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Acumuladores

 
Acumuladores compulsivos são pessoas que acumulam um incontável número de objetos, na maioria das vezes sem valor ou que já não mais os tem como antes, em sua própria casa ou em outros lugares. Desnecessário citar aqui todas as consequências prejudiciais à circulação dentro da casa e todos os problemas de saúde relacionados. Se a pessoa não aprender a se desapegar de tudo aquilo só irá piorar, certo?
Então...porque falo isso? Existem pessoas que acumulam mágoas e ressentimentos. Elas simplesmente não conseguem esquecer. Passa o tempo, e tudo continua ali. Decepções, agressões, lembranças vivas e dolorosas. E tudo vai se acumulando, impedindo a livre circulação das boas energias e dificultando mais ainda a eliminação do que nos fez sofrer anteriormente. POR FAVOR, não estou dizendo aqui que não há motivos para sentir essa dor. Qualquer traição ou agressão a princípio nos faz sofrer, mas há sim algumas vezes que, na verdade, existe uma hiper vontade do orgulho em não admitir que possa haver um outro ponto de vista, e que não ocorreu qualquer intenção de violência, mas isso é outra história. Todos nós ao longo da vida somos atingidos pelo outro, principalmente pelo outro mais próximo.
Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel no livro “ Caminho Verdade e Vida, no capítulo “Aflições” nos fala sobre os dias de inverno ríspido que passamos ao longo das estações. Ele deixa claro que não é proibido chorar, claro que não, mas relembra da acessibilidade universal de Jesus Cristo. “ Não ouvidemos, portanto, que nas aflições é imprescindível tomar-Lhe a sublime companhia e prosseguir avante com sua serenidade e seu BOM ÂNIMO “
É compreensível que muitas vezes esse rancor venha de muitas vidas anteriores...mas em alguma delas isso vai acabar, podem ter certeza...
Mas voltando....a energia vai com o pensamento certo? Já está mais do que provado que essa energia boa ou ruim afeta a vibração das moléculas de água. Vixe!!!!! Nosso corpo, é formado de, com variações pessoais, de 70-75% de água. Estão percebendo???? Nossas mágoas, nosso ressentimento, nosso ódio, desejo de vingança, tudo isso faz com que fiquemos doentes, já que nosso corpo recebe toda essa energia negativa. Todo bem viver físico depende essencialmente do metabolismo da água. E vamos pro médico, sem conseguir definir nosso problemas, e acabaremos tomando os milhões de ansiolíticos que são prescritos (inclusive por mim)
Já notaram que as pessoas que tendem a guardar muitas mágoas são mais reclamonas, geralmente se queixando de algo, acreditando que é um triste carma? Não acreditam que podem encontrar a felicidade, não mostram sorrisos verdadeiros e muitas vezes se resignam na dor, quando na verdade não é assim que funciona. Não é essa resignação orientada por Jesus Cristo. Tenhamos fé, acreditemos em nossos sorrisos...sim, sorrir!!!!!!!!!!!
Só existe uma forma eficaz de resolver isso, de esvaziar o corpo de maus pensamentos, de reciclar as energias: Perdoar!!! Perdoar os amigos e os inimigos. O Mestre ao dizer que deveríamos amar nossos inimigos, não disse que deveríamos ter ternura por eles, mas sim que deveríamos entender, respeitar, ajudar e apoiar. Ternura diz respeito a espíritos afins. Agora, já notaram como é mais difícil perdoar o mais próximo????? Parece que dói mais quando vem de quem amamos. Na verdade, é que em relação aos mais distantes dizemos que perdoamos, por não ter muito contato ou coisas assim, mas não perdoamos de fato. Mas os próximos!!! Releiam o post de ontem da cerâmica...sugiro isso.
Se estamos acostumados a perdoar, mesmo as mais graves, se isso já é natural em nós, essas coisas magoam, mas logo passam, e não acumulam...seguimos em frente com “ serenidade e bom ânimo”, mas para quem não tem essa facilidade isso infelizmente não acontece.
“ Vigiai e orai” sempre sempre e sempre! A oração sincera muda nossa frequência, já falamos n vezes sobre isso, então rezem...exercitemos...comecemos com os pequenos perdões, agradeçamos porque, como diz Dr Inàcio, nossos agressores são benfeitores às avessas, uma vez que fazem com que reavaliemos nosso íntimo, mostrando o que está fora, qual o nível de nosso orgulho. Pedir perdão é se arrepender, é tentar corrigir se possível, e prometer não mais repetir: “ Vá e não peques mais”, mas aquele que perdoa demonstra uma caridade sublime, mostra o quanto deseja ser feliz. Não revidemos, respiremos fundo, conta até 10, sei lá, até mil, mas não iniciemos a discussão.
Não acumulemos, entreguemos à terra, que saberá reciclar toda essa energia trevosa em lindas borboletas. Fiquem com Deus.

Quando falo do Post de ontem me refiro ao seguinte: "Quando os japoneses reparam objetos quebrados, eles enaltecem a área danificada preenchendo as fissuras com o ouro.
Eles acreditam que, quando algo sofre um dano e tem uma história, torna-se mais bonito.
A arte tradicional japonesa de reparação de cerâmica quebrada com um adesivo forte e spray, imediatamente após a cola, com pó de ouro, chama-se Kintsugi.
O resultado é que as cerâmicas não são apenas reparadas mas tornam-se ainda mais fortes do que seu estado original. Em vez de tentar esconder as falhas e fissuras, estas são acentuadas e celebradas como as que se tornaram, agora, as partes mais fortes da peça.
Kintsukuroi é o termo japonês para a arte de reparar com laca de ouro ou prata, o que significa que o objeto é mais bonito por ter sido quebrado.
Levemos essa imagem para o terreno do humano, ao mundo do contato com as pessoas que amamos e que, às vezes, ferimos ou nos ferem.
Quão importante resulta a reparação!
Como é importante também entender que os vínculos fissurados ou quebrados e nossos corações machucados, podem ser reparados com os fios dourados do amor e se tornarem mais fortes.
A idéia é que quando algo valioso se quebra, um bom caminho a seguir é não esconder sua fragilidade nem sua imperfeição, e repará-lo com algo que toma o lugar do ouro - vigor, virtude...
Isso mostra as imperfeições e fragilidades, mas também é uma prova de resiliência: a capacidade de recuperarse, e são dignos de muita consideração."
 
Acumuladores

Atitude

 
“Crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem e estremecem ( Tiago, 2:19)

Tiago nos deixa claro, e de certo modo sem graça, diante de nossa infantilidade. Sim, claro, acreditar em Deus é fundamental, mas isso nos diferencia em que? Acreditar apenas será suficiente para que consigamos seguir o Caminho? Como, se nem ao menos temos Fé. Há espíritos infelizes, mais evoluídos que nós, muito mais, intelectualmente, que acreditam Nele, mais que nós mesmos, e o temem por isso, por saber de Seu poder.
Peço a Deus a cada manhã que me ajude a transformar a minha vontade de ter Fé, em Fé de fato, em Fé viva. Nos diferenciaremos quando deixarmos de encarar o Evangelho como lições distantes em Tempo e Espaço, quando entendermos que a Boa Nova é uma ATITUDE , que aliás já está gravada em nossos corações. Não desanime, “ o que te parece derrota, muitas vezes são vitórias”, já dizia Emanuel.
Quantas vezes paramos, baixamos a cabeça e temos a vontade de chorar? Quantas vezes nos faltam “toques”? Quantas vezes nos julgamos injustiçados, como se colocados a parte do que acontece a volta? Sejamos exigentes conosco, isso sim!!!! Quem somos nós para falar de injustiça? Nosso papel é sermos caridosos. Por acaso o Mestre Jesus disse em algum momento que longe da justiça não há salvação?? Creio que não...
Devemos sim amparar os corações frágeis que estão ao nosso lado, e que ali estão, tenham certeza, para que façamos a nossa melhor parte. O vento não traz golpes, mas inspirações, e seus valores variam de acordo com nossa vibração.
Respiremos fundo, levantemo-nos...Já passaram os 5 minutos permitidos, agora voltemos a fazer o que viemos fazer, ou comecemos talvez. Alimente seu próximo do que você tem de melhor, mesmo que ele não entenda ainda o valor disso.
Ter Fé é o somatório da certeza com suas boas atitudes. Tenhamos Fé.
Deus abençoe a todos Nós
“ Carlos Correa”
 
Atitude

Surpreenda-se

 
 
“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.”
Mateus 11:28

Mas qual será o significado disso? Ir a Ele significaria uma oração, ir à Igreja, ir à um templo ou Centro? Como faremos para ir até Ele??

