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Poemas, frases e mensagens de Valquiria

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Valquiria

Eu não sou você

 
Eu não tenho medo do seus medos .
Eu não tenho paciência com a sua impaciência .
Eu não tenho dom pra te tolerar.
Eu não tenho ouvidos pra te ouvir .
Eu não tenho olhos pra te ver.
Eu não tenho você em mim.

Eu não sou você.
Deus me livre se fosse!
Se fosse, seria igual uma praga,
Uma doença.
Uma insatisfação,
Insatisfação de viver.

Viver pra atormentar,
Perseguir,ironizar,denegrir,
Vandalizar a mente das pessoas,
Acreditar em suas próprias mentiras,
Criadas por uma mente deprimente,
Que sofre sem razão.

Razão de quê?
Razão sem noção,sem sã consciência.
Um ser irrecuperável,imprestável,
Incapaz de responder pelos seus próprios atos
Atos que ferem a si própria,
Atos que deprimem a si mesma.

Uma depressão que já virou rotina
Vive na mesmice,
Vive a mesma merda de todo dia.
Todo dia reclama,chora e se inflama
As vezes ri pra disfarçar seu tédio

Tédio medonho,sem sonho,
Sem consciência
Toma remédio todo dia
Pra se curar nem sabe de quê
Já viciou nessa busca da cura.

Uma cura que não existe,
Pois o que tem não tem cura,
O que tem é um dom,
Dom de infernizar,
Só falta tirar diploma.

Diploma de Belial.
Que será muito bem merecido,
Será uma honra.
Um diploma que representa a ira,
O ódio,a descrença,o desamor próprio.

Eu não sou você
Eu não sou igual a você.
Eu sou melhor
Eu sou paz,
Eu sou destemor

Eu não sou igual a você
Deus me livre se fosse!

Vjarski
 
Eu não sou você

Herrar hé Umano.

 
Herrar hé Umano.

Herrar pode até cer umano
Mas repetir o herro
É burisse
E mesmo acin tem jente
Que ainda inciste em virar
A pájina huma apóz outra e faser de conta que nada acontesseu
E ter a audássia de pençar
Que ce continuar herrando
Vai ter cempre dezculpas.
Continuar ha
Herrar e jurar que extá serto
cem umildade nenhuma de reconhesser
a çua higuinorânssia
e cempre ter abçoluta ssertesa que çuas verdades ção
çoberanas
e que a opinião dos outros
não lhe interéça
prinssipalmente
quando ece çer umano tem em ceu
linguajar a famoza fraze
Herrar hé
Umano.
Hé claro que todos nóz herramos!
Mas cerá que todos çaben diferênssiar o serto do herrado?
Hum exemplo hé:
detonar a lingua portugueza
e axar que é arte, pode até cer cin!
Pra brincar e faser poezia .
mas axar que pode enganar o ssérebro,
ai hé burrisse
e mais burrisse ainda hé ce faser de dezintendido pra não açumir ceus herros umanos.
(Podemos enganar os olhos, mas o cérebro nunca)

Vjarski
 
Herrar hé Umano.

Príncipe

 
Amei o mais belo dos príncipes
Um príncipe que iluminou minha mais profunda escuridão.
Um príncipe de plástico ,que me enchia de emoção.

Vjarski
 
Príncipe

Uma dupla perfeita

 
Cúmplices


Nós, quando nos conhecemos
formamos
Uma dupla do cacete...
dessas que ninguém consegue
compreender os nossos macetes
e que ficam admirados com a nossa união.
Somos cúmplices um do outro.
Somos dois descarados,cheios de malícias
e loucuras,
Sem cura
A nossa felicidade é uma delícia,
Que gera muita inveja.
Todo mundo deseja um amor assim que não acaba só em cerveja.
Um amor de sabor cereja


Andamos por aí, de mãos dadas,
sem se preocupar com o que os invejosos
pesam da nossa vida.

