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Poemas, frases e mensagens de zizo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de zizo

Conto de fadas

 
Sento-me a pensar em ti num ramo da minha mente,
rodeado pelos sons da Natureza luxuriante,
vejo-te chegar deslumbrante,
e meu coração palpita ainda mais...
Consegues sentir?

Oh! Como ele bate...
Aquece-me o sangue que flui veloz
a cada sopro de respiração por ti...
E faz tempo que é assim
talvez mais do que a imaginação possa alcançar.

No calor da tua chama ardente
dedilhada com a ternura que me absorve os sentidos,
cada estrofe em que caminho corrobora-me
e envolve-me no teu desejo que aflora.
Como gostava de ser parte de ti...

Levito em sonhos poderosos,
criados pela energia transmitida pelo céu da meia-noite
que me atinge no centro da meditação...
Sente o meu abraço em tua aura,
sente-me em ti como te sinto em mim.

Quando a noite vai longa regada pelas estrelas
fundindo nossas forças de água cristalina,
é o teu vibrar que me faz estremecer,
talvez seja o segredo que aconchegamos no regaço,
um amor que nos faz viver.

Entra devagarinho em mim,
fecha os olhos como quem viaja rumo ao interior de nós,
e num passe de mágica toma-me em ti.
E como num conto de fadas segredo-te ao ouvido:
por ti sou feliz (apaixonado)...assim.
 
Conto de fadas

Coração despedaçado

 
Coração partido,
despedaçado em fragmentos
espalhados pelo chão outrora verdejante,
agora da cor da terra.

Como pôde a virtude da brisa
agarrar o mundo
e vorazmente prendê-lo ao sol
queimando cada metro quadrado desta Pangeia,
derretendo os oceanos em marfim e safira de espaço vazio...

E no licor de uma despedida
a sentença do meritíssimo juíz:
ontem foste o meu braço direito
hoje és réu sem o mereceres...
mas vais preso à mesma,
(porque acreditaste na eternidade de um sonho)
até ao debaldar dos teus dias...

Sou grande para mim,
serei grande para o mundo
se assim o mundo me aceitar...
e nascido no poço profundo
(sítio errado talvez)
mais profundo que alguma vez possas imaginar...

Por entre os pacatos luxos
da existência compreenderás
que a cruz que ao ombro carregamos
é mais difícil de puxar
do que o peso da atmosfera que agora respiras,
e a minha é imensamente pesada
mas pela qual puxo com esforço e dedicação
todos os dias da minha vida
mesmo perdido nas minhas debilidades.

Que não te venha a fazer falta mais tarde
o licor do voo de estrelas
e o ar no peito,
porque és bela demais para o merecer
e eu só te quero bem.

Um dia serei a luz que vejo
ao cimo do vazio de mim
entre as pedras calcadas
que a meio de caminho trepo
deste fosso do qual saio
aos pouquinhos...

É entre as quedas incompreendidas
que desfaleço momentaneamente
e me levanto...

Sorte a tua de teres o cintilante brilho
ao teu lado...

Se soubesses
como na realidade te podia ter amado...
e não soubeste invocar o meu odor
quando me tiveste
nas mãos...

Morro nos teus braços
lavado em lágrimas
porque assim me moldaste
quando me largaste ao vento
entre as palavras ternas que te escrevi,
fui a poesia que não leste...
mas que alguém lerá um dia...

(Como gostava que fosses tu...)
 
Coração despedaçado

Sede de ti

 
Perco-me por cada poro da tua pele suave de linho,
em anseios de êxtase entre dois pedaços de algodão,
acolho-te nos meus braços com carinho,
toco-te onde mais desejas em loucos voos de paixão.

Deito-me no meu leito a pensar em ti,
assimilando cada pequeno ardor que me ateia,
quero-te em cada chama de mim desde que te li,
o teu fogo me incendeia.

Sou fogo ardendo que te bronzeia,
em iguais desejos de eterno fervor,
aqueces-me ao ritmo da dança em que a tua voz se meneia,
somos folhas gémeas abraçadas sob o tórrido calor.
 
Sede de ti

Água

 
Água...fonte fresca onde matas a sede...
nasces por graça e obra divina,
nas inóspitas montanhas nevadas entre as nuvens,
densas como algodão doce...

Água...líquido onde banhas o teu ser...
fluis por um regato minúsculo,
alcançando um pequeno lago,
onde dão as mãos as várias gotinhas.

Água...frenética desce até ao rio...
corre pelo seu leito feroz,
quando a tempestade se apodera dos céus,
descendo rumo ao mar veloz.