O poder de uma oração é inegavelmente imenso quando realizado com Fé, humildade e sinceridade, mas acredita que seria apenas juntar a palma das mãos se ajoelhar e pedir?

Parece que quanto mais tentamos mudar, quanto mais tentamos ficar em pé, mais somos jogados sobre os joelhos de encontro à terra, mais somos golpeados, parece até que o vento é inimigo...

O vento? Nunca...precisa reaver sua memória, transportar o que aprendeu nas linhas, onde está sua Fé? Se o vento o joga no chão é porque você não consegue ficar em pé, é fraco ainda, não percebe? Achou que seria fácil chegar próximo à porta estreita? Pobre criança, e ainda está tão longe...

Mas foi Ele quem disse para irmos em Sua direção quando a dor surgisse e que invariavelmente viria. Mas onde Ele está?
Bem, em todo lugar, Ele ouve seu chamado, mas é você quem terá de mover os pés...causa e efeito lembra? Procure-O em cada coração, levando Sua Palavra, diminuindo a dor de quem está ao seu lado, oferecendo “água a quem tem sede”. Saia do quarto, descruze os braços, na inútil desculpa de que está triste, orgulho ferido isso sim! Tal atitude de fraca fé só o atrasará mais e mais. Não culpe o vento por suas próprias fraquezas, o vento apenas aponta cada uma delas. Levante-se, logo não mais poderá se esconder sob o manto azul.

Ir até Ele significa caminhar na direção do próximo, não entendeu ainda uma regra básica de lógica. Só chegará a Deus através Dele, e chegará a Ele através do que o cerca, fazendo o bem à Natureza em sua totalidade e perfeição...não conseguirá chegar diretamente à Ele, não por enquanto ao menos, sinto lhe informar, mas já era hora...

“ Vinde a mim os aflitos” significa dizer que o amor cobre uma multidão de pecados, aliviando a sua dor, tudo está interligado...não são Palavras soltas, ligue os pontos... A vida onde está agora tem um propósito, não são férias...

Persevere, não permita que as quedas que obrigatoriamente acontecem, o façam desistir, elas farão suas pernas mais fortes...Surpreenda à você mesmo e seja feliz meu filho, sorria o sorriso da criança, seja um lampião em meio à escuridão, inclusive à sua própria...Fiquem com Deus.
 
Surpreenda-se

Quem são eles?

 
A maioria de nós conhece o ditado popular: “ Diga-me com que andas e te direis quem és”. Há algo muito errado nesta frase, há algo abafado, escondido. Conseguem perceber?? Ela tenta tirar toda a responsabilidade por nossos próprios atos. Somos de um determinado jeito, temos um certo tipo de caráter, por causa dos outros. Agora...invertam. Desloquemos em nossa direção essas responsabilidades: “Diga-me quem és e te direis com quem andas”.
No dia a dia falamos de “encosto”, “presença ruim”, “assombração”, “coisa ruim”, “fantasma”, “alma do outro mundo”, obsessor...e pedimos, quase imploramos para que tais “entidades” sejam afastadas de nós, afinal seriam elas as causadoras de nossos insucessos e perdas. Não vai funcionar...(aliás quantos nem mesmo tem coragem de assumir do que estão com medo..., mas deixa prá lá...). Chico Xavier dizia que, quem tem menos, tem 7 espíritos ao redor...mas quem são eles? Obsessores? Falamos em obsessão e, de imediato, já pensamos em demônios e afins....ei...pessoal...Magos Negros e Dragões ( sim...alguma dúvida de que eles existam???) não se importam com a gente, não diretamente...não temos essa importância em individualidade. Lógico, há exceções e cada caso é um caso, mas na maioria das vezes, na imensa maioria das vezes, NÓS é que convidamos os que estão à nossa volta, de fato NÓS gritamos por eles através de nossas atitudes.
Quem são afinal? São espíritos menos evoluídos moralmente (prestem atenção que não usei a palavras “maus”) que “nós atraímos por nossa vibração negativa e se realizam participando de nossas imprudências e estimulando-as.” Não são eles que nos fazem usar drogas( na maioria das vezes), eles vem porque as usamos, não são eles que nos fazem beber em excesso, eles bebem junto de nós porque nós o fazemos. Eles só pioram as coisas...Mas também existem aqueles que, por nos amar demais, permanecem, de forma equivocada, ao nosso lado. São apenas pouco esclarecidos, ainda não entendem como fazer. Alguns desejam vingança, outros ainda, nem sabem o que querem. Muitos dos que hoje chamamos de obsessores, e fazem “barulhos” em nossa vida, são antigos companheiros. Verdade é que todos eles nos sugam vital energia.
E o que fazer? Mandá-los embora? Pedir aos Pretos-Velhos que os levem embora? Ir nos Centros para tratamentos espirituais apenas? Pior...pagar por “trabalhos”? Aliás...RESPEITEM os Pretos e Pretas-Velhas, respeitem a Umbanda, respeitem as diferentes crenças e religiões. Voltando ao assunto...Lembram do orgulho? Lembram do perdão? Pois é... em muitas ocasiões fomos nós os primeiros a fazer mal a eles, então peçamos perdão. Temos de convencê-los, sem orgulho, que evoluímos, que nos perdoamos ( será?), que, hoje, podemos amá-los e que amamos na prática.
Sabem porque o “ Evangelho do Lar” deve ser realizado em voz alta? Um dos motivos vem do fato de que diversos espíritos que estão ali participando conseguem ouvir a nossa voz, mas não a dos espíritos moralmente superiores a eles, então, através de nós, do Evangelho semanal, podemos levar a eles a Palavra de Jesus Cristo, a Boa Nova. Muitos que estão ali, e nem sabem como chegaram, acabarão por ouvir. Façam o Evangelho do Lar, mesmo que “sozinhos”. Perceberão logo logo a diferença.
Através da Oração, do Evangelho, dos estudos, da opção pela Reforma Íntima podemos mostrar aos que nos rodeiam, como é importante a evangelização, nossa e de todos em qualquer dimensão. Alguns entenderão e iniciarão suas reformas morais e com o tempo nos perdoarão...o obsessor agora um amigo, velhos amigos que se encontram e se abraçam e oram um pelo outro. Outros não...livre arbítrio! Mas a simples alteração de nosso padrão vibratório já não permitirá que continuem nos afetando tão drasticamente. Entendem? Libertamos a nós e a eles...o mundo precisa tanto disso...Esse mundo de expiações e provas que logo entrará em nova fase. Não fiquemos “ nos achando”, vou repetir várias vezes, Missão é coisa para Espíritos Superiores, para nós outros, os 99,9%, viemos para refazer o Caminho, para aprender a sorrir, através do perdão e da caridade. Muito mais expiação do que superar provas. Hora de acordar!! Temos que diminuir as diferenças entre nós encarnados e entre nós e os desencarnados. Alias...lá vem o aliás....desencarnados??? Segundo Dr. Inácio o único Espírito totalmente desencarnado que já passou por aqui foi Jesus Cristo. Diria então semi-desencarnado. A diferença entre os dois lados é apenas uma maior ou menor densidade da matéria... mas isso é outro assunto...
Deixo aqui ao final deste texto um trecho do Evangelho de Mateus; “ não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos”. Então, se Ele não desiste de nenhum de nós, quem somos para não perdoar. Perdoemos a nós mesmos ( porque a culpa e o remorso nos levam à um lago de lodo difíceis de sair), perdoemos nossos irmãos. Perdoar, perdoar e perdoar de novo e se, precisar, perdoar mais uma vez. Lembremos que o verdadeiro caminho, que a Verdade está em Jesus Cristo.
Não importa se você é espírita, católico ou umbandista, se acredita nessa ou naquela religião, importa se reconhece o Reino de Deus em seu coração. Recordemos que “ Nosso Lar”, uma das primeiras colônias espirituais do Brasil, fundada por portugueses, não é espírita. André Luiz em nenhum momento faz referência a isso, mas sim uma colônia espiritualista. Sim, ESTOU Espírita, e por favor entendam o que falo, digo isso porque minha fé me traz a certeza de que esses “rótulos” deixarão de existir nas moradas mais evoluídas de nosso Pai. Lá o que existe é o amor, como ainda não temos a capacidade de entender...temos de aprender a dar as mãos uns aos outros e encontrar o Caminho. Estou Espírita, Filosofia, Ciência e Religião em que acredito, que me trouxe respostas e lembranças, mas SOU apenas um espírito comum, ainda totalmente errado, que procura aprender a caminhar com as próprias pernas através de Jesus Cristo. Assim somos eu e você. Deus nos abençoe.

