Poemas, frases e mensagens de Batista

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Batista

Algures no Facebook!

Um pouco de mim:
Reactivo mas pacifico.
Observador e tolorante q.b.
De resto, com o convivio saberás mais...

Sarilhos

 
Para armar um sarilho, basta agarrar no rastilho.
 
Sarilhos

Alea jacta est

 
Mesmo que não saiba
que anjos e demónios estão entre nós
o desconheço seus sorrisos
enquanto os sentimentos
estão em névoa
quem me dera ver o horizonte
e saber o que Este me reserva
mas os dados não estão em minha mão
estão sim, em mão do destino
que esqueceu ler o que o caminho
trouxe por mágoa no passado
será que haverá simples actos
ou meras fraquezas de esquecimento.

Só tu, Tempo, saberás o que digo.
Somente Tu...
 
Alea jacta est

Filho do Vento

 
Sou filho do vento.
Sinto os suspiros do Mundo ao meu lado
Ouvindo os lamentos, as folias, os sentimentos
Que me correm neste rio de movimentos.

Sou filho do vento.
Essas carícias percorrem no corpo
Como sedução de um amante
E dançando ao ritmo da brisa
Que desloca para o sonho real.

Sou filho do vento.
Atrai-me asas sensíveis aos olhos
Por entre sorrisos divinos
O que o mero mortal não esquece
Faz navegar no tornado dos sentidos
O que o coração a ti pretende.

Sou filho do vento.
O que não consta
Não precisa.
Não paro nas paredes das intrigas
Contorno-as e sigo em frente,
Para os campos da Felicidade,
Aguardando o Amor florescer.

Sou filho do vento.
Não paro.
Não esqueço.
Seduzo, suspiro,
Oiço o que dizem ao vento
Nesse manifesto do momento.

Sou filho do vento.
E não digam que é mero ar em movimento,
Esse rio confessor,
E professor,
Deste meu pai que és tu
Oh Vento.
 
Filho do Vento

Eu te vi

 
Deparava com a tristeza de não ter nada para fazer,
Quando em mim caiu-me uma realidade
Após ver a mãe a queixar de dores e de cansado
E constatar que o tempo estava a trabalhar no seu meio.
Vi a realidade que é envelhecer.

Fiquei angustiado com o que vira
E o que vai acontecer no futuro
O Tempo é mestre do ser…

E constatei com o Eu
O que me vai acontecer
E a realidade que nele habito
Deixo-me ainda mais triste, mais angustiado, mais consciente
Do tecido que é o Tempo.

E lembrei que teria de aproveitar todos os momentos
Com alguma coisa, com alguém, com algo,
Para provar ao filho da mãe do compasso
Que estive cá, vivi, constatei-te mas venci algumas batalhas…
… porque a guerra é toda tua…

E senti o que a porra da autoconsciência te faz
O que tenho de momento?
Nada… foi o que ouvi…
Nada recebemos, nada damos, nada…
Ecoou… nada…
Mas foda-se porque?
Porque o sofrimento que me causou só por ter visto o teu tecido?
Porque? Porque…
De novo eco…
Quebrado com um som, uma frase…
“Meu filho, não te confessas nem ao padre da paroquia,
O que tens?”
Por dentro, saí-me lágrimas,
Que não aguentava mais estar calado.

E eu, nada… nada me manifestei,
Porque soube naquele momento
Que ela sabia o que estava a pensar…
Comoveu-me…

Ela alevantou e saiu…
Passado um bocado por mim com os olhos mareados
E aperceber que tenho pouco mais que uns anos com ela
Porque aquele cabrão que é o tempo,
Já sabe que o topei…

Suspirei, alevantei, fui jantar com os meus velhos…
Meus queridos velhos…
E convivi…

Só espero que o malvado demore mais um tempo
Antes de os reclamar para si.
Só mais um tempo…

Dê lhes um forte abraço
Diz-lhes o quanto os ama
É tudo que ele nos vai deixar dizer enquanto nós mesmo
Tecemos no seu tecido…
 
Eu te vi

O que amanhã nunca soube

 
Não são por meio de cartas
De esferas ocultas
De estrelas decadentes
Ou espelhos fumados
Que vejo o futuro com olhos passados.

É, sim, com os actos do agora
E as acções do momento
Que procuro a resposta
Do amanhã que quis saber.

O sentimento de não existir
É me imposto sobre juros
Que me é cobrado ao segundo
Em porções de doses de solidão presente.

