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Poemas, frases e mensagens de Liduinan

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Liduinan

A noite e o Silêncio

 
A noite e o Silêncio
 
Todas as noites o milagre da vida
em algum lugar acontece...
Também aqui.

É quando os meus sonhos descansam,
dando uma trégua aos meus medos.

É quando a solidão conforta,
ao deparar-me comigo.
O silêncio se faz necessário,
Viciando.
Ah se os meus ouvidos
com frequência, o merecesse.

A ausência do eco da efemeridade
das palavras, inconsciente,
nada representa ou acrescenta,
e faz com que eu percorra tranquila,
um leito vazio, inocente.

É o doce tempo da minha alma
que se banha,
E repousa, sem saber se despertará.

As ilusões atravessam a misteriosa escuridão,
para banhar-se no suave rastros de estrelas,
esquecendo um abismo
que coloco em último plano.

Abismo,

Causado pelas multidões da qual eu sempre fujo,
na cegueira que criei para o meu bem estar.
Para abrigar-me satisfeita, dentro de mim mesma,
esquecendo os rótulos.

_ Liduina do Nascimento

Imagem Luso Poemas
 
A noite e o Silêncio

Gosto de mim -

 
Gosto de mim -
 
GOSTO DE MIM -
- Liduina do Nascimento

As marcas do meu tempo...
Houve um tempo, distante
em que o espelho nada me dizia
não havia rugas no canto dos meus olhos
a pele tinha um brilho, um viço –
as preocupações não iam para a cama –
dia seguinte uma praia seria a solução.
Tempos bons?
Onde a linha reta era chamada de futuro
tempo de liberdade, idas, festas
casas sem grades,
os jardins eram os muros.
-Medo?
Era só se apegar com São Sebastião,
que ele nos livrava dos males
que vinham dos ares.
Mas quer saber?
A minha juventude vista de longe,
mostrou-me uma alma, perdida, vazia.
Hoje, tenho um rosto marcado
em cada linha tem uma história
uma lágrima
uma dor, e até algumas grandes de vitórias!
Toda lágrima tem a sua vantagem...
Cheguei enfim, onde eu queria!
As marcas que eu trago no corpo,
e no meu rosto,
São as obras de arte do tempo
que no resultado final,
desenhou em mim o amor.
Gosto das minhas rugas,
e de ser o que sou...
E em meu sorriso
está escrito toda minha história.
Não agrada?
O que importa é essa que hoje eu sou.
 
Gosto de mim -

Maioridade

 
Maioridade
 
Há festa!

Não sei bem onde ela está,
quem sabe dentro de mim, ou quem sabe
Numa súbita libertação do lado de lá!

Havia
aquela ansiedade de correr feito louca,
em busca do final duma certa estrada!

Sabe?
A vontade cessou.
Aprendi,
dentro das minhas loucuras;
A ser feliz
Exatamente aonde estou.

_ Liduina do Nascimento

Imagem do Luso Poemas
 
Maioridade

Anônimos

 
Anônimos
 
ANÔNIMOS

E nós passamos uns pelos outros, vamos ficando para trás, julgando que estamos indo para a frente, e deixamos espalhado por aí, um pouco da imensidão de pensamentos que muitas vezes coincidem com outros, porém as emoções não, essas são as impressões de nossa alma única. No decorrer da nossa amadurecida caminhada, nos apresentamos para um mundo, ora cheio de doçura, outras de melancolia e somos mais sofrimento do que felicidade, ainda assim continuamos insistindo, acreditando num amanhã diferente, onde todas as noites possamos dormir tranquilos e despertarmos sem sobressaltos.
Somos absolutamente anônimos às vezes à nós mesmos, guardamos um pouco de rosto daqui, um pouco de sonho do outro ali, até um tanto de voz, mas somos decididamente estranhos em meio a própria multidão dos eus que nos confrontam, nos cobram, que não nos perdoam pelas nossas fraquezas e tantas falhas. Imagine afinar-se com o outro, imagina! Com o passar do tempo, o para sempre perde todo o sentido, o que era inesquecível e incrível, se trata do que já foi, torna-se comum, tolo e até vulgar. Santo amadurecimento, é quando você ri sozinho e se pergunta: Mas onde eu estava com a cabeça? E nós senhores de nossos desejos já não dependemos mais de tanto, ou de tudo o que tanto sonhávamos, nos contentaríamos com o que traz sossego, harmonia e a nossa satisfação é a própria imagem do que construímos e está aí diante do espelho, que seja marcado pelo tempo sim, eu não trocaria nada do que eu vivi. Dizemos _ Muito prazer meu mais novo amigo sincero, fiel, positivo, presente, desses que correspondem aos critérios e às nossas mais dura exigências em todos aspectos, ou seja: Você mesmo é o seu melhor amigo, isso tem um preço, você passa à caminhar sem enxergar muita gente chata, você passa a amar a sua companhia, já olha certas conversas com desdém, mas a sabedoria o ensina a conviver e a não criticar, pois cada um tem o seu direito de ser como é, então sejamos, sem hipocrisia.
_ Liduina do Nascimento