Enfrentamos tudo e a todos a ponta pé
e a cacetada
fazendo deles um parque de diversão.
E damos muita risada
De suas piadas sem noção.

Nós rimos do nada, não choramos por
Qualquer coisa ,tudo porque
como escudo temos nosso amor.

Cúmplices
Sem culpa,
Sem vergonha
De sermos felizes
Somos aprendizes
E o amor é nossa
R
A
I
Z

Vjarski
 
Uma dupla perfeita

Nada existe

 
Você pra mim não existe.
Pois você é o próprio nada.
Não é fogo,
Não é terra,
Não é água,
Muito menos ar.
Você simplesmente é nada.
Esse é o seu caso!
Caso que!
O nada não pode queimar.
O nada não pode caminhar livre sobre a terra.
O nada não mata sua própria sede.
O nada não respira o ar puro das matas ,
E muito menos a poluição das cidades.
O nada não pode sofrer ,
Pois ele não tem sentimentos,
Nem pode chorar,
Nem rir.
Muito menos achar graça.
Achar graça de que?
Se você não existe...
Você nem vácuo pode ser.
Pra mim você é a inexistência do próprio ser.
Não é infinito,nem começo,
Nem meio,nem fim,
Você não é perfeito.
Porque o nada não existe.
O nada nem pode evoluir!
Evoluir de quê?
Do nada?
Você é o nada!
Você pra mim não morreu.
Porque você nunca existiu!
Nem vai existir!
Ainda bem!
Já pensou se você existisse?
Mas como pensar?
Se você é nada
E relembrando:
O nada não pensa
Se pensasse seria
Um mundo de confusão
Na cabeça das pessoas.
Formaria na cabeça de todos,
uma descrença total.
Faria com que todos acreditassem
Que após a morte não existe nada
E se não existe nada porque existe vida então?
Porque ela não é como o nada.
E se não existisse vida.
Então como pode você dizer que ama.
Se o amor é um sentimento que não se vê!
E assim como o ciúme o ódio e a revolta.
Como pode sentir essas coisas se você não os vê?
Por isso que você é nada.
Trabalhar pra quê?
Amar pra quê?
Chorar por quê?
Se um dia tudo vai acabar pra você.
MAS NÃO PRA MIM
Por isso que você não passa nem perto do meu
Vocabulário.
Se passasse seria como um xingamento
Uma maldição
Nada existe pra mim.
Não existe nada de você pra chegar aos meus pés.
Vjarski
 
Nada existe

Sou o que você imagina que sou

 
Caminhando pela rua que não te existe mais
Alcoolizada pela insanidade.
Distraída pelo álcool venenoso,
Vermelho que te ofereceste.
Sem resistência tomou-o da minha mão
a taça trincada
com cores embaraçadas.
Pois jaz fostes tomadas por outras almas
Que numa distração todas
exceto,você!Não por resistência e sim por sorte
A taça da morte caiu em pedaços naquele dia
E você não fostes levada ao mesmo destino
Que sorte a sua escapar a própria morte
Naquele dia!
Naquele dia certo eu
Estava jaz te esperando
Na esquina.
Mas por ali menina você não passou
Você me enganou.

Mas hoje seu dia.

Menina de tranças no cabelo,
Olhar inocente,porém não resistente.
Hoje te espio pela janela entre aberta
A entrar e te levar
A sussurrar seus segredos
e me contar seus medos
Mas quem está com medo
Sou eu
Pois vejo que és tão jovem
E sinto pena,porque terias
um caminho longo a percorrer
Sinto muito!
Mas seu espírito jaz me pertence.
Pois esse é meu e seu castigo
Sou minha e sua condenação
Para alguns sou a salvação.
Mas que fique bem claro!
Tenho uma lei a seguir
Não levo ninguém ao suicídio.
Pois meu dever é levar quem já cumpriu seu tempo.