Inspirado em Livro: A Vivência do Evangelho Segundo o Espiritismo
Autor: Édison de Oliveira/ Taidê Gomes Schumacher
 
Quem são eles?

Sabes escrever? bem? és o melhor? ou um dos melhores? Se és, quero que saibas que estou muito feliz por te ter no nosso meio, a escrever

 
http://youtu.be/DoqQGU2ek3M

http://youtu.be/81j2ADXjm2k
 
Sabes escrever? bem? és o melhor? ou um dos melhores? Se és, quero que saibas que estou muito feliz por te ter no nosso meio, a escrever

Proteção,respeito e amor aos animais de estimação

 
Eles chegam, invadem nossas casas, conquistam nossos corações, quando percebemos já ocupam nossas camas, instalam-se em nossos sofás, roem nossos sapatos, destroem o que encontram pela frente e etc. É isso que acontece com qualquer pessoa que leva para casa, um animal de estimação. Estes bichinhos encantadores, carinhosos, travessos, às vezes maus humorados, nos enfeitiçam, enchem nossas vidas de alegria e amor. E se não ficarmos atentos, abrimos os olhos, viramos refém de seus caprichos, manhas e pirraças. Uma vez que nosso apego por eles é tão grande, que passamos a tê-los em nossos pensamentos, em nossos corações. De certa forma, eles mudam nossas vidas, nossos hábitos, nos fazem ver a vida com outro olhar.
Uma coisa é certa, você ganha um amigo, alguém que vai se apaixonar por você, lhe seguir aonde você for, e lhe defender, caso seja necessário. Porém, se você não for capaz de amar estes bichinhos, não for capaz de cuidá-los até o fim, não os iluda. Eles têm sentimentos, merecem respeito, dedicação, e se os abandonar é crueldade. Não esqueça que, a atitude que você não gostaria que tivessem contra você, não deve querer para ninguém, ainda que seja um animal de estimação. Portanto, pense antes de ter um, pois você será responsável por, seu bem-estar, a sua saúde, a sua vida. Sim, porque tem pessoas que agem na emoção, e quando se dão conta de todas as responsabilidades que terão de assumir em relação ao animal, se arrependem e por vezes os abandonam covardemente, os deixando a mercê do destino, rompendo com ele o elo de amor que foi criado. Há outro tipo de pessoas que os maltratam, agridem, esquecendo de que estão cometendo violência com um bichinho, que nem sabe se defender. Então antes de pegar um animal de estimação, avalie todos os prós e os contras. Não esqueça que um animal não é uma mercadoria. É uma vida, que a qualquer custo deve ser respeitada e preservada.
E para reforçar este meu olhar, vamos nos transportar para alguns séculos atrás, onde o criador de MONA LISA, Leonardo Da Vinci, com seu olhar revolucionário disse:
“Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.”
 
Proteção,respeito e amor aos animais de estimação

POR QUE NÃO FALAR DE FLORES?

 
POR QUE NÃO FALAR DE FLORES?
Por EstherRogessi

Essas personagens de peculiar beleza; obra do pintor-mor da natureza, e autor de nuances infindos.
A visão de um campo florido, ou de uma simples flor nascida na fresta de um muro maravilha-me às vistas.
Cada uma delas – às flores – embevece-me, enternece-me. Desde às do campo, até as mais raras. Contemplo-as, preferindo-as sempre, onde Ele as plantou, para que assim, eu possa por mais tempo deleitar-me em vê-las (...) “O verdadeiro amor dá liberdade ao ser amado”. Satisfaz-me mais vê-las bailar ao vento, que prisioneiras em vasos d’ouro. Aliás, grades de ouro cravejadas com brilhantes, não deixam de serem prisões. Dentre elas, uma é rainha: a “rosa”, tão perfeita... que, o Criador decidiu, colocar-lhe uma sebe, proteção natural – os seus espinhos – autodefesa para os percalços do caminho.
 
POR QUE NÃO FALAR DE FLORES?

A QUESTÃO DA MENTE BRILHANTE (EDUCAÇÃO)

 
Cientistas fizeram uma experiência com jovens e crianças, por algum tempo. A experiência tratou-se de retirar estes jovens da sala de aula e da convivência com a família e amigos (por algum tempo), e coloca-las em contato permanente com profissionais brilhantes em algumas áreas do conhecimento, ou seja indivíduos PHD.

Para resumir, depois de algum tempo de convivência e de experimentos junto aos profissionais brilhantes, os jovens demonstraram uma aptidão mental também brilhante e bastante evoluída. Quando os jovens voltaram à sua antiga vivência, na escola e na família, em princípio, pareciam também superdotados. Porém, com o passar do tempo, foram novamente assumindo uma curiosidade limitada, como a de seus colegas, professores e familiares.

Particularmente, entendi que o experimento quis confirmar o fato de que, depende com quem convivemos, e como o fazemos, somos mais ou menos inteligentes.

Creio que, se fosse dado a todos os jovens oportunidades iguais, de convivência com brilhantes profissionais, e fazendo sempre coisas consideradas grandiosas, todos se sobressairiam como superdotados, pois teriam sempre à sua disposição tudo o que precisariam para suas experiências científicas, além de conviver com indivíduos com PHD em alguma área do conhecimento.

Sou da opinião, que essa experiência é relevante, é quase humilhante, pois, nas escolas e na família, como na sociedade, não temos uma estrutura econômica e humana pronta para receber nossos jovens, quando sua mente está em condição de curiosidade, tanto científica quanto em relação a algum conhecimento que pretendem adquirir e confirmar a sua veracidade, ou não.

Nas nossas famílias, o PHD dos pais, se relaciona com o pagamento das contas em dia, pois o salário não oferece uma vida digna, onde se pode ir além e aquém, nos estudos mais evoluídos.

Nas nossas escolas, o PHD dos professores não consegue evoluir além de querer e tentar atender a todos os alunos tanto individualmente, ou em grupos, pois falta tempo, falta material, falta estrutura para que haja um excelente atendimento às verdadeiras necessidades dos alunos. A mente brilhante dos professores, se esgota e tropeça na má vontade dos alunos, na indisciplina, na impossibilidade de oferecer-lhes o que há de última novidade em tecnologia ou mesmo em descobertas científicas, para que eles, por sua vez, produzam uma mente mais bem dotada.

Não se pode, simplesmente, jogar pais e professores em uma vala comum, dizendo que não possuem mentes brilhantes.

Nota-se que a experiência foi feita em total retiro dos alunos de suas famílias e escolas – onde estão problemas de toda ordem – e tiveram plena convivência com mentes PHD, com experiências PHD, e tiveram todo o material necessário à sua disposição para um aprendizado de alta qualidade, todo o tempo do mundo à sua disposição, para poder pensar, raciocinar junto com seus professores PHD, onde, enfim, provaram que a mente humana, na sua totalidade, é bastante dotada, quando tudo está ao seu favor.

Por isso, quando falam em mentes brilhantes, eu me arrepio, de dor e de revolta, porque, como professora, no decorrer do caminho, sinto-me empobrecer daquilo que me considerava perto do brilhantismo, inserida em um sistema que desvaloriza completamente a educação e os educadores, e, desta forma, joga a mente brilhante dos nossos jovens e crianças, no caminho da quase ignorância dos melhores valores e das melhores oportunidades de conhecimento que a vida oferece, a cada instante.