E dói!
Dói que nem uma faca afiada
Em pele desnudada acamada.
Espetando com força

Por cada palavra dita
Sem choques, sem respostas,
Em tormentas mil
Em acção de momento efémera.

Por cada palavra escrita
Por entre pensamentos, lágrimas
De chuva de Abril sentida,
As marés do vão preenchem
A pedra que é motor do argumentista.

…Suspiros…

Enfim, por palavra sim
Por palavra nim
O Não é presente,
É a afirmação de um amanhã
Que nunca soube prever
O que os olhos sonhavam
Por entre sombras esquecidas
Em mar de ocasos vindouros.
 
O que amanhã nunca soube

Césaria

 
Saudade é uma palavra portuguesa que hoje tem sabor de Cabo Verde.
 
Césaria

Sentir a chuva

 
Somos meras gotas de água
Num mar de temporais sem apelo
Cruzamo-nos por meros mestres do tempo
Sem nunca ver o céu com tons serenos.

Chocamo-nos e irritamo-nos
E fustigamo-nos
Sem aperceber que uma mera gota de chuva
Faz tanta diferença para aquele que morre de sede
Como para aquele que busca perfeição.

Paramos!
Escutamos o vento!
Por onde segue ele para levar este formigueiro de sentimentos?

Escutamos!
Sente!
A chuva está presente
E eu procuro um lugar
Que não seja ao sol...

E sigamos a corrente que percorre a Sybil das gentes
Nutrindo o nosso mundo com os mestres do tempo.
Vendo por entre os olhos de gente lunática
A chuva que mais desejamos
Aquela que bebe o jardim das almas.

E escutamos o nosso Mundo:
Com as iras, com volúpias,
Por entre angústias e tormentas,
E juízos de guerra e paz do sentimento.

Restando-nos o ser Louco
Que finta de frente o Destino do rio
Enquanto aguarda pelo nascer de sol
No jardim de almas, a Primavera florir
Regada por essa chuva
Que chamamos de Humanidade.
 
Sentir a chuva

Um novo capítulo

 
I

Virei a página.
E aí está. TODA vazia.
Sem nada para preencher.
Mas com um mundo novo
Cheio de certezas.

Sabia que um novo começo
Estava já ao virar do dia.
Acordei.
Lembrei.

Da loucura que fizera
No inicio do tempo das vacas magras.
E ela estava lá,
Com um brilho alexandrino.

Suspirei.
Orei.
E disse por fim para comigo,
Hoje é o dia
O dia de escrever um novo capítulo
Na minha Vida.

II

Tinha já ponderado as situações
Exorcizado os fantasmas que me atormentava
Colhido alguns dos frutos que já foram plantados
E arados os campos para novas Ideias.

Sabia o que vinha aí
E sabia que tinha de mudar.
Virei a página.

Orei!

Orei por sabedoria.
Sorri num facto curioso.
O meu amigo estava de novo por cá.

Presente!

Esse Sete malandro voltou aparecer.

Sorri. Senti o vento.

Inspirei e acordei.

Este é o momento da afirmação.
Este é a certeza que me faltava.
Este é o tempo das minhas preces
Estas são as sombras que não me posso esquecer
Estes são aqueles que sei quem são
Este é o vento da mudança
E este é o agora do meu amanhã a chegar.

10-11-10
 
Um novo capítulo

Espada

 
Traça no vento
Um brilho reluzente
O som do metal.
 
Espada

Ritmo a dois

 
Vem, vem dançar comigo
Ao som das estrelas
Do teu passado esquecido.

Vem, vem vibrar comigo
Todos os tempos que detemos
E que possamos encontrá-los juntos.

Vem, mas vem comigo,
Ao monte cinco das verdades
Para plantar a felicidade
Nos campos da vida
Junto ao rio do conforto.

Vem comigo, vem
E verás o mundo novo a chegar
Esquecendo a tristeza que trazes
Nesse teu sorriso de encantos fado.

Vem. Já disse. Vem.
E o fruto do momento será pedra
Do nosso lar que queremos ter
Nas brumas do amanhã.

Acabadinho de sair da lota dos pensamentos...
 
Ritmo a dois

Pensamento (2014_Set)

 
Apesar dos caminhos que andamos sempre encontramos alguém
Que nos faz pensar e sentir
É isso que enriquece o nosso espírito - conhecer.
 
Pensamento (2014_Set)

Palavras soltas ao Vento

 
Sentido único! Para onde é que este caminho nos irá dar?