Mas mesmo assim eu fico te admirando
Pela fresta da janela te espiando
Seu corpo tão belo nu quarto
Iluminado ela luz da lua
esperando pelo seu amado.
vejo que deitas sem nenhuma oração
e seu olhar está profundo,
seu peito está doendo,
sua respiração está tão fraca,
Aí é que eu meu aproximo
De seu corpo jaz nu lençol
Molhado com seu suor.
Ouço você me chamando
Com um leve suspiro.
Jaz podes me ver
Aproximo de seus lábios carnudos
Para ouvir o que tens a me dizer
Levo o meu dedo em seus lábios
Peço te silêncio faço o sinal da santa cruz em sua
+testa+boca+peito e um em nome do Pai
E aviso te que seu viúvo esta chegando
E que você seja breve suas palavras
Pois a luz jaz esta a sua espera
Vejo um desespero que entra quebrando a porta
E chamando pelo seu nome
implorando te por resistência
Ao menos chega a tempo de seu último suspiro
Seu espírito jaz deixa seu corpo nu lençol
Manchado pela sua alma breve
Que foi levada por mim.
E eu fui sua doença maligna .
E agora sou seu Salvador.
E seu guia que te conduz para luz.

Eu sou a Morte
Eu sou a Vida
E estou em todos os lugares.
Eu sou o que você imagina que sou
e como sou

Vjarski
 
Sou o que você imagina que sou

Um poema à Serra do Mar

 
Um poema à Serra do Mar

Não olho desta vez meu jardim querido
Vejo a Serra do mar,d’uma cor intensa ametista
Vejo os trilhos do trem serpenteando
e toda a beleza do abismo ao lado
Olho a cena de beleza rara e brutal
Embaraça-me a vista!

E vejo lá,tão distante,na imensa luz,
um pássaro de vôo parado
vejo a serra pelos olhos do luar.
E o enigmático artista
Me mostra um futuro,Num instante
O quadro desolado,melancólico.
D’um futuro,muito,muito próximo a chegar
Vejo,olho o cenário...O anjo evangelista.

Não muito tempo depois retorna o misterioso artista
Que admiro primeiro,sua ousadia
Falando-me com uma voz melancólica
Alertando-me das doenças,da fome e sede,
Sede de vingança,
das guerras por terras
de doenças das crenças sem crenças
Admiro também esse majestoso artista
d’um passado não distante.
estou sombria a orar
nas horas do sol se por terra abaixo
A sim,o Todo Poderoso,e a mais de todas a pura perfeição
É um Artista verdadeiro
E vejo lá,tão distante,na imensa luz,
Ainda um pássaro de vôo parado.
 
Um poema à Serra do Mar

Eu sou assim(para meu marido ,meu amor, meu namorado)

 
Eu sou assim

Porque te amo
É por isso que sou assim...

Porque você vem quando te chamo
Por isso eu sou assim...

Porque esta sempre por perto
De braços abertos
Sempre pronto pra me amar
Pra acarinhar
Por isso eu sou assim...

Porque eu posso pedir o que quiser
E você vai até o fim do mundo buscar
E dá-me palavras sem reservas sem ressalvas
É por isso eu sou assim...

Você escravizou todo pra mim
De corpo e alma,pé e mão
Você se entregou puro de coração
Ofereceu-me todo seu amor,desejo e paixão
Escravizou pra mim toda sua lúcida paixão
Porque você me ama tão docemente
É por isso eu sou assim...

Sou feliz e desejada
Por ser assim tão apaixonada
Sem vergonha,com desejo e amor
De modo único no mundo
Enterrei-me no meu mais profundo inferno,
E você me libertou daquele mundo
È por isso que sou assim...

