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Poemas, frases e mensagens de Violante

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Violante

Que sei eu...

 
Finito? Infinito?
Que sei eu sobre o amor...
Sei que lhe quero, momento
Meu alento...
E que seja infinito,
nesse finito torpor.

Que sei eu...
 
Que sei eu...

Tempos

 
No subsolo da memória, guardo tempos de esquecer e de lembrar.
De esquecer, os deixo trancados.
E jogo o código para o buraco sem fundo, de mim.
De lembrar, os deixo livres.
Se voltarem é porque querem se fazer presentes.
E os deixo fazerem o caminho de volta.
 
Tempos

Livre

 
Nos voos que não detenho,
abrindo asas ao vento,
livres traços eu desenho,
mais livres que o pensamento.
 
Livre

Amor

 
Ter o amor não é igual ao amor me ter.
No dia em que tiver o amor, de amor eu morrerei.
Ou quem sabe, ressuscitarei.
Enquanto ele me tiver, faz de mim o que lhe aprouver.
 
Amor

Conversa com Deus

 
São aquelas minhas conversas com Deus, agradecendo e pedindo a cada dia, que me dê um dia bom. Algo que me faça feliz.
Recebi a visita de minhas primas. Grata pelos dias em boa companhia.
Há coisas que nos acontecem na vida que nos fazem lembrar palavras como - Deus - sorte - destino - privilégio - generosidade - alegria - surpresa - viagens - humor - amizade - gratidão - Obrigada!
 
Conversa com Deus

Especial

 
Especial é aquele que entra em minha vida sem se anunciar.
Num jeito tão seu que não lhe chamo intruso.
Num jeito tão seu, que me invade o coração.
Especial é aquele que abre portas, abre janelas, me empresta o sol, pinta arco-íris com minhas cores, traça caminhos que o colocam em meu destino.
Especial é aquele que se deixa ficar sem nada querer. Nem sequer permanecer. E se faz admirar. E se faz aceitar. E tatuar.
Eu que estou tão longe de ser especial. E tão perto do trivial.
Nesta minha (a)normalidade de gostar, especialmente, de amar...
 
Especial

Quando voltar

 
[Ainda debilitada depois de internamento no hospital. Grata aos médicos e enfermeiras, a todos que cuidaram de mim.
Poema escrito no dia em que soube que meu coração padecia.]

Quando voltar
Voltarei despida de vaidades
Sem bagagem
Nem idade
Nem passado na bagajeira
Não levarei cartas na manga
Nem truques na algibeira

Quando voltar
Voltarei despida de vaidades...
Levo somente verdades
Beijos, abraços, sorrisos
Sonhos para espalhar
E tempo
Muito tempo

Para ressuscitar...

Viver
Reviver
Perdoar
Ficar...
 
Quando voltar

Sonho esperado

 
Espero.
Esperei ontem assim como espero hoje.
E hoje que termina, desponto o amanhã.
Amanhã olharei de soslaio o lugar vazio da minha espera.
Feita passados.
E o futuro, quando será presente?
Espero.
Nem que tenha de esperar cansada.
Depois te convido a sentar também
E a sonhar comigo
Para além das correntes que estrangulam os sonhos
Que aqui se perdem
No vai e vem insignificante de uma maré vazia.
 
Sonho esperado

Essa podia ser eu

 
Se fosse uma flor seria rosa.
E se fosse papel queria ser poema.
Cor? Certamente azul.
Se fosse bebida, café.
E se fosse momento era pôr de sol.
Ai se eu fosse sentimento, a saudade me alimentaria.
E se fosse objeto, caneta seria.
Dia, seria sábado. E estação, verão.
Força da natureza, escolhia a chuva. E astro seria a lua.
Mês, seria Março e comida, Caldo de Mocotó.
Se fosse ave queria ser beija-flor.
E se fosse palavra, abraço.
Se fosse intenção era sonho. E se fosse ambição seria eterna.
Se fosse promessa seria paz.
Se fosse um livro seria romance.
E filme, de amor.
Se fosse cidade, seria Paris e se fosse país, Brasil.
Se fosse um nome seria Aparecida.
E se escolhesse família, seria a que tenho.
Se fosse profissão, Professora.
Se fosse música seria samba.
Se fosse fruta, acerola.
Se fosse defeito, seria preguiça. E se fosse qualidade seria lealdade.
Se fosse árvore queria ser jacarandá e se fosse som queria ser voz.
Se não fosse quem sou, queria ser eu...
 
Essa podia ser eu

Sentir amor

 
O amor já não me faz doer.
Não porque deixei de o sentir.
Mas porque o elevei ao estado superior da paz.
 
Sentir amor

Saudade

 
Rola feliz a lágrima presa
Vai no caminho da liberdade
Me tocando os lábios
que sonham,
gritam
e guardam beijos
Calam e esperam
e morrem de saudade.
Abraça feliz a lágrima que rola
Coração que bate e chama por meu amor.
Se ao menos pudesse minha boca pedir
que a lágrima trouxesse um beijo seu.
Choraria as lágrimas deste mundo inteiro
só para sentir o seu beijo primeiro.
Rola feliz a lágrima presa
Vai no caminho da liberdade
Toca ao de leve o desejo de meu amor.
Desperta em mim uma louca saudade.
 
Saudade

Minhas saudades

 
Matar assim essa sede.
Matar assim essa dor.
Enganar assim a saudade.
Eu não. Não bebo.
Mas sorvo e engulo as lágrimas,
mastigo as perdas, vazios, memórias.
Me sirvo nesse banquete de ausências,
prazeres experimentados,
loucuras, riscos, tentativas e tentações,
ousadias, paixões, sentidos,
visões, posse, paz, amores, lembranças,
tempos abençoados;
e me embriago nessa comemoração de sentires,
sem medidas nem idades.
Hoje e sempre vivo e enfrento minhas saudades.
 
