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Poemas -> Dedicatória : 

Quadras ao Alentejo

 
A poesia é assim,
Bonita e luzidia,
Se fosse um bom poeta
Fazia-a.

Tentei rimar duas quadras
Lá na frente dum sobreiro,
Mas as quadras não saíram,
Por inteiro.

Triste e desmotivado,
Fui à casa do compadre;
O coitado fora enterrado,
P'lo padre.

Para aliviar as mágoas,
Mandei vir uma chouriça;
Estava dura de roer,
Qual cortiça.

Corri, andei, procurei,
Sem encontrar uma musa;
Vi lá longe uma ceifeira
De blusa.

Cheio de sede e de fome,
Sem conseguir as cantigas;
Fui comer a Barrancos
Umas migas.

Barrancos estava em festa,
Em festa de toiro bravo,
Vi um coitado a levar,
No rabo.

Vou terminar estas quadras
É assim o Alentejo,
Só tenho saudades dele,
Se o não vejo


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maduro
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
flavio silver
Publicado: 26/02/2008 19:15  Atualizado: 26/02/2008 19:15
Colaborador
Usuário desde: 24/09/2007
Localidade: barcelos
Mensagens: 1001
 Re: Quadras ao Alentejo
esteve muitíssimo bem nas suas quadras que são autenticos hinos ao alentejo.
eu tb lámorei, 3 anos.
muita fixe.
um abraço compadri

Enviado por Tópico
Alberto da fonseca
Publicado: 26/02/2008 19:43  Atualizado: 26/02/2008 19:43
Colaborador
Usuário desde: 01/12/2007
Localidade: Natural de Sacavém,residente em Les Vans sul da Ardéche França
Mensagens: 7052
 Re: Quadras ao Alentejo
Com que então compadre, você fez aqui em linda poesia uma bela homenágem ao celeiro de Portugal.
Não querem lá ver, que este magano é mesmo Alentejano!...
Gostei compadre
Um abraço amigo

A. da fonseca

Enviado por Tópico
maduro
Publicado: 26/02/2008 19:46  Atualizado: 26/02/2008 19:46
Muito Participativo
Usuário desde: 09/02/2008
Localidade: Santa Maria da Feira
Mensagens: 73
 Re: Quadras ao Alentejo
Não, meu amigo, sou transmontano, mas todo o país me pertence.
Obrigado.

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

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Como posso explicar
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Invasora
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Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



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muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
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em guardanapos

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Sexto sentido

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(TrabisDeMentia)
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