Vjarski
 
Eu sou assim(para meu marido ,meu amor, meu namorado)

Escrever e escrever

 
Escrevo porque aprendi escrever,
Escrevo cartas,poemas,recados e até lista de compras.
Escrevo porque é gostoso escrever.
Escrevo porque tenho palavras a expressar.
Escrever pra mim é como um orgasmo,
Eu chego ao auge,
Eu chego onde quero,
Escrevo o que quero e o que sinto.
Escrevo não só palavras!
Escrevo magia.
Mania de escrever!
Escrevo porque sou escrava da escrita.
Vício em escrever.
Escrever tudo,
Escrever sentimentos,
Escrever dor,ódio,alegria e satisfação
Escrever não só palavras!
Escrever palavras que levam você a pensar coisas.
Vício em ver você agir com tais palavras.
Palavras em posso levar alegria e tristeza.
É como um feitiço,
Uma palavra escrita enfeitiçada,
E você meu caro!Hipnotizado imaginando
O que levou ela escrever palavras tão irônicas?
Sei lá donde saiu tudo isso!
Simplesmente escrevi o que senti nesse momento.
Só me falta agora você me escrever:
Que copiei de algum lugar e
Que sou um poeta fingidor!
Escrever e fingir ao mesmo tempo é muito difícil
Manipular o que já está escrito é mais difícil ainda
Não tenho hábito de ler poemas de escritores já conhecidos
Prefiro ler os que escrevem com sentimento,
Não sentimento fabricado,
Manipulados com entorpecentes
Para poder escrever algo interessante,
Para ganhar leitores e cliente viciados
em poemas fabricados
Porque escrever é magia!
A mágica mania de escrever me traz paz.
E Nem sei se o que escrevi é um poema!
Talvez eu esteja tentando te hipnotizar
Com palavras irônicas e engraçadas sem sentido.
Escrevi também pra ler as criticas e talvez algum elogio.
Que ironia a minha!Esperando receber elogios escritos
Mal comecei a escrever e já estou me achando escritora ou poetiza.
Mais talvez eu tenha o dom em escrever
Não custa eu tentar escrever mais um pouco,risos
Pra te fazer rir pra não chorar.
Há mas eu senti o que escrevi, viu!
ESCREVI COM SENTIMENTO!!
Se você não sentiu então não sabe escrever .
Há vê se não esquece de me escrever um recado!
Nem que seja pra escrever dizendo: que tudo que escrevi
Não passa de palavras mal escritas ou expressadas.
Que tudo isso não tem nada a ver.
Deixo até você me dar umas dicas,
Pra mim escrever sobre o AMOR,PAIXÃO,SEXO,etc
Mas vou logo dizendo: não vai funcionar hein!
Porque pra mim escrever já é amor,já é paixão,já é sexo.
Eu escrevo porque aprendi escrever.
E escrevo com a mão esquerda
Sou canhota.
Muito prazer meu nome é Valquiria.

Vjarski

esse texto é resposta para fogomaduro
que me deixou um recadinho simbólico no poema que escrevi (eu não sou você)em meu primeiro dia de Luso.


Sinceridade/fingimento

Intelectualização do sentir = fingimento poético, a única forma de criação artística (autopsicografia, isto)

Despersonalização do poeta fingidor que fala e que se identifica com a própria criação poética

Uso da ironia para pôr tudo em causa, inclusive a própria sinceridade

Crítica de sinceridade ou teoria do fingimento está bem patente na união de contrários

Mentira: linguagem ideal da alma, pois usamos as palavras para traduzir emoções e pensamentos (incomunicável)
Consciência/inconsciência

Aumento da autoconsciência humana

Tédio, náusea, desencontro com os outros (tudo o que faço ou medito)

Tentativa de resposta a várias inquietações que perturbam o poeta


Sentir/pensar

Concilia o pensar e o sentir

Obsessão da análise, extrema lucidez, a dor de pensar (ceifeira)

Solidão interior, angústia existencial, melancolia

Inquietação perante o enigma indecifrável do mundo

Nega o que as suas percepções lhe transmitem - recusa o mundo sensível, privilegiando o mundo inteligível

Fragmentação do eu, perda de identidade – sou muitos e não sou ninguém à interseccionismo entre o material e o sonho; a realidade e a idealidade; realidades psíquicas e físicas; interiores e exteriores; sonhos e paisagens reais; espiritual e material; tempos e espaços; horizontalidade e verticalidade.


