Os retalhos de um anjo... para ( Retalhos)
Fiz retalhos de minh`alma
Por um alguém qaue eu amei
Fiz retalhos em meu coração
Tantos retalhos que nem sei
Fiz retalhos em minha vida
Reentalhando o meu pensar
Fiz retalhos em meus sonhos
Só sonhando em não amar
Fiz retalhos de tantas coisas
E tanta gente que amei
Que hoje meu nome é retalhos
E de meu amor eu já não sei
Se retalhei só em palavras
Ou se retalhos eu virei
De um amor que vivo a anos
E que até hoje não amei
De mim retalhos ficaram da aLma
Em cada passo que eu dei
Mas na justiça de nosso Deus retalhado não serei
E receberei como presente
Todo amor que eu ti dei!
Olinda Paraiso da beleza ( ao amigo Caito )
No bloco Anárquico,
Virgens de Verdade
Nas Prévias Carnavalescas de Olinda,
Da tardinha a saudade,
Pôr-do-sol no Alto da Sé
Com uma beleza exuberante,
O lugar encanta qualquer um,
Pertinho também algo bem comum
Uma feira de artesanato vale a pena visitar
Pois quando chega-se em Olinda
O difícil é parar!
Encanto-me com a cidade
E com sua riqueza cultural.
Nas praias de Itamaracá,
O mar calmo e os bancos de areia
São como Enseada dos Golfinhos,
Onde cantam as sereias
No Pontal de Jaguaribe,
Encontrei um caro amigo que escrevia o desapego
Escrevendo sobre Olinda lá na Praia do Sossego,
Perguntei ao caro poeta: o que escreves meu irmão
Eu escrevo sobre Olinda pois de lá sou cidadão,
Me chamo Caio, de Olinda cidadão
E posto no luso-poemas toda a minha criação
Pois lá bem mais que poetas, somos todos coirmãos!
Livre em teus braços
Olhando o horizonte,
No fim de tarde ao por do sol,
Avistei no brilho do meu olhar,
O reflexo do teu sorriso,
E por onde quer que eu vá.
Sinto no vento,
O cheiro do teu perfume,
Me levando a ti buscar,
Seja no azul do céu,
Ou no verde azul do mar,
A ti o coração entrego.
Ouvi no silêncio das grandezas,
O murmúrio dos teus lábios,
Despejando gentileza do amor,
Feitas das tuas palavras,
Judiciosas ao meu coração.
Vaguei nas tuas entranhas,
Escondidas em tuas manhas,
Encontrei um oásis de amor,
Onde tive paz, e de onde não quero partir.
É uma prisão que me liberta e deixa feliz.
Nas artimanhas dos teus abraços,
Dos aconchegos, verdadeiros,
Em que acordo ao despertar,
Nos quais eu findo contigo,
No desejo de amar.
Recupero minhas forças
Nos encontros ao luar,
Onde livre em teus abraços,
Sinto-me forte e verdadeiro,
Um anjo, um potro matreiro...
Para quem a cerca do seu potreiro,
São as tranças do teu amor!
***Eu quis***
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Eu quis ser teu sol
Mas como poderia ti tocar
Se minhas mãos tocassem seu rosto
Queimariam teu olhar
Eu quis ser tanta coisa
Mas nada consegui mudar
Eu já quis ser o mar
Mas como poderia ti beijar
Se meus lábios tocassem os teus
Tu irias ti afogar
Eu já quis ser o vento
Mas também não ia dar
Pois quanto mais de ti me aproximasse
Mais intenso eu ia ficar
Fazendo com que corressem lágrimas
Do teu meigo e doce olhar
Como eu tanto quis e nada pude
Decidi ser a ti só o homem
Que ti protege do tempo rude
Lhe dando a maior quantidade de amor
E carinho que eu pude
Pegadas
Seguindo pegadas deixadas na areia
Avistei ao longe uma moça,
Mas não pude saber se era deusa ou sereia,
Pois suas pegadas acabavam onde o mar engolia a areia.