Imagem - Luso Poemas
 
Anônimos

Alegria

 
Sabe,

àquela mulher triste? Fugiu, deixou em seu lugar, uma mulher que ama e acredita na vida, que não abandona a sua luta.
Porque viver é maravilhoso e ela quer encontrar um lugar chamado paraíso do amor, onde se esconde o homem mais importante do mundo!
Do seu mundo de amor e de poesia.
Para dividir com ele a sua alma cheia de alegria.

_ Liduina do Nascimento
 
Alegria

Convite

 
Convite
 
Era uma tristeza sem cura, uma espécie de loucura
quando àqueles braços abertos,
Àquele alegre sorriso surgiu diante de mim...
Hesitei por alguns instantes, acostumada à sofrer
sair daquele lugar, talvez não fosse tão ruim.
De repente a saída era o convite,
Encontrei um sol brilhando,
As flores desabrochando,
Fui tomada por uma estranha alegria,
Um grande amor fugiu de mim
Ah mas talvez não tanto amor assim!
Viver é ser feliz só,
A vida me convidou à passear, mostrou-me maravilhas,
ali estava uma nova chance de recomeçar,
Aceitei o seu convite, de agora em diante,
não iria mais, por nenhum amor, chorar.

_ Liduina do Nascimento

Imagem Luso Poemas
 
Convite

Quanto mais vida

 
Quanto mais vida
 
Um dia desses sem querer,
Por onde eu passava,
Encontrei-me com a sua tristeza,
Ela vinha do lado contrário, cabisbaixa,
Sem me notar,
Fiquei parada por questão de segundos
Olhando ela se aproximar,
Não tive medo.
Ela não falava a minha língua,
Mas li a legenda em cor cinza,
Quase inexpressível,
Traduzi os seus motivos e vi
Que tinha algo a ver, comigo?
Assuntos, quiçá, mal resolvidos.
Se depender de mim, tristeza,
As suas malas você vai já aprontar.
Falei comigo mesma;
_ Nesta alma, nem naquela,
Não existe lugar para você tristeza,
Procure outro lugar para ficar.
Você não é minha, nem dele,
É um ser errante,
Que não sabe buscar alegria,
Da vida, só sabe;
Acusar
Condenar
Criticar
Julgar, sem olhar o próprio umbigo,
Não quer ver ninguém feliz
Só sabe reclamar,
Ah você não combina comigo.
E assim se fizeram as tristes lembranças,
Se perderam por aí!
Agora é a vida
Quanto mais vida mais vontade de viver
De continuar à sonhar!
Vida de manhãs encantadas,
Com pouca luz invade o quarto,
Chega com a brisa acompanhada
Com o canto dos pássaros,
Por onde literalmente entrou
Um beija flor me acordou,
Com alegria me levantei
Vi os primeiros raios de sol,
Porque viver é um milagre
Que está acontecendo, eu não posso esquecer
De agradecer as dádivas recebidas...
Vida de tardes encantadas,
De muito sol, muitas águas de cor azul
Daqui a pouco ele vai embora
...O sol e o seu calor,
Vai deixar as nuvens douradas,
E o mar ainda mais belo,
quem entende da vida, certamente nele viaja,
sabe que é inspirador,
ele entende do amor os seus mistérios.