O tempo e a degradação: o regresso à infância

Desencanto e angústia acompanham o sentido da brevidade da vida e da passagem dos dias

Busca múltiplas emoções e abraça sonhos impossíveis, mas acaba “sem alegria nem aspirações”, inquieto, só e ansioso.

O passado pesa “como a realidade de nada” e o futuro “como a possibilidade de tudo”. O tempo é para ele um factor de desagregação na medida em que tudo é breve e efémero.

Procura superar a angústia existencial através da evocação da infância e de saudade desse tempo feliz - nostalgia do bem perdido, do mundo fantástico da infância.

Poemas:



- “Meu coração é um pórtico partido” - fragmentação do “eu”



- “Hora Absurda” - fragmentação do “eu”

- interseccionismo



- “Chuva Oblíqua” - fragmentação do “eu”: o sujeito poético revela-se duplo, na busca de sensações que lhe permitem antever a felicidade ansiada, mas inacessível.

- interseccionismo impressionista: recria vivências que se interseccionam com outras que, por sua vez, dão origem a novas combinações de realidade/idealidade.

- “Autopsicografia” - dialéctica entre o eu do escritor e o eu poético, personalidade fictícia e criadora.

- criação de 1 personalidade livre nos seus sentidos e emoções sinceridade de sentimentos

- o poeta codifica o poema q o receptor descodifica à sua maneira, sem necessidade de encontrar a pessoa real do escritor

- o acto poético apenas comunica 1 dor fingida, pois a dor real continua no sujeito que tenta 1 representação.

- os leitores tendem a considerar uma dor que não é sua, mas que apreendem de acordo com a sua experiência de dor.

- A dor surge em 3 níveis: a dor real, a dor fingida e a “dor lida”

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O fingimento poético

A poesia de Fernando Pessoa Ortónimo aborda temas como o cepticismo e o idealismo, a dor de pensar, a obsessão da análise da lucidez, o eu fragmentário, a melancolia, o tédio, a angústia existencial , a inquietação perante o enigma indecifrável do mundo, a nostalgia do mundo maravilhoso da infância.

O Fingimento poético é inerente a toda a composição poética do Ortónimo e surge como uma nova concepção de arte.

A poesia de Pessoa é fruto de uma despersonalização, os poemas “Autopsicobiografia” e “ Isto” pretendem transmitir uma fragilidade estrutural ,todavia, escondem uma densidade de conceitos.

O Ortónimo conclui que o poeta é um fingidor : “ finge tão completamente / que chega a pensar se é dor/ a dor que deveras sente/”, bem como um racionalizador de sentimentos.

A expressão dos sentimentos e sensações intelectualizadas são fruto de uma construção mental, a imaginação impera nesta fase de fingimento poético. A composição poética resulta de um jogo lúdico entre palavras que tentam fugir ao sentimentalismo e racionalização. “ e assim nas calhas de roda/ gira a entreter a razão / esse comboio de corda/ que é o coração”.

O pensamento e a sensibilidade são conceitos fundamentais na ortonímia, o poeta brinca intelectualmente com as emoções, levando-as ao nível da arte poética.

O poema resulta ,então ,de algo intelectualizado e pensado .

O fingimento está ,pois, em toda arte de Pessoa. O Saudosismo que se encontra na obra de Pessoa não é mais do que “vivências de estados imaginários” : “ Eu simplesmente sinto/ com a imaginação/ não uso o coração”.
Se quiserem ler mais:
http://www.prof2000.pt/users/jsafonso/Port/pessoa_orto.htm

Odeio ter que ter razão
Não sou tão ignorânte como pensava ser
 
Escrever e escrever

Quem sou eu?

