Luso-Poemas
Registre-se agora!     Entrar

Links patrocinados



Menu de poemas

Quem está aqui

198 visitantes online (87 na seção: Poemas e Frases)

Escritores: 1
Leitores: 197

martims, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

Poemas -> Tristeza : 

Assola-me o medo da solidão

 
Assola-me o medo da solidão
Nos olhos parados
De uma velha senhora
Sentada ao sol da escuridão.

Na memória
Vive o passado glorioso
Duma vida com história
Duma família feliz.
O ontem é o longínquo
Da casa cheia de cor
Do tempo sem abandonos
Onde havia calor.

O hoje não existe
Neste frio viver
Sem amor.
Depositada num lar
Caro paraíso
Onde ninguém a visita
Nem lhe dá um sorriso.

Vive porque o ar entra e sai
Dos seus pulmões
E o coração teima em bater
Em tristes pulsações.

Nos seus olhos parados
Ecoa o grito forte
De quem chama pela morte…

Assola-me o medo da solidão
Nos olhos parados
De um idoso
Que já vive sem ilusão
De viver…



Autor
MariaSousa
Autor
Textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data
Leituras 3943
Favoritos 0
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Partilhar
0
0
0
Recentes
Volto...
Nuvens despeitadas
Da varanda
Imagens
O ruído da mentira
Aleatórios
Brisa
Naufraga
Puzzle
Margens
Estou em paz
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Paulo Afonso Ramos
Publicado: 17/09/2007 19:52  Atualizado: 17/09/2007 19:52
Colaborador
Usuário desde: 14/06/2007
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2086
 Re: Assola-me o medo da solidão
O medo... da velhice e da solidão que se aproxima de cada um de nós...
Num momento de poesia muito bem conseguido.

Beijo AR

Enviado por Tópico
VeraCarvalho
Publicado: 17/09/2007 21:12  Atualizado: 17/09/2007 21:12
Super Participativo
Usuário desde: 13/02/2007
Localidade: Amarante/Porto
Mensagens: 170
 Re: Assola-me o medo da solidão
Maria,
arrepiou-me esta sua poesia, porque também a mim me assola o medo da solidão derramada nos olhos de um idoso!

Enviado por Tópico
goretidias
Publicado: 17/09/2007 21:25  Atualizado: 17/09/2007 21:25
Colaborador
Usuário desde: 08/04/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 1237
 Re: Assola-me o medo da solidão
E quem não tem?! Belo poema e a fazer a alma da gente escurecer... De tão verdadeiro!
Um beijo

Enviado por Tópico
Leo Marques
Publicado: 17/09/2007 23:33  Atualizado: 17/09/2007 23:33
Da casa!
Usuário desde: 01/09/2007
Localidade: Évora
Mensagens: 309
 Re: Assola-me o medo da solidão
Medo da solídão,medo da velhice acho que a todos assusta embora muitos não o admitam.Lindo seu poema e de reflecção também.Beijinho.Feliz semana.leo

Enviado por Tópico
Tália
Publicado: 18/09/2007 12:50  Atualizado: 18/09/2007 12:50
Colaborador
Usuário desde: 18/09/2006
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2503
 Re: Assola-me o medo da solidão
Tens razão Maria... tens razão... Linda reflexão

Beijos

Tália

Login

Usuário:

Senha:

Recordar senha



Esqueceu a senha?

Registre-se gratuitamente!

Leia também

Comentários Recentes

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...