Poemas, frases e mensagens de JJG

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de JJG

Imaginárias, arraiais, momentos

 
Ausência

Por teres estado ausente e cansado {sedento de mim}
Por teres estado perdido nessa mente
Por teres sentido viver em corpo estranho {longe de mim}
Por o pânico de tal confusão te exceder
Por isto acontecer entre excessos de pensamentos {não me esqueces}
Por isto te transportar para loucas sensações
Entre vivências estranhas e sonhos deslavados
Desossado e entre tons de adágio
Concertado entre harmonias vibrantes

Pára, respira e vive
esses acontecimentos sentidos {se os desejas}
Vai, vence esses obstáculos. {se tens coragem}
Quer sejam reais ou resquícios insignificantes
Destemido vence obstáculos imaginários
Conquista teus sonhos se ousas desafiar a vida….
Por isto acontecer entre excessos de pensamentos
Excessos de pensamentos, quais escritos alienados
entre pinturas imaginárias ou arraiais
arraiais furtivos e deslumbrantes,
perdição de sinapses incandescentes
Por isto me transportar para loucas sensações
por isto me levar a momentos de loucura saudável
por isto me conduzir a vivências estranhas
e sonhos nunca ousados em vida
por isto ser um momento de emoções vibrantes
Paro, respiro e vivo com enorme alegria
os bons momentos que a vida me presenteia
e me fazem suster a respiração!!!
Há dias e momentos que gosto mesmo muito!.......
E digo e penso e sinto
Excessos de pensamentos, são como escritos alienados
entre pinturas imaginárias e ou arraiais,
arraiais furtivos e deslumbrantes…
Páro e vivo
Procurando-te….
João Garcez, 2017/02/16
 
Imaginárias, arraiais, momentos

A MÃO

 
 
A mão

A tua mão perdida entre a minha
Num aperto que desejo prolongar
Apertei e senti que te tinha
A meu lado para abraçar
Não consigo esquecer esse aperto
Aperto louco dos ossos a estalar
E sentir o meu coração aberto
Para hoje e sempre te abraçar
As mãos acorrentam-te ao coração
Com uma força capaz de arrebatar
O que de melhor há numa paixão
Quando as mãos se tenham de separar
Mesmo distante senti que te tinha
Apertado a mão, não estava a sonhar
E ouvi-te dizer que és minha
Era o desejo de te reencontrar.
JJG. Março, 28 2016
 
A MÃO

Lembrança

 
Lembrança
Só acontece traduzir palavras [ ….lembranças não]
Só acontece escrever palavras [….sentimentos também não]
E transportando sedentas sensações entre ousados traços
de loucura saudável…[imaginária]
Entre paisagens de incontornável beleza
E precipícios de encantos inusitados
Em apneia prolongada traço
Reproduzo os contornos imaginários
Da tua alma
De cada sombra que resta de ti
De cada penumbra que ousei descobrir
De cada presente que pude te oferecer…
E ainda hoje
Neste recanto de solidão
Sinto e saboreio cada uma das tuas palavras { imaginárias}
Folheio cada página desses espaços vagos
E nesta contenda pertinaz de letras
Guarnecido e perfumado pelas imagens
Devaneio entre ideias quiméricas
Polvilhadas de doçura e esperança { …sonhos…}
De deparar com um deslumbrante cenário revelado
Ousado e discreto
E nesse passeio solitário
Te reencontro num cais
Apeada
À minha espera
Deslumbrada
Pela quimera.
2017/02/12, João Garcez
 