Água...leva-me...
indica-me a localização da ilha dos amores,
do paraíso de areia fina perdido no oceano,
onde evaporas sob o sol escaldante.

Água...que formas as nuvens...
densas que rodeiam as montanhas inóspitas,
negras em dias de tempestade,
cais sobre a terra sem dó em pingos grossos...

Água...sente-a no teu corpo...
molhando a alma num movimento enleante,
refrescando os sentidos num murmúrio de fantasia,
diminuindo a temperatura, quente...

Água...nascendo de novo...
canta na origem,
encanta na viagem,
descansa nos teus pés.
 
Água

Sopro de tempo

 
Num canto perdido do universo,
jaz melancólico parte daquele ser,
que um dia imaginou criar as estrelas,
sentir nelas o seu viver.

Com passos sentidos, energéticos...
vê aquela queda de água, a jorrar...
agarra o ar com as mãos, de mansinho...
naquela ânsia de o dia invocar...

À luz de uma fogueira, fraca...
arde, forte...
sobre a brisa que suavemente, baloiça...
este saber que o move, para norte...

Maldito abandono, da sorte...
só tem vontade de suspirar...
jamais contará com o seu ombro amigo...
deita-se num canto, a chorar...
 
Sopro de tempo

Sou o corpo do teu olhar

 
No espaço das eras
que bombeadas pelo motor da atmosfera,
enleia-se em mim
o corpo do teu olhar.

Sou o terreno que te falta explorar
pelos braços que me prendem
nos grilhões da existência.

A cortina que se abre
entre os tecidos de oceanos
que se expandem
nas mãos da esperança.

E vêm as ondas de abraços,
as brisas de desejos
e as inundações de beijos
e tudo é o teu olhar
como ardente vibrar em mim.

Salto por entre os regatos
que a natureza flui
pela base dos meus pés
corrente afora
e num tilintar de emoção
trazes-me de aonde não saí...

Soam as baladas da meia-noite
às portas da praia do teu coração
e o meu rosto surge
por entre as brumas do mar
para no fim da noite
a maré alta nos levar...
 
Sou o corpo do teu olhar

Reflexos de arco-íris

 
Fluindo pelos braços da maresia,
dou por mim sentindo o oceano em meu redor,
nessas linhas de ondas que me abraçam
e me penetram o âmago com ternura.

O céu acaricia o teu rosto suavemente
e um véu de azul cristalino se expande
sobre as marés da brisa que te afagam
e a claridade ilumina o horizonte com a tua beleza.

Quando o dia nascer soalheiro
o reflexo das duas margens viverá
em quentes retratos de espelhos cintilantes
encarnando a cor com que se assemelham.

E um arco-íris explodindo em vibrantes cores
nasce sob o signo do teu olhar celeste
que guardo numa redoma junto ao coração
para que um dia a abras numa manhã de sol...
 
Reflexos de arco-íris

És doce beleza de maçã e canela

 
Aflora no meu rosto a percussão
da musculada chama,
com que me penetras
o olhar luzente,
entornado na latente canela
que percorre a liquefeita pele.

Tenho a carnuda maçã
do gosto da tua lí­ngua
contida nas falanges entreabertas
escorrendo o sumo
com que me mordiscas os dedos.

É na selvagem exploração
das sombras
que se extraem os sóis
à lupa,
quando abrimos o frontispício
da aura
com o feitiço
das mãos...

A menta da tua elocução
cativa o rebordo
dos meus lábios
na inalada melancolia
de frutado odor
que me persegue o olhar
enfermo...

Sorvo a linha branca
do cálice onde bebemos
as flores que nos acompanham
abrindo caminho
para os tons das estrelas.

Amor que me deixas deleitado por ti,
e como eu gosto de ser
o teu ursinho de peluche...
 
És doce beleza de maçã e canela

Ao sabor da tua maré

 
Os ventos sopram-me para ti
como vela robusta navegando
rumo ao sentimento que aflora latente
em florida Primavera distante.

Em meu mundo me perco pelo teu
dando os passos finais que nos levarão
à sede de quimeras e descobertas desejadas desde sempre,
ao infinito deste caminho que nos guia...e mais além!

Degusta-me como requintado prato do teu gourmet...

Em teu paladar o gosto da paixão que me devora os sentidos
e num momento de deliciosa refeição
apenas eu, tu e os nossos mundos
banhados pelo sabor da tua maré.
 
Ao sabor da tua maré

Somos felizes assim...

 
Revolvemos nublosas
com gestos minuciosos
arrancando o tempo do relógio
colando-o na atmosfera da nossa existência.

A melodia de um vibrar de cordas
solta-se por entre os lábios
de um segredar de cometas
onde se envolve cada despertar de corpos.