_ Liduina do Nascimento

Imagem - Luso Poemas
 
Quanto mais vida

A alma e sua sina

 
A alma e sua sina
 
Ainda ontem choveu intensamente em minha alma, que assistiu as águas descerem desesperadamente à rua, tentando secar e causar uma frieza à paisagem da minha memória, que se apegou ao cheiro da terra molhada, vindo com o vento forte, que sacudiu as cores do arco-íris, para reanimar o triste fim de tarde, rápido surgiu a sombra do sol todo prosa, por detrás das nuvens, ele parecia se esconder, e ia se despedindo, gostando de ver os meus olhos se espelharem na vontade que nunca passou, mas se acostumou a espiar o amor, pelo interior do muro, mas com uma louca vontade de correr beijando a vida, ah vida, até o fim das águas que foram se abrigar no mar. Absorver a compreensão suave, sempre com o gosto de gratidão por mais um dia cheio de encanto e de versos, que sejam versos frágeis mas cheios de sentimentos, quando ainda se percebe a certeza de que os seus caminhos transportam à esperança. Nada está perdido, há tanta energia que vem de dentro, tanta meiguice, fazendo qualquer paisagem melancólica ser a mais linda e afável! Não importa se em você existe um sonhador que chora ao abraçar a sua realidade... Não chore. Na vida há pouco tempo para o lamento. O tempo não consegue apagar as nossas lembranças, muito menos transforma a alma que se refresca na brisa da felicidade, sonhar é preciso, sempre, na sua realidade é você quem dá o toque de fantasia, a minha alma é sempre um pouco de sol, um pouco de chuva, um pouco de noite, ela vive a sua eterna juventude,
porque cada alma tem a sua sina, a sua idade, algumas estacionam nos vinte e um, vinte e três, sem serem insensatas, apenas são o que são, não conseguem ser escuridão, só luz, não se transformam em amargor, mas flutuam cantando, escrevendo o amor.

_ Liduina do Nascimento

Imagens - Luso poemas
 
A alma e sua sina

Pássaro triste

 
Pássaro triste
 
PÁSSARO TRISTE

Ouço à janela, o que escondo, o que não posso calar.
Um canto desses, que num canto, algo em mim desperta.
Preciso sair, não quero esse tormento,
deixo as paredes sem entender o que comigo se passa.
Penso nos anseios percorrendo a minha alma.
O que fazer se não posso falar?
Viajo num tempo, que de nós, nada mais fala... Penso nele, penso muito sem me cansar. Por onde quer que vá, o seu canto vai me acompanhar.
Cante, insista em seu apelo! No fundo gosto de ouvir a sua queixa
que a minha queixa cala. Do que reclama? A minha dor, só eu conheço.
O seu canto instigante combina com os galhos secos,
que choram com saudade dos ventos que foram esperança.
A sua tristeza combina com a ausência de sol... Combina, com a falta de cor na tarde, com a falta de amor e com as minhas lembranças. Dessas coisas que não consigo explicar, e nem mereço. Por mais que eu fuja, não consigo deixar de admirá-lo lindo assim cantando sozinho!
Pássaro triste, arrume um jeito de ser feliz, nessa vida bela,
e tão mágica, feita para além dos sonhos,
Fujo do amor e com amor lhe escuto... Continuarei o meu caminho.