Via ao longe seu busto exposto,
Coberto apenas pelo longo cabelo,
Que protegia do sol o seu rosto.
Fiquei estático, encantado ao olhar
Um anjo com tamanha beleza que não se pode mensurar.
Sua beleza era tanta que ofuscava a luz do dia,
Enveidenciando até o sol que atrás das nuvens se escondia!
Não podendo resistir em só olhar tanta beleza,
Joguei eu meu corpo ao mar para chegar a tal princesa.
Chegando lá vi que era o amor que me iludia,
Pois a mim aquela princesa já a muito eu conhecia,
Era apenas a mente refletindo meu passado,
Mostrando-me que mesmo depois de muitos anos,
Ainda estava apaixonado e que a deusa que eu via
Era a mulher com quem sou casado!
As vezes andamos longe prá só depois se perceber,
Que o que procuras tão distante sempre esteve com você!
A flor do tempo
Dos verdes campos da vida,
Colho do tempo a flor da saudade
Dos tempos da minha infancia,
Onde os sonhos eram realidade.
Dos compos desbotados do tempo,
Colho os frutos do passado,
Os filhos que tive na vida
E hoje não mais tenho ao lado
Hoje na terra seca arruinada,
Colho do tempo as cobranças
Com a cara por rugas entalhada,
Sentado em um asilo
Esperando a nova morada!
O boteco da paixão
Sou cantor das madrugadas,
Vejo a noite, em garrafas sepultadas,
As almas de tantas paixões.
Vejo a noite, almas e homens em prantos,
Por amores que foram tantos,
Que se contar darão milhões.
Vejo a noite, homens bebendo aos borbulhões,
Com os olhos vermelhos da cachaça,
E de chorarem as emoções.
Vejo a noite, tanto Paulo e tanto João,
Que por perderem a amada,
Afogam as mágoas no balcão.
Vejo tudo isso e tomo hoje como lição,
Pois depois de perder a amada,
Sou mais um bêbado que afoga as magoas,
No boteco da paixão!
Pelos olhos escritos amores traçados
Poéticos são os versos
De quem escreve sobre o amor
Mas bem mais poéticos que os versos
São os olhares de um casal apaixonado
Que compõe sem palavras
O mais lindo poema rimado
Pelo destino escrito
E pelos amores traçados
Mas só conseguimos ver estes poemas
Quando estamos enamorados
Sedentos do olhar alheio
De quem mostra-nos o traçado
Onde entram os pontos e virgulas
De um poema inspirado
Brotando do coração
Cada palavra do recado!
A força do amor
Uma fatalidade...
Uma pancada Um acidente...
E do passado mente apagada
Do amor...
Ficou o sentimento
Na lembrança...
Nada resta de a quem o amor ostento
Nova vida...
Antigos amores
Lembranças...
Voltam-me em gotas
Sonho...
É o que guia minha vida
O destino...
Este é Deus quem determina
A pessoa a quem amo...
Esta já reencontrei
Na lembrança das tristezas...
A amada eu achei
Na quase perca da minha vida...
Voltei de entre os mortos por amor
Como sou hoje...
Sou extrema alegria
Trago hoje no meu peito...
Trago um amor a quem até a flor reverencia
O meu unico medo não é a morte...
Mas sim perdela outro dia!
Amor de gurí
Eu ti amo, eu ti adoro, eu sou louco por ti,
Eu quero ter em cada dia a teu lado
Um sonho encantado como sonho de guri
Que suspira em voz mansa
Lembrando de uma trança que só pode ver em ti.
A trança dos caminhos em trilhos curvilineos
Que o amor faz pela gente,
Quando encontra um carinho que e mais que inocente,
É pureza e verdade o caminho sem maldade que nos trança o coração,
Pois na mente mais correta, o que tráz senssação incerta e um caso de paixão.