Voz que realiza em mim
a luz do amanhecer
que enobrece fulgurante
os braços do momento a viver.

Deitas os cabelos
(bambuleantes)
na almofada de um harém de estrelas
onde repousa o meu corpo nu.

Piano ao fundo tocando
tecendo as vestes
(de linho)
de um toque de plenitude.

No vibrar do desejo
agarramos os ventos,
alinhamos pensamentos
e somos felizes assim...
 
Somos felizes assim...

Respiro

 
Respiro...
Neste lugar não consigo respirar,
por mais que tente abrir a boca,
falta-me completamente o ar...
Respiro...
Para não perder os sentidos,
para manter a compostura,
em suspiros deprimidos.
Respiro...
Para me sentir bem,
para me sentir capaz,
para ir daqui até muito além.
Respiro...
Profundamente...
sinto a brisa saudável expandir-se,
extinguir esse fogo que arde ferozmente.
Respiro...
Contigo aqui penso que estou melhor,
que a falta de ar,
era apenas a falta de amor.
Respiro...
 
Respiro

Ecos de eternidade

 
Eco das montanhas que trazes contigo o sabor da brisa,
diz-nos quando voltas para o mar escorrendo o vento da manhã,
nesse portento da natureza jovialmente conservado,
no qual buscas quem te criou para lá das montanhas mais distantes,
dançando ao sabor do tempo completamente despercebido da idade que tem.

Nasceu um dia tolhido pelo frio da manhã,
bailando sob os primeiros segundos não medidos da vida desmedida,
vive ao longo da tarde em completa harmonia consigo,
acariciando todas as redondezas com o seu vivo cantar.

Seus progenitores queridos se perderam algures na escuridão de uma noite passada,
amá-los-á para toda a eternidade
seja lá o que isso for no seu relógio,
terá um?
 
Ecos de eternidade

Nos teus braços

 
Na tua chama deito o meu rosto,
derramas nos meus ombros o teu calor
e adormeço sob o teu crepitar
num abraço quente de ternura.

Na mente passeamos pelos vales da imaginação,
corremos mundos de poemas
ao sabor da lareira da paixão que arde de mansinho.

Paramos em cada palavra que saboreamos
como estação de serviço de textos
aberta vinte e quatro horas por dia só para nós.

Neste lugar, bem no centro do nosso universo,
onde deitamos o olhar para o céu e, (fogosos!)
rumamos ao infinito num elevar de almas.

Dou-te o meu braço ao ritmo da escrita,
pegamos na caneta, traçamos o rumo
e juntos subimos pela atmosfera
num toque de dedos enleante.

Com gestos meigos te agracio a pele
sob as roupas da poesia que nos vestem
como manto de cometas circundando Mar(te)
e levitamos para a eternidade do espaço
onde as estrelas são testemunhas do desejo...(imenso!).

Esta noite sou teu
em cada traço que desenhares com formosura
pois neles verás os meus olhos desaguando no teu olhar
como duas lagoas iluminando a íris do teu ser.

O brilho que mexe contigo,
que sempre quiseste ter.

Invoco-te dentro de mim noites a fio...
entra em mim sequiosa, sem pejo!

Como dois cúmplices do nascer de uma flor
num verdejante campo ao sol pousado,
despimos as pétalas de bela fragrância
e entornamos cada sequioso movimento um no outro
numa apaixonante enlaçar de ti em mim, de mim em ti.

Nos braços um do outro regeneramos sonhos
(de amor!)...num abraço quente de ternura.
 
Nos teus braços

Chuva de prata

 
Traje de gala aprumado,
cometa fosforescente rasgando os céus,
como vem elegante...

Brilhantes na face que reluz como dois faróis,
brilhantina escorrendo no sumptuoso cabelo molhado
sorriso de estrelas vestindo o badalar das horas.

A imponência do desdito é proscrito papel,
intendência cruel
e um rasto inerte de despertar incandescente.

Proporciona-se carepa de prata,
nos cobertores perfume intenso,
no peito a áscua do teu amor.
 
Chuva de prata

Inspira-me

 
Inspiram-me esses dedos mágicos,
que correm as letras com ternura,
inspiram-me os teus quadros fantásticos,
que pintas a aguarelas com doçura.

Inspira-me o encanto dessa conjugação...de palavras...
perdidas no alto da tua escrita,
inspira-me o correr dessas águas...
para o leito da poesia bendita.

Inspira-me o sobressair desses textos,
o exaltar dessas correntes,
inspira-me cada um dos teus gestos,
de cultura nos dias quentes.
 