Estamos vendo, dia-a-dia, a mente brilhante dos nossos alunos ir se apequenando diante da insensatez de governos, instituições e indivíduos, que massificam-nos a todos, porque colocam a ambição, o poder e o lucro acima de qualquer ação que traga um benefício real à educação (e, quando digo educação, incluo saúde, infraestrutura, salários, honestidade, etc.)

Não façam mais tantas experiências envolvendo o que os jovens poderiam vir a ser. Deem-lhes condições reais e concretas para que eles desenvolvam a mente brilhante e superdotada que está adormecida dentro de cada um.

Saleti Hartmann
Professora/Pedagoga e Poeta
Cândido Godói-RS
 
A QUESTÃO DA MENTE BRILHANTE (EDUCAÇÃO)

Candeeiro

 
 
Difícil estar aqui. Viemos com um objetivo e na maioria das vezes nos perdemos. Culpamos o meio que nos cerca, lançamos nossa ira aos que nos rodeiam, culpamos lembranças não acessadas, culpamos e estacionamos, de novo e mais uma vez.

Um dia ( seria uma noite, ou quem sabe madrugada?) as notas encantadas do piano nos dizem para confiar no que somos e despertam e crescem, um a um, sentimentos vivos, instrumentos talvez. Abrem nossas mentes em uma nova mas tão antiga visão.

Nada mais importa, não percebem? Agora não importa se parece longe, não importa se de maneira egoísta digam que não é por aí, por algum motivo o fazem...o coração diz e mostra o contrário.

Não importa se estamos distantes ainda, já podemos visualizar o caminho de teclas pretas e brancas. Batam no peito e gritem à natureza "estou aqui, eu faço parte de você" e no candeeiro que pulsa e impulsiona se acenderá a chama. Nada mais importa eu confio na Luz que ilumina meu coração.

Amem, não sabem ainda como? Aprendam, não percam qualquer oportunidade de fazer o bem, de sorrir, de ser luz e melodia. Ser humilde é ser valente, seja simples. Seja o tronco forte e vivo para quem você tanto quer bem. Mesmo que para esse alguém seja apenas uma madeira... Quando menos perceber dessa simples madeira estará nascendo uma infinidade de vidas e sementes, nessa simples madeira estará aquilo que chamamos de amor...
Fiquem com Deus
 
Candeeiro

Voltaire e o Iluminismo francês - Parte V - Cândido (o Otimismo)

 
Devido, então, à proibição de voltar à França Voltaire mudou-se para “Les Delices” e logo depois se transferiu para Ferney, uma localidade limítrofe à Suíça e a França, onde ele se fixou até o fim da vida.
Suas constantes idas e vindas anteriores não se deveram apenas à inquietude de seu espírito, mas, também, às perseguições que sofreu; porém, ali, ele encontrou a paz e a segurança de que necessitava. Um plácido refúgio.
E na nova vivenda permitiu-se viver de forma pacata, porém o mundo culto não podia prescindir de sua erudição e não tardou para que o assédio voltasse a lhe perturbar o sossego.
A exemplo de Cirey, a nova casa se tornou a “capital intelectual da França”, para onde acorriam padres céticos, aristocratas libertinos, cultas senhoras, jovens estudantes e estudiosos não tão jovens.
Não eram raras as visitas de homens ilustres, como, por exemplo, as dos historiadores Gibbon e Boswell, da Grã Bretanha; dos Filósofos franceses d´Alembert (1717-1783) Helvetius (1715-1771) e de vários outros adeptos do Iluminismo.
Um fluxo interminável de admiradores que agradava ao filósofo, mas como ele era sabidamente econômico, logo começou a se ressentir pelos gastos que representavam; e seus protestos, feitos com suas tradicionais e espirituosas tiradas, tornaram-se proverbiais, como as que seguem:

“Voltaire para um hóspede: - qual a diferença de vós para Dom Quixote? Ele confundia estalagens com castelos, e vós confundis este castelo com uma estalagem”.
“Deus me proteja de meus amigos; dos inimigos, eu mesmo cuido”.

E além das visitas pessoais, o assédio também se dava por via postal, tornando-o um contumaz correspondente de importantes figuras da Europa, como o Rei Gustavo III, da Suécia, que se declarava privilegiado e honrado por saber que às vezes Voltaire interessava-se por seu reino, o que constituía o estímulo necessário para que os suecos tentassem ser sempre melhores; o rei Cristiano VII, da Dinamarca, que lhe pedia desculpas por não ter conseguido, ainda, implantar todas as medidas que ele preconizara; a grande soberana russa Catarina II que lhe enviava presentes valiosos e sempre se mostrava preocupada em estar incomodando-o; e vários outros luminares da época. E até mesmo Frederico, o Grande, não resistiu à sua genialidade e pediu humildemente para retornar ao “rebanho”, através de uma missiva em que consignava a sua admiração, dizendo que: “serieis perfeito, se não fosses homem”.
Uma verdadeira torrente de loas, de elogios e, talvez, de afeto e de admiração sinceros. Tudo, em suma, que deveria alimentar a conhecida extroversão de Voltaire; mas, para surpresa geral, aquele anfitrião tão alegre, acabou se transformando em um dos expoentes do Pessimismo filosófico. A imagem daquele farrista que brilhava nos salões de Paris, que havia visto e vivido o melhor lado da vida, apesar da Bastilha, ainda estava presente na lembrança de todos, mas já não era real.
Por baixo de sua imperturbável amabilidade e fineza, crescia-lhe um severo sentimento de contestação contra aquele “Otimismo exagerado” que havia se tornado a última moda nos círculos cultos e sociais, sob o patrocínio de importantes Pensadores, dos quais, o exemplo mais claro era o filósofo Leibniz.
As perseguições que sofrera e os desencantos e as desilusões que experimentara haviam desgastado a sua fé na vida e nos homens. E a sua descrença aumentou quando um terrível terremoto devastou Lisboa, Portugal, em 1755, deixando mais de trinta mil mortos e um sem número de feridos, desabrigados, arruinados e desamparados.
E como se não bastasse a extensão da tragédia, amargurava-lhe profundamente a atitude cínica e sórdida da Igreja que logo se pôs a afirmar que o cataclismo era “castigo de Deus” aos pecados do povo lisboeta, que deveria, então, tornar-se mais submisso ao divino, através de “seus representantes”. Mais que a tragédia, doía-lhe ver a exploração que os maus carateres faziam em cima do sofrimento de tantos. Doía-lhe a maldade do homem.
Ademais, para agravar ainda mais o seu sofrimento, poucos meses após aquele terrível desastre, eclodiu a chamada “Guerra dos Sete Anos”, que para ele era mais outra sandice humana; um mútuo suicídio que a França e Grã Bretanha cometiam em troca de um prêmio constituído por somente “alguns acres de neve no Canadá”.
E como ele rejeitava a opinião do filósofo Spinoza de que o “Bem” e o “Mal” são apenas conceitos humanos, nem essa janela ele pôde utilizar para amenizar o seu sofrimento. Pôde, apenas, externar a sua consternação através de um poema que compôs sob o mote do velho dilema: ou Deus pode evitar o mal, mas não quer; ou quer evitá-lo, mas não pode.
Todavia, esse mesmo poema, causou-lhe outro aborrecimento, quando o filósofo Jean Jacques Rosseau o repeliu, argumentando que, em verdade, a culpa pelas mortes em Lisboa era exclusivamente de seus habitantes, pois “se os homens não vivessem agrupados nas grandes cidades, uma tragédia como aquela não atingiria a tantos”; além disso, “se os homens vivessem sob o céu aberto, as casas não lhes cairiam na cabeça”. Argumentos, no mínimo, questionáveis, mas que ainda assim seduziram a maioria da população, para assombro e indignação de quem tivesse um pouco de bom senso.
Para Voltaire essa nova comprovação da estupidez humana foi a gota que faltava para transbordar o jarro da paciência. Transtornou-o completamente. Não lhe era possível aceitar que aquela teodiceia pudesse existir entre Seres que se julgam racionais; tampouco, que diante de tantas tragédias ainda houvesse tanta resignação covarde e tanto otimismo infundado.
De onde vinha esse desejo absurdo de ser ludibriado? Essa ingenuidade de crer num Deus infinitamente bom, incapaz de causar qualquer dano? Por que aceitar que a culpa dos infortúnios seja sempre dos homens? Por que acreditar que esses infortúnios são “produzidos” apenas para aumentar-lhes a coragem e a determinação? Ou, que sejam “Castigos Divinos” merecidos?
Não! Não lhe era possível calar-se frente a tamanha insanidade e a sua resposta foi fulminante, pois em apenas três dias ele escreveu uma de suas obras-primas mais conhecidas: Cândido (ou Otimismo).
Usando a “mais terrível de todas as armas intelectuais já brandidas, o escárnio voltariano”, em meados de 1751, ele compôs esse pequeno livro que conta as histórias do epônimo, um rapaz simples, honesto e ingênuo, filho do Barão de Tlunder-Tem-Trockh da Vestfália e discípulo do “filósofo” Pangloss.
O jovem Cândido vive incríveis aventuras tragicômicas no amor, na guerra, nas amizades, nos negócios etc. E em todos os campos a maldade humana e a severidade da natureza estão presentes, ocasionando-lhe uma série de sofrimentos; os quais, no entanto, segundo lhe assegura Pangloss, só existem em seu beneficio, haja vista que o farão tornar-se mais forte, inteligente, rígido de caráter etc. Ademais, ainda prega Pangloss, todos os sofrimentos são benéficos por mostrarem a infinita bondade do Criador (sic)1.
Em termos literários, o livro é uma joia rara, pois apresenta numa linguagem agradabilíssima e com toda a profundidade necessária a infame hipocrisia teológica, a governamental e a social. Um clássico, sem dúvidas, que mereceu de Will Durant (EUA – 1885-1981) e de Anatole France (França 1844-1924), respectivamente, os seguintes comentários:

“Nunca o pessimismo foi demonstrado de forma tão alegre; nunca se fez o homem rir com tanto gosto enquanto ficava sabendo que este mundo é um mundo de desgraças. E raramente uma história foi contada com uma arte tão simples e oculta; é pura narrativa e puro diálogo; nada de descrições para encher linguiça; e a ação é desenfreadamente rápida”.

“Nos dedos de Voltaire, a pena corre e ri”.

Na sequência abordaremos a obra mais conhecida de Voltaire, o celebrado “Dicionário Filosófico”.

Nota do Autor1 – aqui, o leitor (a) já pode vislumbrar uma prévia da crítica de Nietzsche sobre a moral cristã que prega haver virtude no sofrimento.

Produção e divulgação de Pri Guilhen, lettré, l´art et la culture, Assessora de Imprensa e de Comunicação. Rio de Janeiro, inverno de 2014.
 
Voltaire e o Iluminismo francês - Parte V - Cândido (o Otimismo)

Duelos

 
Eu sou a favor do desarmamento, e você? Sei que é um assunto que gera extrema polêmica, mas não creio que portando armas estaremos mais seguros, principalmente de nós mesmos. Por essa razão levanto a bandeira de nos livrarmos das armas. Mas adianta?? Existe tanta coisa em nossa casa que pode ser usado como uma....
A maioria de nós, a grande maioria de nós anda armado diariamente! Carregamos no coldre chamado boca a nossa arma mais agressiva, a língua, que pode ser muito mais afiada que uma faca, causar muito mais ferimentos que os projetis de arma de fogo.
João Nunes Maia pelo espírito de Miramez nos diz: “ A palavra é semente que fecunda em quem ouve e frutifica em quem fala”. Percebem? Mais uma vez a lei de ação e reação, causa e efeito. Na fala ocorre o mesmo que acontece no pensamento. Se a energia vai com o pensamento, assim também o faz com a fala, o que falamos aos outros imediatamente já fica em nós uma vez que, o que enviarmos, seja da forma que for, sempre, sempre permanecerá atuando em nosso corpo. Agora, olhem que interessante...a palavra reflete o que somos por dentro, certo? Aquele que agride mostra como estão as coisas em seu interior, revela-se doente e frágil. Quando agredimos através da boca, nosso alvo, se estiver em boa vibração receberá essas sementes escuras, podendo até tê-las fecundadas, mas não produzirá frutos, uma vez que aquele terreno está preparado para receber apenas bons grãos, agora no terreno do que proferiu a agressão, a sintonia é total e ali, não tem jeito, essas sementes frutificarão! Lá vem mais doença ou sintomas desagradáveis...
Mas se por um lado podemos entregar nossas armas, não podemos fazer o mesmo com nossas línguas, seria bem complicado...então o que fazer??? “ Não deixes que a tua boca solte pelos portais dos lábios palavras que ofendem, de desânimo, de covardia, de imprudência, de desespero, de ódio e de tristeza, porque não é esse o objetivo da sua função”. Mas a única forma de conseguirmos é se reformarmos nossas ideias, e começaremos a reforma se entendermos que uma palavra de agressão, mesmo que você não considere grande coisa pode magoar muito. Que a simples tonalidade mais alta ou diferente do habitual, muda completamente a interpretação de uma frase.
Muitas agressões vêm da falta do perdão...mais uma vez o perdão...percebem como o perdão e a caridade são fundamentais em nossas vidas físicas e espirituais (ou diria semi-físicas)? Irmão José nos diz na obra de Carlos A. Baccelli “ Pai, Perdoa-lhes” que aquele que não perdoa não admite que pode errar, jamais considera a hipótese de precisar ser perdoado, crê no fato de ter sempre razão, o que me leva a entender que existe uma relação entre perdão e orgulho. Quanto maior sua capacidade de perdoar ao próximo, menor seu grau de orgulho e vice-versa.
Não, não estamos mais na época dos duelos quando vencia quem atirava primeiro com melhor pontaria. Nos relacionamentos humanos não devemos pensar em vitórias. Não é um jogo. Muitos que agridem alegam estar se defendendo, se prevenindo, se precavendo, não querendo sentir dor novamente. E sei que a dor existe! A melhor defesa é o ataque. Isso é válido para jogos de xadrez, mas totalmente contrário a qualquer ensinamento do Pai. Não estamos competindo, mas sim tentando evoluir, crescer, ajudando-nos uns aos outros. Arrependimento e perdão. Prestemos atenção em nossa casa, em nosso ambiente de trabalho, vigiemos o que falamos, e como falamos. E nessa vigilância, se percebemos que erramos, que falamos algo que machucou, peçamos perdão e façamos o impossível para não repetir o erro. Admitir o erro, sem orgulho.
Irmão José ainda nos diz: “ Infelizmente, poucos são os que, quando ofendidos, levam em consideração o estado emocional de quem os ofendeu”. Sua vez de perdoar, de compreender os motivos que levaram àquela ofensa, não importa se está certo, ou errado, se é justo ou não, quem somos nós para avaliarmos essa questão, mas sim que: “ não te esqueças de que o efeito de toda palavra agressiva terá a exata duração da importância que a ela conferides” Ok? Depende de nós, só de nós, o quanto de dano o agressor vai causar. Não revidemos, não estamos, digo mais uma vez, na época dos duelos, muito pelo contrário...a Terra está prestes a deixar de ser um local de expiações e provas. Levemos o Evangelho para dentro Lar, mesmo que inicialmente sozinhos, não importa, façamos por amor a Deus e aos nossos...façamos por começar a entender a importância. Cada um tem seu tempo, sabemos disso, e não é fácil, não é fácil mesmo... mas temos que começar, dar o primeiro passo...Deus abençoe a todos nós.
 
Duelos

Amanhã, um anjo

 
Amanhã, um anjo

O que diferencia o Homem dos animais ditos irracionais? A inteligência? A abençoada capacidade de pensar? Não, definitivamente não. Ambos apresentam inteligência e pensamento. Kardec deixou-nos registrado “...enfim que entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e pensamento há uma, dotada de senso moral, que lhe dá incontestável superioridade perante às outras, e que é a espécie humana”. Então é esse senso moral que nos diferencia.