Lembrança

ATITUDE

 
A ATITUDE

Foi na altura certa para afirmar a posição de pai. Tinha sido derrubada a autoridade naquele momento preciso, tomar a atitude que se exigia era imprescindível - agora ou nunca.
O Toninho tinha dormido, em casa, com uma amiga. Não dizer nada antes aos pais era imperdoável, violava os princípios basilares de tradição bem como a ética familiar e, por isso, merecia repreensão maior.
- Realmente, não tínhamos dado por nada. Durante a madrugada, apenas ouvimos uns rugidos estranhos. Pensámos serem dos novos vizinhos. Pareciam demasiado perto, eram novidade. Entre um baloiçar estranho e ritmado do candeeiro, uma música semi-arrepiada de ventríloquos suspensos em cadência, qual música de banhos turcos em outono frio – sem cheiro a eucalipto, obviamente.
O ruído durou o tempo suficiente para orar pelas desgraças mundanas, rogando ao senhor pela remição dos pecados.
-Reprovo a escravidão do corpo e todo o homem que troca a graça espiritual pela platitude mundana. Com a aurora o ruído terminou.
Ao almoço, apareceu de súbito uma cadeira extra à mesa, comandada pela mão da mãe. Sentei-me e, entretanto, irrompeu naquele momento na sala uma trintona, de peito robusto, cara pontiaguda quebrada por um cabelo loiro e sedoso, que escondia sob ele umas sobrancelhas espetadas, assemelhando-se a pregos negros e finos milimetricamente dispostos, como que protegendo os olhos do reflexo do mar em dia de sol que - tapava a vista da TV.
Interrompi a garfada que ia comendo de salada de alface, misturada com agriões, que tinha colhido na ribeira da freguesia, enquanto ouvia as águas límpidas e cristalinas a quebrar nas rochas mansas. Olhei novamente absorto para aquele pedaço de mulher e recordei o alvoroço daquela madrugada. Meu filho estaria mesmo perdoado?
E diz a mãe com voz de predestinação.
- Há que postergar as atitudes dos filhos e apoiá-los.

JJG, MARÇO 2016
 
 ATITUDE

De que são feitos os dias

 
De que são feitos os dias?
Os dias são feitos de poesia
Ou de uma conta de somar
A que soma mais uma alegria
Que alguém nos tem para dar
Ou de um abraço perdido
Que surpreende pelo calor
Ou um beijo muito querido
Que se dá por amizade, por amor
Numa manhã de nevoeiro
Ouvindo os pássaros cantando
Tenho a alegria de ser o primeiro
A ouvir a natureza salvando
Ou a música da viola
Que me preenche logo de manhã
Ou a melodia que consola
E que torna a vida sã
Ou o desejo de ver
Quem nós mais amamos
A entrar pela porta e dizer
Olá como estás, já chegamos
Ou pelo desfiar dos dias
Em que os sonhos se vão realizando
Que surgem como mordomias
Que a vida nos vai presenteando
E afinal de que são feitos os dias?
Uns a fazer cálculos rebuscados
Que mal se conseguem entender
Que escondem regras do saber
E por isso são mais complicados
Outros a escrever poesia
Que encanta só de ler
São uma imensa minha alegria
Quando consigo escrever
Finalmente uma palavra de apreço
Por tudo o que fazem por mim
A todos sinceramente agradeço
Uma imensa gratidão que não tem fim
 
De que são feitos os dias

Foi um tempo

 
Foi um tempo

Foi um tempo!...
Em que tudo parou
Derrubastes meus fantasmas
Rompestes minha solidão
Ceifastes-me do sossego da insónia
E da penumbra rompestes raios de luz
Na indiferença cultivastes magia
Na tristeza plantaste alegria.
Criastes raízes, gerastes ternura
E nessa busca constante
Alimentas-te meus sonhos
Meus medos
Minha inconstância
Vivestes em minha alma
Teus segredos foram meu alimento
Teus fantasmas meus companheiros de vida
E foi um tempo, [tempo inesquecível]
E até um dia [quem saberá o dia? ]
Que a vida se fará eternidade
E se derrubarão as barreiras
E se soltará a verdade
E que os versos se eternizarão
Foi nesse tempo e apenas nesse tempo.
João Garcez, 2017/02/27
 
Foi um tempo

O Homem

 
O Homem

Canto o Homem livre e criador
capaz de vingar as leis da natureza
e as pavorosas forças ocultas
criadoras de imaginários negros.
O astronauta eu canto
rasgando trilhos de porvir
meados por sonhos desmedidos de encanto
como manifesto de paixão cega pela
ciência que adota o maior sonho.
Canto o Homem revolucionário
que planeia romper a ditadura
e embarcar em grandiosos devaneios
artífice de uma nova primavera.
O Homem utópico eu canto
que incita a democracia do conhecimento
rompendo com a ignorância do laxismo
estimulando a vitória da Educação.
Canto o homem inconformado
democrata, integro e apaixonado
que revoltado exalta a cultura do amor.
João Garcez, 4/12/2016
 