_ Liduina do Nascimento

Imagens - Luso Poemas
 
Pássaro triste

Desencantada

 
Desencantada
 
Num faz de conta das belas palavras
muitas delas perdidas,
Construimos
algo por dentro sem atitudes
fingidas.
Outro dia
me perguntaram
mais uma vez,
Porque
viver sorrindo diante da vida?
Respondi
sem ter muito mais para pensar; _ Mas porque chorar?
Prefiro os poemas que me olham triste,
Poemas meio tortos,
desengonçados daqueles que nos repuxam mostrando o lado feio de tudo. Porque eles sabem que deste mundo louco, nada mais espero. São estes poemas crus, os mais sinceros.
Ainda a pouco olhando a vida pulsando lá fora recordei desolada fragmentos de um tempo ousado, de sonhos mais que alucinados, sufocados, depois enterrados feito indigentes.
Por isso, prefiro as rajadas de vento que nada mais aspiram.
Vão apenas jogando na grama de qualquer jardim,
Os galhos secos caídos, que ferem, matando as flores,
Toras que sobraram de um tempo ruim, que chegam esmagando pétalas deixadas ao longo do caminho. Nada há de especial que me prenda.
Andei cega, surda, muda, saída dum sono quase profundo...
Quando os meus olhos de repente invadidos por milhões de nãos,
à claridade, ensinou-me à enxergar e escutar a pior verdade!
Nitidamente o que estava obscuro, era o que eu não devia calar.
Aprendemos a nos fecharmos num mundo íntimo, particular,
Não, não paramos de sonhar. Já não me apetece, por nada lutar!
Nem quero ir a lugar nenhum.
Exausta.
Só quero ficar quieta no meu canto, e gosto!
Tenho todo tempo do mundo para sorrir e do amor me desencantar.

_ Liduina do Nascimento

Imagem Luso Poemas
 
Desencantada

Refúgio

 
Refúgio
 
Foi para o mais alto das montanhas.
Ali, sempre esquecia-se do mundo,
Por dentro tantas tolas convicções.
Dormiu dormiu sem querer mais um amanhecer,
Passou horas isolado de tudo.
Queria fazer de todos os dias, noite,
Noites sem estrela, sem luar
Sem conversas, sem aflições,
Aquela então, seria
uma noite em que nem se consegue sonhar.
Quis em todos os seus desejos pôr o fim,
Entregou-se à solidão,
Ao amor, toda resistência.
Fechou os seus olhos, nada mais queria,
Se distanciou num para sempre seu.
Era somente um ser,
Numa fuga obsessiva da existência.
Amanheceu e o esplendoroso céu brilhava!
As janelas da vida estavam abertas,
o pulsar do seu coração não se apagava.
Despertou com o sol, adorou ver as margaridas,
Agradeceu mais um dia que Deus lhe deu,
Como é perfeito o dom da vida.

_ Liduina do Nascimento

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Refúgio

Sem brilho

 
Sem brilho
 
SEM BRILHO

Sinto quando versam estrelas
Quando falam estrelas
Cantam estrelas...
Calam-se estrelas. Penso em ti.

Lembro
que fostes a minha estrela preferida,
Única.

Esta mesma
que hoje
aqui dentro sinto
Mesmo sem brilho para me iluminar.

Quando versam estrelas;
Penso em ti.
Desperto naturalmente para o nada.

Mais vale um amor calado
que aquele que grita
Assombrado.
Vejo tudo, me calo e sinto
Até acho graça. Dizer o que?

_ Liduina do Nascimento

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Sem brilho

Um amor que se perdeu

 
Um amor que se perdeu
 
Em cada tristeza do nosso olhar,
a alma chora e se esconde...
A felicidade lhe abre os braços,
chama e ela não responde.

Quando sorrimos com verdade,
o brilho vindo da alma ilumina tudo ao nosso redor,
Passamos e deixamos boa energia, tornando tudo melhor.
Satisfeitos, nunca nos sentimos tão só!

O meu sorriso era de fato muito feliz!
Até que um dia,
uma tempestade silenciosa, o meu amor para
um lugar inacessível, levou.
Se alguém souber dele,
Tenha dó desse desolado amor, por favor me diz.

Ele foi fugindo, de mim se perdeu
Foi para além do horizonte,
Ultrapassou o arco-íris, ignorou a sua magia e desapareceu.
Deixou em meu coração um vazio, uma dor tão grande,
Logo eu, passei uma vida, sonhando que fosse meu.
Na minha vida, antes, cor de rosa, entristeceu.

Perdida na noite escura... Sigo noites sem luar,
Sem estrelas nenhuma para contar,
Apenas ouço por onde vou,
A minha pobre alma chorando, à lhe chamar.