Mal tratamos, abandonamos, atrocidades executamos. Senso Moral? Temos mesmo? Ghandi dizia: “tudo que vive é teu próximo”, logo animais de estimação ou selvagens, domesticados ou não, até mesmo as plantas que esquecemos de regar e conversar, são nossos próximos e devemos amar. “Amar ao próximo como a ti mesmo”.

Fechamos os olhos para o seu abandono, assim como os cerramos para o que acontece com as crianças sobre essa Terra física. Quando iremos tirar a luz debaixo do alqueire como Ele ensinou? Os animais não estão aqui para nos servir. Lembro-me, quando criança, fazia curso de Crisma no colégio, e o Padre que nos apresentava as aulas, nos falou exatamente isso, que os animais não tem alma e estavam aqui para nos servir.Aquilo não me desceu e hoje posso entender o porque. O amparo final não é o Homem...

Aos espíritas peço cuidado com a interpretação e traduções do Livro dos Espíritos. Quando na questão 599 é perguntado se a alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar e é respondido que não por não terem livre-arbítrio, isso se refere a não ter livre-arbítrio para essa escolha, o que NÃO QUER DIZER que não o tenham. A diferença está no fato que eles o tem restrito aos atos da vida material, e não espiritual. Entendem a diferença?? Eles tem liberdade de ação, liberdade de escolha, e se alguém ainda tem dúvida disso, adote um gato e verá...

Os animais fazem parte de nossa família espiritual e as afinidades que aqui ocorrem entre nós humanos também acontecem entre nós e eles.

Gente, eles não são máquinas, muito pelo contrário...e temos obrigação de cuidar deles, porque assim deve ser, os mais elevados auxiliando os que ainda ali não chegaram. Recentemente foi escrito num poema esse verso e agora consigo entender:

“ este pequeno vivente está para você na mesma distância que está para às Estrelas
O olhar dele nesse exato momento é o mesmo que o seu olhar para o Alto
Vocês pedem a mesma coisa
Ambos nasceram para serem felizes cada um em seu Tempo e ocasião”

Agora, a todos peço, independente de crenças e religiões que leiam com atenção algo que Chico Xavier diz: “ Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” ...e isso vale para tudo em nossa vida...comecemos então, passou da hora...

Fiquem com Deus. Deixo aqui meu agradecimento a equipe Espiritual da Asseama e à Sandra Denise Calado pelo maravilhoso livro O Evangelho dos Animais
 
Amanhã, um anjo

Verdadeiro Amor

 
Verdadeiro Amor
“ O verdadeiro amor, como escreveu o Apóstolo, é paciente; é brando e benfazejo; não é invejoso; não é temerário, nem precipitado; não se enche de orgulho; não é desdenhoso; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre...Não consintamos, pois, que nenhuma nuvem de mágoa, advinda de nossas provas, permaneça pairando sobre o firmamento de nossas esperanças, em relação ao futuro. Esqueçamos e...perdoemos!”

É nesse momento que o amor é simplesmente... o amor. E por mais que tentemos inutilmente defini-lo, tenho a certeza que a maioria de nós ainda não entendeu isso ainda. Porque no instante que isso for uma verdade, no instante que isso fizer parte de nosso coração e mente, não haverá mais dor, não haverá angústia, não haverá tristeza, muito menos pessoas medicando-se por depressão. Utopia? Claro que não! Questão de ...tempo, só isso. Mas dizer que é uma questão de tempo não implica em deixarmos para amanhã, com a frágil desculpa de já estar velho para mudar....”sou assim e pronto, deixa prá próxima”.
Já perceberam que quando alguns decidem mudar, e tudo parece estar mais luminoso, surgem mil coisas forçando para deixar assim?? Por que será??? Porque será que coisas ruins acontecem, nos fazendo até mesmo se afastar e afastar os outros, exatamente quando tudo parecia melhorar ? A verdade é que há um interesse nisso, mas deixo pra falar outra hora...
O texto acima fala em Fé, em esperança em resignação e principalmente em perdão. Não encontraremos o caminho do amor enquanto mantivermos as chagas do orgulho, enquanto não entendermos o que é humildade.
Nada é por acaso, quantas vezes ouvimos e dizemos tal coisa. Pois bem...se seu filho te dá desgostos, ame-o mais e sofra com ele até que ambos aprendam, cresçam juntos, se seu marido ou esposa, companheiro ou companheira não é bem o que esperávamos, reflitamos o que temos de aprender com isso...porque será??? A família aqui na Terra, dessa forma desenhada, tem uma finalidade e é nela que se concentra a maior parte de nossas provas e expiações, do caminho de nossa nova história. Amemos incondicionalmente, sem nada esperar. Difícil? Muito muito e muito mas temos que dar o primeiro passo e não esperar que o outro o faça.
Não existe lâmina mais afiada, projetil mais penetrante, do que nossa língua. Chico Xavier dizia, se não me falha a memória, para andarmos com um copo d’água na mão. Toda vez que tivéssemos a vontade de ofender era só encher a boca até a vontade passar....
Eu sei...por vezes um carinho, uma palavra, um pequeno toque faz tanta falta....e aí baixamos a cabeça, alimentamos o sofrimento, a mágoa cresce e a doença se estabelece...mas se formos vacinados com o perdão, a dor pode até entrar, mas logo é repudiada, até o dia que será tão natural, que o amor será simplesmente o amor. Mas o perdão não poderá ser comprado, depende de nossa força, de nossa vontade, uma questão até mesmo de inteligência, sabermos que depende de nós acabar com qualquer sofrimento
Não gente, isso não é Poesia, isso é o Caminho, não é Filosofia barata, é a Riqueza infinita do Seu Reino. Não chegaremos ao Pai, senão por Jesus Cristo e não chegaremos até Ele se não for através do próximo....simples ( e tão complicado) assim...
Tenhamos paciência, por mais que acreditemos estar certos, tenhamos paciência e caridade com o próximo. Aliás a paciência é uma forma de caridade. Quando algo sistematicamente se repete, é porque, talvez, ainda não aprendemos algo sobre isso e por isso fica se repetindo....só dizendo...
Jesus Cristo ao vir ao nosso mundo físico, como diz Dr. Inácio, serviu-se como banquete para o que chamaremos aqui de Trevas, por possuir a pureza do amor, para nos mostrar o caminho...mas o que eles não sabiam, aliás, o que nós não sabíamos, era que ao colocarmos esse “Banquete” para dentro estaríamos levando junto Sua Luz. Agora que a semente está plantada, no momento de cada um nascerá uma nova e perfumada Rosa. Quem sabe hoje não será um ótimo dia para um abraço apertado, hein?
Que saibamos aproveitar a benção que Deus nos oferece a cada dia

Texto entre aspas retirado do Livro Reencarnação no Mundo Espiritual de Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira
 
Verdadeiro Amor

REALIDADE INCÔMODA

 
Uma das estratégias das campanhas políticas é cuidar dos principais problemas que afligem a população. E a segurança surge como um dos três primeiros, em qualquer pesquisa realizada. Nesse sentido, qualquer um a quem interessasse pesquisar a escalada da violência nas grandes cidades, teria obrigatoriamente que incluir a parcela de responsabilidade do poder público.

Estão resolvidos a combater a violência e a criminalidade, principalmente na capital, mas não é segredo que a população ressente-se da falta de uma atividade policial como no passado e que atualmente tem as mãos atadas. Nada deixam os policiais fazerem, pois se dependesse dos teóricos que nutrem a retórica das atuais elites, sequer seriam revistados veículos e pessoas. Também jamais faltam os críticos, atentos e sequiosos por uma oportunidade de fazer com que acontecimentos isolados generalizem-se e transponham limites.

São momentos atípicos que estamos vivendo e muitos não acreditam que perdurem às próximas eleições. Armas, viaturas e munições estão sendo distribuídas. Será a reposta aos reclamos da sociedade como um todo clamando através de grupos organizados que defendem mais segurança para os cidadãos? Será capitalização da questão e que fatalmente irá render seus dividendos políticos? E as aspirações dos policiais? Foram levados em consideração.

A par desses, é necessário que os investimentos sejam contínuos e também carreados para a infraestrutura necessária - e o que é o mais importante - no menor prazo e da forma mais equitativa possível, pois quando se discute a atuação do poder público o ponto de destaque é o retorno político dos investimentos. Carrear os recursos necessários para a segurança não deve ser visto como um óbolo e sim como um dever do Estado.