Sons, ecos, conversas soltas ao vento.
... meios sentidos...
... meios convívios...
... meias emoções...
... meias mentiras...
Riscos em arcos de templos.

Entrar? Sair? Seguir?

Aguço o sentido, aguço o ouvido...

São sons despertos para quem escuta o silêncio.
Sons de vidas escolhidas.
Sons que querem verdades empíricas.
Sons de afirmações de egos esquecidos.
Sons de pedidos como batidas de fundo.
Ecos de memórias varridas ao vento,
Ecos de imagens, de sentimentos e de sacanagens,
Ecos de desejos forçados por entre olhares trocados,
De quem sabe o que quer
De quem sabem o que tem.

São palavras soltas ao vento.
São palavras que o padre não pode reter.
São momentos de efémero certame,
São certezas que o sonho não será traído,
São pedidos de união ao coração correspondido,
São sons de acústica a ecoar ao sabor do vento.

Tons, palavras, idiomas, silêncios,
Tudo numa torre de Babel a ecoar num espaço fechado.
São palavras vãs perdidas no tempo.
São orações aos deuses por meios profanos.
São os sabores da Vida em sujeitos marcados
Esquecidos com o tempo mas não da idade.
São lágrimas de demónios, de anjos, de humanos,
São lágrimas de pecadores, de santos, de sofredores,
São borras de café,
São sinas de chá,
São o tudo e o nada num único sentido.
O tempo.

Entrar? Sair? Seguir?

Entrar numa onda de mudança
Entrar em esperança do ouvir Sim
Entrar em negação com o mundo
... sigo os caminhos que desejo percorrer...

Entrar? Sair? Seguir?

Sair do estado de monotonia
Sair da construção do desastre
Sair e fugir para um mundo que é seu
... sigo as pisadas do Sol na busca do momento...

Entrar? Sair? Seguir?

Seguir o que?
A ovelha? A moda? A intuição? A sorte?
O ser? O Homem? A Mulher? O Amor?
O coração? A mente?
Seguir quem? O quê?
Seguir uma acção que consta em ir por um caminho?
Seguir por uma via onde o som ecoa em direcção ao mar?
Para um mar de sentido único...
... sigo o que o coração quer neste momento...

O sentido percorre no Ser
E escuta o que o vento te diz.
Não ouves o som do silêncio a vir por meios
De ecos dispersos do templo da alma?

Para! Escuta!
Entra! Sai!
Segue o caminho que tens escrito
Por meios de tinta
As linhas do Ser.

@Setúbal, 2-2-2009

(in Palavras soltas ao Vento.)
Conjunto de textos que foram compilados para o concurso de 2009 de Azeitão.
 
Palavras soltas ao Vento

Senhor Summer's

 
Personagem estranha essa
Que vê os primeiros frutos a surgir
Que sente que o calor anda no ar
Que corre para o mar como se Amor se tratasse.

Personagem estranha essa
Que põe brincos de cerejas,
Um chapéu de palha,
Lança foguetes de folia
E diz que não viu a chuva a passar.

Personagem estranha essa,
Que parte a melancia com um bastão para se divertir
Que toca e foge após soar a campainha da vizinha
Que faz olhos de cordeiro à filha do pescador.

Personagem estranha essa
Que todo mundo o procura o ano inteiro
E deseja-o sempre com um um sorriso regalado
Que vai de orelha a orelha.

Personagem, sim, estranha!
Não diz nada à sua Prima,
Prepara a vinha ao seu irmão,
E foge do parente mais frio para não o aturar...

Personagem estranha, de facto, esta,
Que ainda não o vi,
Nem o ouvi ou mesmo o senti
Em todo este ano.

Por onde andaste tu, meu magano...
Por onde andaste tu...
 
Senhor Summer's

Tudo pode ser melhor

 
Tudo pode ser melhor por meio de palavras
por meio de ideias, por meio de sentimentos,
mas para quê?
Tudo mantém-se com o mesmo abismo de tristeza
ninguém dá um passo para o abraço
ninguém escuta os gritos do vento
ninguém sabe o que é solidão do desespero...

Como pode tudo poder ser melhor?
COMO?

Cortado os laços, cortado na voz,
tudo desmoronado por meios de vazios toques,
ninguém sabe o que é a dor do silêncio...

É isolamento puro.
Esquecimento...

...
...
...
e...
e ouve-se um tinitar de sino...