O Homem

Natal

 
O NATAL

São sonhos de criança
Sentidos, vividos e revelados
Embrulhados em laços de esperança
Entre mimos antigos e desconcertados

São mesas cheias de alegria
Num ritual ancestral de mútua partilha
Bolos, pão, bacalhau e aletria
Camas de folhelho e água na bilha

São presépios de pastores imaginados
Vacas, reis, ovelhas e outros animais
É musgo, carvalhos e pinhões pintados
É o menino deitado que tanto estimais

São as estrelas guiando os reis magos
Que o menino tanto queriam adorar
E que Herodes planeava matar
concretizando sonhos agrestes e amargos

João Garcez, 25 de Dezembro 2016
 
Natal

Afinal quando escreves

 
Afinal escreves bem...quando queres

diria muito bem...

não saberia escrever melhor...

qual abraço apertado, qual beijo roubado...

qual bico adoçado

qual tempo passado

qual sorriso dado

segredo partilhado

por um bocado

tudo foi dito em paz

fala-se pró ar, ninguém houve

porque quem esteve lá não soube

e tudo nos satisfaz

nos alegre e nos conquista

como se fosse dada uma pista

pra continuar a tagarelar

sem tempo para acabar

mas acabou e o que ficou

foi a vontade de voltar
 
Afinal quando escreves

ENCANTA-ME

 
ENCANTA-ME

A ansiedade voraz de sentir teu desejo, encanta-me
A tua felicidade discreta quando te perdes em mim, encanta-me
A beleza que preenche teu corpo e impõe-te, encanta-me
A voz terna e brilhante quando chama por mim, encanta-me
O teu corpo frágil de inigualável candura, encanta-me
A tua compaixão e delicadeza que preenchem teus poros e encanta-me
A tua voz cheia de desejos quando arde em minhas mãos, encanta-me
A tua sensualidade quando se entrega em minhas mãos, encanta-me
O teu olhar fixo no meu, qual foto a preto e branco, encanta-me
O teu abraço dado no meu num aperto interminável, encanta-me
A tua voz chamando meu nome num assomo de saudade, encanta-me
As palavras que soletras quando chegas e teus olhos cruzam com os meus, encanta-me
A saudade de voltar a dar aquela palavra de carinho, encanta-me
Aquele momento de sorrisos abertos onde só o presente conta, encanta-me
Aquele até amanha numa voz de saudade na esperança de novo dia, encanta-me.

JG, 3/04/2016

Tudo me encanta em ti, sim em ti.
Sê sempre tu que o encanto será eterno.
 
ENCANTA-ME

DAR

 
 
DAR

Dar é uma bênção
sinal de imensa estima
de poder o pobre esmolar
a rogo, a preceito e se se propiciar
dar algo, dar a alguém sem se bastar
um jantar partilhado ou repasto para aconchegar
um sentimento singelo ou um grande abraço
sincero e capaz da alma aconchegar
qual sol de verão que a sombra trás no regaço
ou o vento que a frescura faz irradiar.
Dar, sentimento nobre e difícil de administrar
das reações que podem sobrevir
de encanto, de alegria e de gratidão
em sonhos de um novo devir
entre mensagens de continuada felicitação
Por ajudar um velhinho a erguer
Ou dar uma caricia a uma criança
O que dar nos pode valer
Uma vida com perseverança
não ter e dar
João Garcez, 12/12/2016
 
DAR

Se dento de ti

 
Rouba-me já um beijo
Abraça-me enrola-te em mim
Despe a tua alma e faz-me sentir
Todo aquele meu desejo
Que se pode dar no meio de um beijo
Diz-me o que estás a ser
Diz-me o que desejas enquanto me beijas
Abraça-me nesse coisa única
Que é sermos um só desejo
Nesse abraço, nesse beijo
Alcança o pleno desejo
Diz-me a alegria que estás a sentir
Partilha esse prazer enorme
Que é dar um beijo
Que dar-te tudo num abraço
Que é ser o teu home
Nem sei o que te faço
Sei quando me imploras
Sei que me diz enquanto choras
D’alegria enorme desse caso
Rouba-me um beijo
Cumpre a penitência desse ato libidinoso
Manda-me fazer o que mais desejas
Nesse ato glorioso
Dá mais um beijo
No amor que seja roubado