Mas, se é necessário reconhecer que alguma coisa vem sendo feita, diante do potencial do Estado mais rico da federação e da situação instalada, ainda há muito que se fazer e sem a adoção de uma política séria que coordene as ações nesse sentido, deixará sempre a desejar. A realidade incômoda é que inexiste tanto uma política salarial para as policias quanto uma eficaz política de segurança pública no Estado de São Paulo.

Cala fundo essa dura realidade. Objetivos são delimitados, mas alcançar esses objetivos tornou-se o ponto fundamental da questão.

É necessário um combate direto e efetivo à deterioração dos serviços e à estagnação institucional em que estamos mergulhados. Já é tempo de dar à criminalidade um combate tenaz e isso só será possível se às forças da polícia aliarem-se as demais forças de nossa sociedade e mesmo que todas não façam parte da mesma equipe, ao menos estejam voltadas para o mesmo fim.

Será realmente necessário que toda vez que ocorra uma ação que cause comoção pública, que repercuta na sociedade cada vez mais globalizada, corresponda uma reação açodada, em sentido contrário, mas de maior intensidade?

Um após outro, vieram duros reveses, quer na forma institucional quer na propaganda negativa patrocinada pelos meios de comunicação à serviço de grupos que desejam a total desestabilização do serviço público e já elegeram a iniciativa privada como bálsamo milagroso para sanar todos os males.

Porque não adotar uma política de segurança e corrigir deslizes antes que aconteçam? E assim, aparar as arestas antes que possam ferir.
Continua-se, porém consagrando a atuação de grupos de vigilância internacionais, que sem outra ocupação tem as suas atenções voltadas para as ações internas dos países emergentes. Efeitos da globalização ou incapacidade política dos governos locais em resolver seus próprios problemas sem satisfazer a comunidade internacional?

O que se verifica com os reflexos da globalização nas economias de diversos países é apenas um exemplo dos efeitos que causam a dissonância entre uma rápida evolução tecnológica e mudança de valores não acompanhados por uma atualização institucional e adoção de políticas específicas. Pior ainda quando somados, atos açodados, quase irresponsáveis vem responder a grita geral, às bandeiras globalizadas e resultam em terríveis e irreparáveis desacertos.

Artigo publicados em jornais da região de Piracicaba e no livro " Artigos sem Etiqueta" - Clube de Autores - 2016
 
REALIDADE INCÔMODA

CURIOSIDADE DA ORTOGRAFIA

 
Ortografia antes de 1911/1943 Ortografia atual (Acordo de 1990)
Acção (ainda vigente em Portugal) Ação
Actividade (ainda vigente em Portugal) Atividade
Acto (ainda vigente em Portugal) Ato
Adeante Adiante
Alphabeto Alfabeto
Alumno Aluno
Anecdota Anedota
Anno Ano
Anonymo Anónimo(português europeu), Anônimo(português brasileiro)
Appellido Apelido
Apprehender Apreender
Architectura Arquitetura
Assucar Açúcar
Athletismo Atletismo
Athmosphera Atmosfera
Augmentar Aumentar
Atraz Atrás
Baptismo (ainda vigente em Portugal) Batismo
Belleza Beleza
Bibliotheca Biblioteca
Bocca Boca
Cahir Cair
Catholicismo Catolicismo
Civilisação Civilização
Chimica Química
Chlorophylla Clorofila
Christão Cristão
Collecção Coleção (em Portugal ainda se usa "Colecção")
Colonisação Colonização
Columna Coluna
Comprehensão Compreensão
Commercio Comércio
Communicação Comunicação
Comtudo Contudo
Craneo Crânio
Creação Criação
Creança Criança
Dansa Dança
Deos Deus
Diccionário Dicionário
Differente Diferente
Difficil Difícil
Diphthongo Ditongo
Direcção (ainda vigente em Portugal) Direção
Ecclesiastico Eclesiástico
Edade Idade
Egreja Igreja
Electricidade (ainda vigente em Portugal) Eletricidade
Elle/Ella Ele/Ela
Epocha Época
Escripta Escrita
Escriptor Escritor
Escriptorio Escritório
Escriptura Escritura
Esphera Esfera
Estadoal Estadual
Exgottar Esgotar
Exhibição Exibição
Exhuberante Exuberante
Expectaculo Espetáculo (Em Portugal ainda se usa "Espectáculo")
Falla Fala
Fructa Fruta
Geographia Geografia
Grammatica Gramática
Guarany Guarani
Gymnasio Ginásio
Hespanhol Espanhol
Hydraulico Hidráulico
Hydrographia Hidrografia
Hygiene Higiene
Ichthyologia Ictiologia
Idea Ideia
Insecto (ainda vigente em Portugal) Inseto
Immovel Imóvel
Indemne Indene
Instrucção Instrução
Introducção Introdução
Lyrio Lírio
Lucta Luta
Keratose Queratose
Kilometro Quilômetro(português brasileiro), Quilómetro(português europeu)
Martyr Mártir
Mathematica Matemática
Melancholia Melancolia
Methodo Método
Monarchia Monarquia
Mez Mês
Objecto (Ainda vigente em Portugal) Objeto
Occasião Ocasião
Officio Ofício
Ophthalmologia Oftalmologia
Orthodoxia Ortodoxia
Orthographia Ortografia
Oxygenio Oxigênio(português brasileiro), Oxigénio(português europeu)
Pae Pai
Paiz País
Pateo Pátio
Patriarchalismo Patriarcalismo
Phantasia Fantasia
Phantasma Fantasma
Pharmacia Farmácia
Phenomeno Fenômeno(português brasileiro), Fenómeno(português europeu)
Philanthropia Filantropia
Philarmonica Filarmônica
Philosophia Filosofia
Phorma Forma
Phosphoro Fósforo
Photographia Fotografia
Phrase Frase
Phthysica Tísica
Physica Física
Portuguez Português
Producto Produto
Prognathismo Prognatismo
Prohibição Proibição
Propheta Profeta
Psalmo Salmo
Psychologia Psicologia
Redacção (ainda vigente em Portugal) Redação
Rheumatismo Reumatismo
Sacco Saco
Sahida Saída
Scena Cena
Sciencia Ciência
Signal Sinal
Successo Sucesso
Systema Sistema
Technico Técnico
Telegrapho Telégrafo
Telephone Telefone
Theatro Teatro
Theorya Teoria
Theologia Teologia
Thesouro Tesouro
Thorax Tórax
Triumpho Triunfo
Tupy Tupi
Tyrannia Tirania
Typo Tipo
Typographia Tipografia
Victoria Vitória
 
CURIOSIDADE DA ORTOGRAFIA

DESABAFO

 
Na estrada da vida encontramos obstáculos difíceis,mas não impossíveis de serem vencidos.A maioria dos seres humanos não é feliz, nem deixa que outros possam ser.
Seguem mentindo,caluniando, invejando etc.
Mas, ah! Por que será?
A sede de vingança e de autodestruição.
Na maioria das vezes não gostam nem do que estão fazendo, ou até mesmo do que estão sentindo. Mas para mostrarem ao mundo que são superiores, submetem-se a coisas terríveis, perseguem, traem e ainda acham que é amor.
Puro egoísmo! Quantos confundem amor com sexo...
Quando o verdadeiro amor é diferente.
O amor por si só é algo sublime,
capaz de suportar pelo prazer de amar. Sendo a entrega perfeita, a harmonia então acontece: Os sentimentos são Iguais, sentem o afã do coração só em pensar no seu amado, sofrem juntos, reconhecem-se pela voz. Existe o respeito mutuo tudo é divino. Há doçura, e o zelo é tão grande que compara-se a um diamante lapidado: uma joia rara, de que cuidamos com muito carinho para não quebrar ou ser roubado; porque uma vez perdido, não mais se pode achar.
Devemos dar valor a tudo que Deus coloca em nossa vida, principalmente quando se trata de vida íntima.
A alma é muito delicada:Sendo ferida e contrariada, fecha-se em sofrimento e torna-se bastante incompreendida.
Então, fica difícil quando se perde a confiança! Quantas vezes o amor bate na nossa porta e a fechamos! Depois, falamos que não temos sorte e que o amor nunca nos procurou...