Liduina do Nascimento

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Um amor que se perdeu

Poemas secos

 
Poemas secos
 
Não sei ao certo se era sede pelas letras, ou pela vida, sei que buscava qualquer coisa que lhe faltava. Nos seus olhos a fome estampada, querendo qualquer uma frase só, que descrevesse, que tocasse, dando sentido não sei bem a quê. Quiçá, sarar alguma ferida. Mas não negava, apreciava quem tinha o dom de escrever. Lia e relia as suas linhas, e ficava mais perdida, tonta, tonta em meio àquelas palavras desconexas, soltas, loucas, que nada de um amor dizia. Poemas secos, complexos, que a alma, só entristecia.
Não havia má vontade em sua incompreensão, tal qual um quadro torto, pendurado com palavras aguadas, sem doce sem sal, sem emoção.
Os próprios sonhos pressentem quando vão morrendo aos poucos por dentro, até não terem mais nada para dizer. Sem imitar as letras que atravessam as portas e alucinadas percorrem as ruas, era dessas almas que gritam, sem eco, mas sabem que a vida continua. Sonhos desesperados que em palavras não sabem nunca se expressar, conscientes que em solo infértil não adianta plantar. Mas no fundo eles escondem algo que jamais confessariam. Era só um coração seco feito àqueles versos, feito a terra que rejeita a semente que nunca irá vingar. Finge ter uma pedra dentro do peito, sufoca palavras, mas só reflete no espelho o retrato de sua solidão que não tem mais jeito, um ser desses merece um descanso, porque busca, busca,
Sem se reencontrar. Nem no amor, pois vive perdido bem no meio da multidão.

_ Liduina do Nascimento

Imagem - Luso Poemas
 
Poemas secos

Por que?

 
Por que?

Quando busquei as minhas próprias respostas,
senti um frio imenso na alma,
desde então eu passei
à viver tão somente,
sem querer recordar o passado,
Passei à acreditar no hoje e em minha nova caminhada.

Quando envelhecemos,
passamos à não querermos mais nos
preocuparmos
com pequenos detalhes deixados no chão
do tempo,
deixemos que os ventos
levem as nossas mágoas,
junto com as folhas ressecadas...
Sem querer saber o porquê, sigo.

- Liduina do Nascimento
 
Por que?

Falso brilho

 
Falso brilho
 
Falso brilho

Era fácil pronunciar sem citar a verdadeira palavra,
Mais fácil ainda era escrever quando ninguém mais percebia.
Havia um gosto de despedida em cada poema
e uma vontade de deixar ao chão,
os sonhos, desnudos e continuar a viagem.
A distância da mão até o papel era acentuada
enquanto a alma insistia em abrir a mesma porta
com a velha chave, errada.
Não era mar, não era montanha, o que fizeram com a estrada,
Se não era chegado o seu final, onde estava a saída?
A visão sobre ela, agora era diferente.
Enorme como nunca, banhando de desilusão,
qualquer sensação de liberdade.
À espreita sempre haverá uma palavra chave
observando a angústia de cada letra, 
querendo juntar-se à experiência de algumas
letras vivas, para frágeis, não morrerem sufocadas.
Era a lua do tempo, uma grande parte dela,
por castigo, havia sido consumida, mantendo o mesmo brilho.
Falso brilho, fechando todas as passagens
daquela mulher decepcionada,
que agora triste olhava a lua, não em sua plenitude.
Assim como a sua vida, a lua agora era fatiada.
Enquanto as verdadeiras palavras estavam soterradas,
Não era a mesma lua, não havia tempo,
não havia mais nada.

_ Liduina do Nascimento

Imagem Luso Poemas
 
Falso brilho

Agora

 
Agora
 
Nunca imaginei poder alcançar o prazer de viver
Sem me preocupar com as horas;
Do jeito que estiver, onde eu estiver,
Fico bem demais.
Soltei os ponteiros do tempo,
descobri simplesmente a vida.
Quando tocam os sinos, já não penso no porquê.
Acho que eles tocam
para me fazer lembrar que a vida
É simplesmente
Para ser vivida agora.
Todos os relógios mentem,
Nada marcam.
São vazios, neles não me encaixo,
Sou espaçosa demais!
Sem talvez, sem alimentar saudades
Caminho muito melhor.

