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Ao meu afilhado

 
São notas duma música suave
Que ouço no ar. Pára tudo, sim,
Só para eu escutar esta ave
Que trás a novidade para mim.

São lágrimas felizes que rolando
Dos meus olhos reagem à notícia
Ao ver esta família crescendo
Em actos de fé e perícia.

Vai nascer o bebé fruto de ti
Que não és meu rebento verdadeiro.
És por amor meu filho. O que senti

Ao ver-te nascer lindo, num berreiro,
Irei sentir o mesmo que vivi
Ouvindo esse choro do primeiro.


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MariaSousa
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 02/07/2007 22:17  Atualizado: 02/07/2007 22:17
 Re: Ao meu afilhado
Parabéns Madrinha!
Pelo afilhado e pelo soneto.
Um abraço, Silvério

Enviado por Tópico
juvepp
Publicado: 02/07/2007 22:26  Atualizado: 02/07/2007 22:26
Colaborador
Usuário desde: 13/04/2007
Localidade: Machico - Madeira
Mensagens: 547
 Re: Ao meu afilhado
Um beijinho à madinha embevecido pelo seu afilhado

Enviado por Tópico
Paulo Afonso Ramos
Publicado: 02/07/2007 22:45  Atualizado: 02/07/2007 22:45
Colaborador
Usuário desde: 14/06/2007
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2086
 Re: Ao meu afilhado
Parabéns!
Que seja feliz e tenha a veia poética da madrinha.
Bj

Enviado por Tópico
Gilberto
Publicado: 02/07/2007 22:49  Atualizado: 02/07/2007 22:49
Colaborador
Usuário desde: 21/04/2007
Localidade: V.Nde GAIA-Porto
Mensagens: 1804
 Re: Ao meu afilhado
Belo soneto! E linda homenagem!

Parabéns!

Beijinhos

Enviado por Tópico
cleo
Publicado: 02/07/2007 23:41  Atualizado: 02/07/2007 23:41
Luso de Ouro
Usuário desde: 02/03/2007
Localidade: Queluz
Mensagens: 3855
 Re: Ao meu afilhado
"Ao ver-te nascer lindo, num berreiro.
Irei sentir o mesmo que vivi
Ouvindo esse choro do primeiro."

O nascimento de uma nova vida, é sempre um acontecimento maravilhoso!

E que bela maneira de receber essa nova vida... dedicando-lhe um poema lindo!
Parabéns madrinha!!


Beijo

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

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Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
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Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



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do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
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em guardanapos

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Sexto sentido

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(gera)



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Quando doer que seja
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(amasol)



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(TrabisDeMentia)
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