 
Me fiz em pedaços
Me espalhei por aí
Me escrevi em poemas
E até músicas
pra você me ler
Pra você me ouvir

Me fiz pássaro
Pra te cantar
Cantar sem cessar
Pra te espantar o tédio

Me fiz flores
Pra você me cheirar
Pra te trazer lembranças
Lembranças de mim.

Me fiz terra
pra você caminhar por onde Caminhei
Pra te apoiar
Pra você pisar em mim

Me fiz ar,
Pra você me respirar
Pra te trazer o meu cheiro
Pra soprar seus cabelos

Me fiz fogo,
Pra você se aquecer em mim
Pra te aconchegar do frio
Pra você nunca esquecer de mim.

Me fiz água
Pra te matar
Sua sede
Beba-me.

Eu sou sua vida

Vjarski
 
Quem sou eu?

Seu olhar é meu espelho

 
Me olho no espelho dos seus olhos
me enveneno na sua saliva doce como fel.
me perco em seu corpo
Num vôo pro céu de sua boca,
fecho os olhos,
Minha consciência
Já está vaga,
Não me lembro.
Ah!
Estava eu sonhando um delírio doce.
Iludida dum passado em vão.
de lindas lembranças e amargas desilusões.
dum mundo cheio de dor e hipocrisia.
De lúcidas paixões cegas,
De amores cheio de decepções,
Dum mundo envolto de magia
Me absorvi do meu próprio devaneio.
Ah!
Mas já passou tanto tempo,envelheci.
Meu espírito envelheceu que nem percebi
Que não envelheceu a magia
Dum amor cheio de desejo
Ah!
Mas não acabou a fantasia.
E por isso me perco em seus beijos
Venenosos.
E na pureza dum olhar mágico
Me vejo no fundo do seu olho d’água.
Peço-te perdão por tanto de amar.
Peço-te também perdão
Por não te amar mais do que deveria.
Ah!
Deveria eu confessar-lhe meus desejos pecaminosos?
Deveria eu contar-lhe meu pensamentos insanos?
Tenho medo!
As vezes tenho medo de mim.
Tenho medo de mim volver
E depois você não me devolver minha paz
Meu espírito
Meu viver
Me olhar no espelho dos seus olhos,
E me ver quem eu seria se não fosse por você.
Você tocar a minha mão e
Abrir a porta da minha mente
Tomar meu coração
Pra si pra sempre
Estou presa pra sempre
No espelho do seu olhar.

Vjarski
 
Seu olhar é meu espelho

Meu Deus

 
Juro que seus sentimentos não vão ferir os Meus.
Porque meus sentimentos são fortes,são Vitórias.
Porque seus sentimentos fortes são Fracassos.

Juro por Deus que não vai conseguir mesmo jurando pelo Seu.
Porque meu Deus é forte,é Vitória.
Porque o seu deus um forte Fracasso .

Não dependo de seus sentimentos pra Viver.
Não dependo de seu deus pra Viver.
Não dependo de seu fracasso pra Viver.

Juro que com a minha loucura vou te levar a Insanidade.
Porque seu deus forte é Insano.
Mas com meu Deus não me Engano.

Com a minha destreza vou te levar Tristeza.
Porque meu Deus é a própria Alteza.
Mas o seu deus vai te levar a Profundeza.

A minha realidade te leva a Fantasia.
Porque meu Deus é Real.
Mas o seu deus é um mundo de Fantasia.

A minha personalidade te leva a Pervercidade.
Porque o meu Deus é personalidade Divina
Mas o seu deus é a própria pervercidade que te Incrimina

A minha felicidade te leva a Insatisfação
Porque o meu Deus é Paz
Mas o seu deus te leva ao Desgosto

A minha vitória Vai te levar ao Fim
Porque meu Deus é o Princípio
Mas seu deus é seu próprio Fim

O meu Princípio
È o seu Fim
Seu fim é minha Vitória

Começo de Mim
Fim de Você
Fim

Vjarski
 
Meu Deus

Uma falsa valsa d’amor

 
Uma falsa valsa d’amor

Você ontem,
Na valsa
Que falsa,
Valsava
Com lábios de rosas
Vivas e formosas
D’um vivo,
Sangue
Carmim;

Co’olhar falso
Sorria
D’uma alegria
Que quente
Atraente
Tão calma
Serena
Que pena
De ti!

