAL, POR QUE NÃO FOMOS JUNTOS?

 
SE TÍNHAMOS O MESMO MAL, POR QUE NÃO FOMOS JUNTOS?
 
... chorarão por ela o marido,
chorarão por ela os filhos,
chorarão por ela o pai e a mãe,

chorarão por ela os amigos,
chorarão por ela os amantes,
chorarão por ela os poetas, os putos
e os poeteiros,

ao findar dos dias,
chorarão por elas as flores, os tentilhões
e os anjos;

enquanto isso,
solitária e silentemente ao deserto,
aos poucos, estarei morrendo
com ela!
 
SE TÍNHAMOS O MESMO MAL, POR QUE NÃO FOMOS JUNTOS?

Péricles Alves de Oliveira (Thor Menkent)