No beijo roubado eu sinto-te sedenta,
o corpo que arde pelo desejo de ser possuído.
No beijo roubado passas a ser a minha ,
nesse acto deliciosamente libidinoso!
E não pretendo redimir-me.
Assumo o pecado e cumpro a penitência.
E faço-te cumprir tuso até ao fim,
como gostas,
como pedes,
como imploras!
Gosto que me roubes beijos porque...
...AMAR é também roubar um beijo!
 
Se dento de ti

Amizade

 
Amizade

Muitos, mas mesmo muitos queriam saber
O que é a verdadeira amizade
Porque gostariam de ter
Um coração a bater
Com muita, mesmo muita ansiedade
Por uma noite mal passada
Uma doença que nos surgiu
Ou uma qualquer trapalhada
Com que a vida nos distinguiu
A verdadeira amizade
É essa alma que nos consola
Que nos consegue compreender
E está sempre a nosso lado
E nos ajuda a viver.

15 de Dezembro 2015
 
Amizade

O MUNDO, MEU FILHO

 
O MUNDO MEU FILHO
O mundo que foi criado para ti meu amor, sem medos
É um mundo onde a criança é a prioridade
Sem discriminação, rara é essa a realidade
Visão da lupa que firme seguro na caneta entre os dedos.
Vivemos anestesiados, mas nem por isso paramos
Construímos barragens, produzimos e geramos
Contemplamos os rios correndo velozes para a foz
Com a energia, a força, a magia que será a tua voz.
Porém de pressentir tamanha beleza, dá-ma certeza
Dá-ma e sereno posso ir embora e te bendizer
É bela a vida, e maior certeza não se pode ter
Seja do povo, do burguês, do palhaço ou da nobreza.
O sentido da vida é algo que cada um de nós pontua
Cria para si para todos os demais todos os pontos finais
Procurar e encontrar apenas o vazio, é realidade crua
Saber influencia os acontecimentos de si e dos demais.
João Garcez,27/11/2016

Somos os verdadeiros actores deste mundo. Aprender é a nossa natureza. O conhecimento pode influenciar os acontecimentos.
 
O MUNDO, MEU FILHO

Como acordas

 
Como acordas

Acordastes bem hoje?
Ou acordastes como todos os dias...
Sentimentos assustadores? Não? Pois não.
Acordastes cheia, sabes que me tens sempre.

Acordastes vazia? Vazia de sentimentos? De emoções?
Querias-me a teu lado? Era isso.
E eu queria lá estar.
Dava-te o alimento como mais ninguém te deu.
Enchia-te de emoções como ninguém te encheu.

E chegado aqui estou encantado, sabias?
Estar a teu lado é sentir uma maresia
Uma frescura e uma leveza de vida
Tu, que pé ante pé fizestes crescer esta floresta de emoções.

Entendi tudo.
Pode-se ser muito, sendo-se nada.
Pode-se dar tudo, sem pedir nada.
Pode-se estar perto, sendo de longe.
Pode-se abrir o coração, estando fechado nas suas emoções.
Pode-se dar a conhecer o nosso mundo, sem escancarar a intimidade.
Pode-se entrar devagar, ficar e deixar marca profunda.

Mais profunda
do que as palavras deste poema,
Que dia a dia cria novo tema
E de alegria me inunda.
Coisa mais profunda.