_ Liduina do Nascimento

Imagem do Google
 
Agora

Proseando a vida

 
Proseando a vida
 
Proseando a vida

Tempo encantado, aquele dos grandiosos sonhos.
Quantos filhos eu vou ter,
quantos amigos findarão na minha caminhada,
quantos diplomas...
Serão poucas as minhas decepções,
Será que serei feliz em minha jornada?
Ainda há tempo de sobra para viver,
Alguns ideais tendem à se realizar,
Afinal a vida é uma linda e inesquecível poesia.
Plenitude é a descrição dessa viagem maravilhosa!
Água transparente, ao fundo
refletindo um céu cheio de coisas lindas,
dessas que não se pode contar!
Tudo flui novamente, maré mansa, fina clara areia.
Os sonhos foram sonhos numa loucura necessária.
O passado, foi trilha quando precisava chegar!
A alma agora leve, leva a ternura consigo.
A menina que cantava para uma multidão, sabia
que o seu estoque de decepção estaria por vir,
Mas ela tinha o poder de decidir!
Agora, não via nem queria nenhum rosto, ou alma.
Apenas acreditando sentia nas palavras da melodia,
as lágrimas se despedindo, e indo as fantasias.
Tempo inocente da velha menina, quando,
com alguns de seus livros e caderno nas mãos,
ia para sua casa, querendo tão pouco da vida nua,
Vestindo o seu traje habitual, branco e azul marinho,
com a saia muito bem passada, abaixo dos joelhos;
_ Quanto pudor, até quando?
Nessa vida tão comprida, comprida até demais,
E... Cumprida a sua missão, voltando à rebeldia,
de que lhe serviria à esta altura, um amor?
Hoje?
Sem tempo ou paciência para os dramas ou tristeza.
Que fim? A sua vida agora que começou...

_ Liduina do Nascimento
 
Proseando a vida

Onde

 
Onde
 
Era gostoso demais olhar para lá, e sonhar
sem perceber a realidade distante, quando
Os meus sonhos chegavam antes de mim.

Frágeis somos na imensidão do mundo.
Havia um lugar em minha imaginação.

A rosa também secou.
Será que nada restou?

Não. A semente morreu,
uma porção de nuvens restou!

Incompreensão,
Não sabe que a alma às vezes se recolhe
sem que se perceba.

O que faço com as lágrimas?
Rego a minha tolice,
Te esqueço por instantes.
Não é mais... Se perdeu.

Mas,
Onde quer que esteja
Sei que nunca irás...

Te amarei para sempre.

Era para ser como o prado, sem flores,
sem folhas secas, a poesia existiria como sementes
largadas pelas aves.

As cortinas se fecharam, cobriram os meus olhos.
Não era cortina de nuvens,
Não conseguia mais olhar o horizonte.

_ Liduina do Nascimento

Imagem Luso-Poemas
 
Onde

Flor sem destino

 
Flor sem destino
 
Era somente uma rosa ressecada
despedaçando-se ao vento,
Sem qualquer direção.
Sedenta,
Louca para molhar-se na fonte.
Seguia...
Iluminada por alguns raios de sol,
que já se escondia por trás dos montes.
A flor sem destino, suavemente,
aos poucos perfumava a brisa
que vinha e resfriava com paixão o calor.
Ela era feito um poema repetitivo,
efeito de um insistente, perdido amor.
Silenciosa,
observava a imensidão do seu mundo,
que já não lhe pertencia,
sem sintomas de lamento.
Dela, fragmentos semeava o campo verde,
que aos poucos espalhava por todo prado,
um riso de desencanto.
Nos corações a saudade florescia,
aguçando antiga sede.
Sede de amor,
assim era o jeito de findar sem esperança,
daquela vida à esmo, mais um dia de flor.

__ Liduina do Nascimento

Imagem do Luso Poemas
 
Flor sem destino