Minhas saudades

Um dia

 
Um dia...
Me disseram que não havia almas gêmeas.
Há descrentes assim,
que não sonham amores perfeitos.
E querem matar nossos sonhos.
Um dia... sim, um dia,
vou saber só de te olhar,
alma cópia simétrica de mim.
E vou te acreditar...
 
Um dia

Seres presentes

 
Há seres quase velhos, de tão sábios e anos acumulados. Que são meninos.
Têm uma varinha de condão e tocam almas. E fazem dos momentos tempos eternos.
E te pincelam sorrisos em seu rosto. E ternura em seu olhar.
E te beliscam os sentimentos.
E sem qualquer razão que não a de serem meninos, conquistam o seu coração.
Para afagos na alma. Na emoção.
Breves presentes.
Há seres quase quase, mas nunca amanhã.
Tal como os meninos, têm muito para dar.
E acreditam em bicos de pés, cordas, escadas, pontes e asas, para lá chegar. Mas não para envelhecer e parar.
Há seres que são meninos. Eternos. E te levam à magia desse mundo de brincar. De sonhar.

Há seres que transportam o menino e moram na minha nobre verdade.
Na minha doce e triste saudade. Numa curva da memória.
No malmequer que desfolhei...
Na minha mais breve e louca história.
Mulher/ menina que também me sei. A escassos tempos.
Surreais momentos. De encantamento.
 
Seres presentes

Há tardes santas

 
Há tardes santas. Sem rezas nem pedidos.
Sem esperas ou sonhos perdidos.
Há tardes que sabem a lar. Que cheiram a lar.
Que somos lar.
Hoje estou como quero.
Do tamanho da paz.
 
Há tardes santas

Até quando Deus quiser

 
De mim pouco resta do que já foi.
Os músculos não resistiram à dureza dos dias.
As costas se curvaram ao peso da idade, das ausências e perdas, da solidão e das amarguras.
E até a memória se ausenta nos hojes; se alongando apenas no antigamente.
Hoje apenas o coração me diz que siga em frente.
Mas o coração está doente
De mim, resto eu
Esperando por amanhã
de mim, resto eu.

Até quando Deus quiser

Meu coração está doente. Serei internada na próxima semana. Se cuidem.

Beijo
 
Até quando Deus quiser

Às vezes, nem sempre

 
Às vezes, nem sempre

Nem sempre a vida são flores
Nem sempre o mundo é beleza
Nem sempre o acordar tem encanto
Nem sempre o sol é perfeito
Às vezes a vida tem dores
E doí na sua crueza
Às vezes é feita no pranto
Que reina sem estar eleito

Nem sempre o dia acontece
No nascer da inspiração
Às vezes muito padece
Nas razões do coração...

Meu coração está sofrendo com a minha irmã. Maldito câncer. Ela está precisando de minha ajuda. Me resta rezar para vencer esta passagem juntas.
 
Às vezes, nem sempre

Porque será?

 
Porque será meu amor, que não esqueço de te amar?
minha vida se encanta
se anima, canta
e avança
a essa doce lembrança
ao som do verbo e da canção.
Na rima da poesia
nas notas da melodia
na fonte da inspiração
porque será meu amor que te amar me dá alegria?
sorrio quando me lembro
dos beijos que não pedi
e os junto,
em palavras e versos
e os solto ao mar,
nas ondas
e olho o horizonte e espero
que a este gesto me devolva
e d' alma pura me beije
e depois ainda verseje
e rime com meu coração.
 
Porque será?

O tempo e eu

 
Sonhei, um lago imenso onde a chuva caía; e eu chorava, porque chovia.
Ao tempo pertenço, nele me entristeço e choro.
Chovem rios e mares dentro de mim.
Me afogo nas correntes em frenesim e me devolvo ao sol,
brilhando na nostalgia que arranco e transformo em alegria.
Mudo como o tempo e o vento.
Ora sul, ora norte; que se afogue a má sorte.
Porque se chove, eu choro, se brilha o sol, eu sorrio.
Sou parceira do vento, fruto do tempo, amante do sonho, que num lago navega o encantamento;
e acorda, manhã, Maio cinzento; pronto a brilhar.
E pinta de branco a nuvem que passa.
E cobre num manto bordado a cristais, o frio lugar, onde meu olhar transparece, ao encontro da paz -
e chora e brilha num tempo inventado, num sono profundo, ou num sonho acordado.
E é nesse momento, dentro de mim, que se agiganta o mundo.
Num tempo, num sonho, sem fim.
 
O tempo e eu

Fraqueza maior

 
Sou menos forte do que devia e menos fraca que pareço.
Sou feita de pânico e visitada pela outra face do medo.
Faço batota para crucificar a fraqueza.
E enfeito meus dias para afugentar a tristeza.
Se o vento me beija, sorrio.
Se a chuva me molha me arrepio.
Se o sol me abraça me rendo.
Se a lua me namora, me prendo.
Faço luta de braço com a solidão
Numa luta de titãs.
Perca ou ganhe, quem sofre é o coração
Sou menos forte do que devia e menos fraca que pareço
Sou feita de derrotas e visitada pelo desafio.
Uso arte e manha para as conquistas.
E dou brilho às noites por sonhar.
Sou menos forte do que devia e menos fraca que pareço
Porque a minha fraqueza maior, é amar.
 
Fraqueza maior

Carpe diem