O que será isto?

Pior é impossível,
será que tudo poderá ser melhor,
após chegar ao chão da realidade?

Parece que finalmente posso ser livre,
para que tudo possa ser melhor,
pois não há mais nada que temer...

Aquele tinitar de novo...
Será que é que os crentes lhe chamam de Esperança?
 
Tudo pode ser melhor

Filosofia nos actos

 
Pode o sonho se transformar em realidade
Quando o impossível é mais tangível
Do que o real possível?

Não saber os actos que nos promovem
Com as leis do saber
Faz deslizar para dois sentidos,
Pela virtude do trabalho
Pelo vício do ócio
Mas esquecendo o que realmente é importante
Por qualquer caminho que tomes
Irá ter valor nulo
Se o coração e mente não se ligarem.

Pode uma semente ser árvore
Sem ser plantada, sem ser regada, ser ter luz?

Penso que a resposta
Poderá estar ao virar da esquina
Num mundo que é verdadeiramente grande.
 
Filosofia nos actos

Pescadores

 
Pescadores de homens
Pescadores de mentes
Pescadores de certezas
Do pão dado do dia-a-dia
São gentes que sabem
São gentes que vivem
Com o tempo presente
E o coração no amanhã
Dos seus filhos em mente.
 
Pescadores

Asas

 
Cresce nos montes
Nasce nos sonhos
Vive nos sítios mais incríveis
Demonstra possuir uma atitude real
Mergulha no seu apolo do mundo
Como também voa no silêncio profundo.

Ser, entidade,
Quem? Mocidade?
Voa? Como?
Onírico?
Talvez!
Pois tudo o que faço
faço-o por ti.
É o lema dele.

Afinal quem é?

É o ser do sonho
que ganha asas.
ASAS de esperança
que navegam
em sonhos,
fortalecem nos montes
tem um voou arrasante
real até.
Seus amigos
os mais reais
águias e falcões
e os mais intelectuais
corujas e mochos.

Afinal quem é?

És tu...

Quando sonhas...

Em poder voar...

30-9-2000
 
Asas

Uma lágrima caiu do céu

 
Uma lágrima caiu do céu
Uma simples, mas brilhante, lágrima
Caiu, mas foi reparada por alguém...
Esse alguém foi um mundo
Um mundo incompreensível
Um mundo invisível ao olhar mais cínico,
Mais negro, mais impuro...
Algo foi sentido, alguém o quis partilhar
Mas houve quem não quis o presente divino
Contido numa pequena reluzente gota de água salgada.
Cheio de bondade, cheio de fé, cheio de paz...
O que importa é que foi notado por mim,
Por ti e por todos os que viram
E que viram com os olhos da alma
Um sentimento de um anjo...

@Setúbal, 06-07-2004)
 
Uma lágrima caiu do céu

Tempo

 
O tempo é amigo da inspiração, mas inimigo da perfeição.

É curioso quando surge um pensamento,neste caso, surgiu ao teclar com o Alemtagus no chat.
 
Tempo

"Naquele dia"

 
Naquele dia roubaram um movimento
Debaixo de lençóis estendidos ao sol
Tiraste-me o coração da timidez
Enquanto fui tolo sem nunca perceber.

Naquele momento me tiram a alegria
Devido ao ciúme que surgiu
Nos eternos e efémeros momentos
Da cascata dos tecidos secos.

Naquele instante a confiança foi destroçada
Não por falta de falas ou de valores
Mas por causa do ciúme pré-posto
Caído em vil língua inocente.

Naquele dia vi o que quis ter
Mas que foi roubado, destroçado, queimado,
Por palavras vãs, cruéis e impuras
De bestas sem coração e de maldade pura.

Naquele ano foi-me desgraçado
Por não ter o que queria
Por não ver o prazer que a estupidez humana
Podia dar em vil tóxico que é a inveja.

E agora neste momento
Suspiro por amor, amizade,
Confiança, Esperança, integridade.
(Esperança de fé não é de certeza.)

A partir deste instante
O não acabou o império
E a Vida regada em fontes verdes
De novo ciclo, mas de pesar, flui.

Esperança é algo que o humano tem
Mas que todos dias é posta à prova.
Esperança é sempre a última a fugir
Última por muitos, mas primeira no coração.

Aguardo o novo mundo
Aguardo o momento do nascer
Aguardo a aurora
Aguardo um sinal que diga Sim.
 
"Naquele dia"

P de BATISTA