Quem te dera
Que um dia sinta
A dor
D’amor
Louco
Que louco
Não sente !
Há!Quem dera
Coitadinha
Que um dia sinta!...
Então:
_Não fuja,
Não minta,
Não negue
O coração!...
_Q’eu vi
Seu amargo fingir!

Sondavas:
_Teus Lindos
Olhos
Jade ódio,
Revoltos,
Saltantes,
Lacrimejam,
Brilhantes
No escuro
Que sou eu:
E seus olhos
Jade escuros
Impuros,
As falas
Amargas
D’um choro
Que não calas
Finge
E logo sorri
P’ro outro
Não eu!

Quem dera
Que um dia sinta
A dor
D’amor
Louco.
Que louco
Não sente !
Há!
Quem dera
Coitadinha
Que um dia sinta!...
Então:
_Não fuja,
Não minta,
Não negue
O coração!...
_Q’eu vi!...
Você fugir!

Oh Deus!
Eu te confiava
Que você dançava
Mas num sorriso
Fingido
Qual gênio
Risonho
Em sonho
Medonho
Me vem
Esse sorriso
Falso
Tão liso
Com tintas
Nos lábios
De rosas
Formosas
Que davas,
E gargalhavas
De mim?!

Quem dera
Que um dia sinta
A dor
D’amor
Louco.
Que louco
Não sente!
Há!
Quem dera
Coitadinha
Que um dia sinta!...
Então:
Não fuja,
Não minta,
Não negue
O coração!...
_Q’eu vi
Seu amargo fingir!

Calada
Sozinha
Observando,
Em zelo
Seu findar,
Eu vi
Você fugindo
Na valsa
Tão falsa
E veloz!
Você deprimida
Vejo tudo!
Calada da
Noite estive
Sem galhas
Sem falhas
Nas falas
Sem coro
Sem choro
Sem voz!

Quem dera
Que um dia sinta
A dor
D’amor
Louco.
Que louco
Não sente!
Há!Quem dera
Que um dia sinta!...
_Não fuja,
Não minta,
Não negue
O coração!...
_Q’eu vejo
Você fugir!

Na falsa
Valsa
Cansada
Estacada
Jogada
Prostrada
Num canto
Turbada
Refletindo
Cismada
Admiro!
Estavas ainda
Tão cálida
Então;
Qual cálida
Rosa formosa
Dengosa
Num vale
De vento
Cruel
Abatida
Sem pétalas
E logo caída
Sem vida
Num chão
Sem fundo,
Sem mundo!

Quem dera
Que um dia sinta
A dor
D’amor
Louco.
Que louco
não sente!
Há!Quem dera
Coitadinha
Que um dia sinta!...
Então:
_Não fuja,
Não minta,
Não negue
O coração!...
_Q’eu te vejo
O seu amargo fingir!
 