Inspira-me

Idade do amor

 
Encanta-me o teu sorriso felino,
rodeado de covinhas bronzeadas,
fecho os olhos em ternos sonhos de menino,
onde se elevam de mãos dadas nossas almas aladas.

Em verdejantes pradarias procurei pelo teu ser,
achando que não te iria achar,
depois que te encontrei ao entardecer,
são os teus olhos que quero ver ao acordar.

Corri montanhas em busca desse doce olhar,
que me saboreia tranquilamente em terrina de prata,
tacteei no escuro da noite para sentir o teu luar,
luz poética que me reflecte no escuro e me arrebata.

Quero amar-te e dar-te o meu calor,
em cada dia, faça frio polar ou sol de Verão,
quero abraçar-te e dar-te o meu amor,
em cada noite, aquecendo o teu maravilhoso coração.

Sinto-te em mim e navego nos teus pensamentos,
sente o meu carinho em ti a cada inspiração,
sinto-te em mim e partilho dos teus sentimentos,
sente o meu amor em ti a cada expiração.
 
Idade do amor

Leve como a neve

 
Essa flor que transportas contigo,
liberta no ar intenso aroma de paixão,
eleva-me nesse anel de fogo amigo,
funde todo o meu ser neste desatinado coração.

Bóio, desmaio, levanto-me,
só vejo água à minha volta,
entre este manto líquido sorvo-me,
como poderei andar sem a tua escolta.

Num segundo afoguei-me,
não voltarei a ser aquele ser obstinado,
caído em desgraça, afogueei-me,
derreti-me inanimado.

Agarra-me, prende-me a essa esfera ardente,
antes que a corrente me leve,
num rodopio de lava incandescente,
abraça-me escaldante na tua doce neve.
 
Leve como a neve

O nosso sonho...

 
Passeio pela rua tomando o ar fresco da manhã,
contemplando árvores rústicas vindas de terras distantes...

Vejo o brotar das flores,
o verde das folhas
vejo nelas os teus olhos ternos,
a maneira doce como me olhas.

E fico a sorver deste momento etéreo,
cada sorriso teu que me embevece...
E fico a tecer deste segundo arrebatador,
cada amanhecer nos traços do sol por detrás das copas...
E fico a contemplar deste horizonte sem fim,
cada conjugação d'Arte que crias e adornas.

Pela mão me levas voando globo afora,
mostrando-me o verdadeiro mundo de sonhos.

Adormeço sobre o teu ser,
pensando em cada nota musical que elevas...com carinho.

Não me acordes...
Não te acordarei...
Apenas sonhemos juntos,
abraçados pelos laços do nosso amor
e seremos um só para sempre...
a cada refrescante manhã...
 
O nosso sonho...

Só contigo

 
Calcorreio milhas no mundo do teu olhar
onde me embrenho na tua luz
que brilha ao tom da tua pele...

Entra intensa na minha alma
pelos meus olhos,
pelo meu rosto,
pelo meu corpo,
pelo meu espírito
por tudo quanto sou
como um furacão que me toma os sentidos
a cada passo que dou...

As lágrimas escorrem-me pela face,
o coração aperta
no meu peito
(clamando por ti!).

Na atmosfera de um luar
busco as tuas mãos em mim
só elas me podem dar vida
(sábia artesã de mim)
me moldar a ti.

Nos caminhos que debruaste
(com ternura)
voa pelas asas de uma flor
o desejo de te abraçar
no cruzamento celeste do amor.

Contigo,
viajar pelos céus da paixão,
navegar em oceanos de sonho,
atingir ilhas paradisíacas,
regressar e partir novamente
para lá do firmamento...
(Só contigo...)
 
Só contigo

Olhar de sereia

 
O mundo gira em ledas melodias de ternura
em que te sinto em mim presente
e no doce encantamento de uma aurora
a paixão que nos eleva ao expoente da noite...quente...

Guia-me com tuas mãos nos dias de tempestade
sentimos a febril vontade do coração,
abraçar-te-ei nas noites de chuva...frias...
em que a saudade desmorona quando damos a mão.

Sob a nobre cedência de um anseio
o feitiço que faz disparar o carrossel de um beijo
e nos olhos da maresia vejo o olhar de uma sereia,
olhas-te-me debaixo de um céu de estrelas...

Adoremos cada brilhante diamante de horizonte
adormecidos sob a paisagem de um ensejo
caídos em longos momentos de êxtase
somos arrebatados pelo vibrante desejo.

Contemplando o enlevo do espírito
em harmoniosos laços numa dança ao luar
seremos tudo o que o tempo quiser fazer de nós
até a noite acabar.

Amor...
Ao amanhecer desperta-me em ti
e serei eternamente teu.
 
Olhar de sereia