João Garcez, 15 de Dezembro 2015
 
Como acordas

OLÁ

 
OLÁ

O mundo de brinquedos que conheces
Vai-se lentamente transformando, sem saberes
Junta a tua alegria e vem.
Vem conjugar:
Saber amar
Saber entender
Saber estar
Saber sonhar
Saber ajudar
Saber compreender
Saber lutar
Saber conhecer
Saber apreender
Dar sentido à vida que souberes criar
Afugentar o vazio
Influenciar o presente com o teu saber
Para ficares mais perto da natureza
Só o saber influencia os acontecimentos
Hoje e através dos tempos
João Garcez,28/11/2016
 
OLÁ

A minha Filha

 
 
Á Minhas Filha

Quando te beijo, minha filha
É como se te beijasse pela primeira vez
Sinto tua pele imaculada
Cheia de sangue amniótico
Qual ar puro dos himalaias
Nesse instante tudo pára
Sinto tua pele em cada dia
Sinto que nos amamos
Sabes que nesse beijo
É a saliva que nos une
É o amor que rega a esperança
Que nunca seca enquanto há vida
Repete-se a cada dia
Mesmo quando envelheça
Esse sabor será mais profundo
É como se cada gota
Escavasse esse recanto
Que entre nós se afunda
E nos puxa como uma corda
Onde te seguras
Os nossos beijos são raros
Mas unem-nos sempre em cada dia
Porque não sei o que te acontecerá
Mas aquilo que acontecer terá.
É seguro pela mão de Deus, que é a minha.
Quando choras fico inquieto
As tuas palavras têm o meu significado
Os teus pensamentos são as imagens de nós
E quando compreenderes tudo o que escrevo
Beija-me como te beijei pela primeira vez
Como quando imaginei que irias existir
Imagina a força que te dou
Se poderes esconde-te nesse beijo
Procura-me ainda que não exista
Para mim existes sempre, foge
Volta mais forte nesse beijo
Nessa vida.
João Garcez, 31 de Janeiro de 2016
 
A minha Filha

Quero-te ter um dia

 
Ola ternura da minha vida
Libertaste-te das garras do meu amor
Indo por caminhos tortuosos
Vendo imagens de horror
Em tudo o que digo e faço
Imagens, enredos, superstições
Remendos que nunca hei-de compreender
Até que um dia enfim te possa ter

Fiz de ti uma princesa
Até que tudo me levastes
Z, porque me deixastes?

Ando toda a noite a vaguear
Numa tontaria incessante
Onde será que isto vai parar
Sonho errante?

E
Quem virá ?
Um dia se saberá.
Resta ficar e esperar
Embrulhado neste sonho
Sonho apenas meu

Imerso em mim
Rodeado de tanta gente

Tu amor virás um dia
Ter com ele

18 de Abril de 2012.
 
Quero-te ter um dia

Era o medo

 
Era o medo

Era o medo que nos vinha acariciar
Naqueles dias de fraqueza, de falência
Onde tudo estava longe, tamanha ausência
Nem o calor de uma fogueira pra nos confortar

O medo dominava aquele estranho lugar
A noite era o refúgio de singular vivência
Que fingia não ter a mínima consciência
Que estava ali pra te ter, pra te conquistar

As caricias do vento vingaram à opulência
Do medo que te tinha de novo t’amar
De sofrer como sempre sofri de tua ausência

E quando te perder era uma evidência
Era o medo que nos vinha acariciar
E lembrar que amar-te é a minha existência

João Garcez, Outubro, 2015
 
Era o medo

Abraça-me

 
Abraça-me

Quero que me sintas e me abraces
e me oiças no silêncio fazendo
gestos que nunca imaginastes
sinais do que estamos vivendo

Por mim serás sempre amada
e cada dia o amor vai crescendo
tal como o dia sucede a madrugada
ou uma arvore vai florescendo

Oiço o bater do teu coração
Lembro teu andar na calçada
e o nascer desta paixão
que surgiu um dia do nada

Quero penetrar nos teus olhos
e ouvir os gritos da tua alma
clamando por outros conselhos
que te levem a paz e a calma

Não te posso fazer-te sofrer
nem jamais ouvir-te chorar
quero um dia poder-te dizer
que é bom poder-te amar

Sinto o vento a empurrar
o meu corpo para o teu
não sei se posso deixar
dizer que o vento venceu

E se um dia se repetir
Abraça-me e leva-me contigo
Não quero deixar de sentir
Este amor que tanto instigo
PA, Outubro 2015
 
Abraça-me