Uma falsa valsa d’amor

Recado revolto direto

 
Pra mim você é uma imitação
barata de carne humana
que vive de beiçana
Tenho até dó dessa sua inflamação.
Você ê uma coisa sem sentido.Sabia?
Sem começo nem fim,
Sem verbo,só carne.
Carne seca por sinal.
Tão seca que pode ser o seu final.
Que seque sua língua de serpente.
Você não pode ser gente!
Você não é gente!
Você é uma serpente arrogante
D’uma língua tão venenosa
Que dá até medo que se envenene
Com suas próprias palavras.
Não seria má idéia!
Só que pra mim você não é perigosa
Porque eu sou seu veneno!
Vivo nessa sua língua fedorenta,não é?
Em tudo que fala cita meu nome!
Isso! Vai! Se consome!
Me ama tanto que não consegue me esquecer nunca.
Eu já virei seu vício,
Eu seu TÉDIO.
Seu motivo pra viver,
Seu assunto do dia,
De todos os dias.
Vive nas páginas de relacionamentos
Cuidando de tudo e de todos.
Inclusive da minha.
Porque ninguém pode ser melhor que você!
Deus o livre se for!
É um ser que não se cansa nunca.
E quando se cansa
Diz:Todos tem inveja de mim
Inveja de quê?
Da sua vidinha.
Se olhe no espelho e pergunte
Quem quer ser eu?
Pode ter certeza que nem o espelho
vai te coragem de responder
As pessoas da sua volta vivem dando chacoalhadas
Pra ver se você se toca.
Mas é tão ignorante que não entende significado nenhum
A vida não tem significado pra você
Porque a vida pra você é
Comer,encher a cara,dizer que trabalha
E infernizar a vida dos outros
Você só atrapalha
É uma palhaça de palha
Só serve pra incomodar
E julgar a vida alheia
É uma COITADA
Estuda,estúpida e estuda!
E quanto mais estuda,mais estúpida fica
Se diz ser tão criativa
Que leva dias pra criar um texto
Que acredita estar perfeito.
É uma vergonha pra língua portuguesa.
Seu diálogo lingüístico é cheio de erros
Sem acertos.
Vergonha seria um simples apelidinho.
É deplorável sua linguagem absurda.
Há! E aí de quem chamar sua atenção!
Lá vem com a velha frase
É falta de educação corrigir os erros dos outros.
Educação!
Educação é uma palavra que não está em seu vocabulário.
Você e sua arrogância não constroem nada
Só esta se auto destruindo
Se acha a pessoa mais perfeita do mundo
Você
Perfeição da merda
Você não nasceu ,Foi cagada
A maior cagada feita no mundo
É você!
Vive cagando e andando.
É por uma experiência não quero passar nunca
Andar cagado não deve nada bom.
Ainda mais andar fedendo
Baforando palavras injuriosas.
Que venham os puxadores de saco
Defender a merda que você é.
E quando algum puto precisar de qualquer coisa
Que vá pedir na sua privada
Mal cheirosa d’um cérebro
que é um reduto de neurônios confusos
Nem psiquiatra pode concertar essa cabeça cheia de merda
Cheia de fantasia
Hei!Eu não sou o seu lixo
Pra andar na sua boca de crocodilo.
Me esquece!
E faça o favor de não esquecer que não faço parte
De suas fantasias malucas
Por que pra mim você fede.
Outra coisa FDP!
Meu texto é original
Baseado em sua fantasia
De vida mediúcre
Feito especialmente
Para um ser marginal
das páginas de relacionamentos.
Você é uma cópia mal feita.
Até seu destino é uma cópia perfeita
Que não sabe criar nada,
Só sabe copiar
Copia tudo.
Copia aqui e ali
E até da vida dos outros originais
Quer ser a cópia mais exata possível
E quando não consegue copiar,vive dos restos
Dos outros.
O que comi você junta até as migalhas do chão
E até aquele ultimo restinho que você tentou recuperar
Excluí pessoalmente com mais prazer e satisfação.
Você é uma cópia que não serve de exemplo pra ninguém
Deplorável,insignificante pra mim e pra todos
Que conheço.
Alias nem pra todos
Talvez você signifique alguma coisa!Pra sua cópia
Então vai criar alguma coisa VOCÊ.

Vjarski

Olha pessoal! tem coisas que são insuportaveis de se aceitar,coisas de que não pode ser chamada de gente,animal,ou qualquer bicho que seja.
Uma coisa que não merece consideração nenhuma
essa coisa que vive nas páginas de relacionamentos
importunando a vida dos outros
que mereceu até um texto.
 
Recado revolto direto