Mary Jun - 23/11/2012
 
DESABAFO

BRASIL: UM CONCERTO DESARRANJADO DE DESESPERANÇOSO CONSERTO

 
Diz-se em forma de ditado popular que “a esperança é a última que morre”, no entanto, está cada vez mais difícil de acreditar e de ter esperança que o nosso país tenha uma solução para todas as coisas erradas que acontecem por aqui.

Ao sentarmos diante da televisão para vermos um noticiário, ao lermos um jornal ou uma revista, ao final dessas tarefas simples e cotidianas, a sensação que sentimos é de enjoo, de náusea, de profunda decepção para com os destinos do país geridos por nossos gestores atuais, causando-nos uma descrença imensa e constatando uma curva descendente na parábola de moralidade e de confiança nas instituições de nosso querido Brasil.

A malversação do dinheiro público, por meio de atos e fatos administrativos praticados com cavalares doses de corrupção, seja por meio do agente público ativo ou passivo, seja pela concussão, seja pela falta de vergonha na cara, culminada e garantida pela impunidade, se constitui na novela preferida difundida em todos os meios de comunicação em todos os horários.

Vemos ainda notícias: de brasileiros e de brasileiras morrendo em filas de hospitais, à míngua; de brasileiros e de brasileiras estudando em condições lastimáveis; de brasileiros e de brasileiras se deslocando nas grandes cidades do país feito sardinha em lata, pois, o transporte público é caótico, afinal gestor público não anda de ônibus ou de trem; de brasileiros e de brasileiras sendo assaltados e às vezes assassinados por bandidos, seja no seu ir e vir ou o que é pior, em sua própria casa; sem que haja uma ação de contra ataque efetivo do Estado com o intuito de coibir e de prender esses desocupados e malfeitores.

Sobram-nos alguns questionamentos: onde andam os “maestros” e “regentes” desse Concerto chamado Brasil? Em tese quem seriam esses “maestros”? Será o que sentem esses “maestros” quando veem os fatos narrados no parágrafo acima do presente artigo? E nós músicos (povo) dessa orquestra chamada “Brasil” o que estamos fazendo para mudar esse quadro?

Comecemos, pois, pelos poderes instituídos e constituídos de nossa República Federativa:

Legislativo – missão precípua: legislar em causa do povo, e o que vemos? Um verdadeiro antro de homens e mulheres que se misturam e se lambuzam com uma lama fétida chamada CORRUPÇÃO e uma defesa veemente de interesses voltados para eles próprios, onde consomem orçamentos bilionários para não fazerem nada, ou melhor, legislarem em causa própria;

Executivo – missão constitucional: administrar os bens, patrimônios e dinheiros públicos, no entanto, constituem-se numa horda de homens e de mulheres especializados em assaltar os cofres públicos, com objetivos claros de se locupletarem, de enriquecerem ao término de seus mandatos, transformando, pois, o nosso Brasil em lídimo valhacouto de marginais de toda espécie.

Judiciário – missão: mediar, arbitrar e julgar os conflitos e confusões judiciais, no entanto o que presenciamos? Um verdadeiro emaranhado de leis e mais leis que perpetuam recursos e mais recursos que contribuem muita das vezes em desestímulo para o cidadão, que culminam com a morosidade conhecida do Judiciário, sem contar com a triste e conhecida blindagem, característica desse Poder, além de doses altíssimas de corrupção.

Com relação aos nossos “maestros” eleitos por nós mesmos: estão por aí, se esgueirando no “não sabia”, no “não vi”, “já recebi o relatório pronto”, enfim, se tornando doutores em camuflagem, em dissimulação, em enganação, e protagonizando cada vez mais e mais filmes ultrajantes, lastimáveis, desprovidos de mínima dose moral, de respeito a essas que seriam autoridades, onde, não consigo visualizar como seria a imagem desses bandidos travestidos de políticos, de administradores públicos dormindo, por exemplo, sendo responsabilizados cotidianamente por mazelas e infortúnios do povo brasileiro, além de uma escassez assombrosa de líderes e de pessoas com índole para exercerem cargos de gestão dos recursos públicos.

E o que falar dos músicos dessa Grande Orquestra? Nós, o povo, estamos encurralados, espremidos e oprimidos pelo grande sistema reinante, no entanto, nós só temos uma única saída, fazer valer o poder que temos insculpido em nossa Carta Social nos Artigos 14 e 61, regulamentado pela Lei 9709/98, chamado de “voto”, e numa escala mais acentuada de exercício de poder temos o “Projeto de Lei de Iniciativa Popular” que tem como exemplo recente: a Lei da Ficha Limpa.

Finalizando, pois, temos sim um fio de esperança, o uso desse Instrumento Constitucional só depende de uma mudança radical de “ATITUDE”, onde paremos de reclamar: que temos maus políticos, mas não agimos para extirpá-los; que temos cidades sujas, mas não paramos de jogar lixo na rua, de fora dos carros; que temos uma educação péssima, mas na hora de comparecer à reunião de Pais e Mestres, arrumamos as desculpas mais variadas possíveis. Enfim, enquanto não nos conscientizarmos de que temos que mudar, o nosso futuro estará sempre comprometido com o nosso presente, pois, a mesmice gera essa resiliência acochambrada e viciada, gera um gráfico de uma função constante e, melancolicamente vamos continuar presenciando e assistindo sempre ao mesmo Concerto: horrendo, triste e desafinado, chamado Brasil.

Escrevi este artigo originalmente no ano passado antes do pleito eleitoral, mas, hoje, quase um ano depois vejo que o cenário é o mesmo: desesperador, triste, patético e de horizonte sombrio.

originalmente escrevi este artigo na data acima, mais de uno depois, em função dos últimos acontecimentos, tristes, horrendos, percebo que nada mudou, perdão mudou sim, talvez o modo operador das falcatruas, triste, para o nosso país, vermos o nosso maestro ou maestra, cada vez mais perdida, combalida e no centro da rosa dos ventos, ou seja, na sabe a direção que seguir, hum! Talvez até saiba, a direção do pernicioso, do ludibriante, do engodo. Lamentável meu querido e amado Brasil.
 
BRASIL: UM CONCERTO DESARRANJADO DE DESESPERANÇOSO CONSERTO

UMA LIÇÃO DE PATRIOTISMO

 
Toda a vez que ouço pessoas jovens falando de descrença e zombando dos que ainda têm a coragem de se dizerem patriotas, eu volto o meu pensamento para quem me ensinou a ter um carinho muito grande pela minha Pátria, não importa qual o momento político ou econômico que ela esteja vivenciando.

Busco o exemplo da força e da coragem naqueles idosos que na sua juventude vieram ao Brasil - dos quatro cantos do mundo - em busca de uma nova vida, e a encontraram através do trabalho e da determinação.

A vida não está fácil hoje, mas também não foi um mar de rosas no passado, e certamente não será só maravilhas no futuro.

Gosto demais de ouvir as palavras sinceras daquelas pessoas de cabelos brancos e mãos calejadas, que construíram com suor e sacrifícios este país imenso que está aí, apesar das sucessivas crises. Eu me escoro nas palavras deles, que não são vazias, pois vêm confirmadas nos seus rostos enrugados, nas suas mãos bondosas e nas recordações de toda uma vida onde, apesar dos sofrimentos, havia lugar para uma imensa esperança.

Esta esperança parece estar faltando hoje, e no seu lugar está sendo semeada a desilusão e a apatia.

Olhar para trás, às vezes, é importante, porque podemos aprender lições valiosas com as gerações que nos precederam.

Antigamente não havia nenhuma comodidade, nada que indicasse um futuro promissor, a não ser um imenso, um grande sonho nos corações. A única saída era acreditar na vida e enfrentar o trabalho de sol a sol. Apesar disso, o futuro veio, com facilidades e tecnologias jamais imaginadas. E nós não queremos acreditar no nosso futuro e no amanhã das nossas crianças...

É de riqueza imensa o testemunho vivo dos nossos queridos idosos, por isso quero lembrá-los aqui, porque eles nos dão uma verdadeira lição de patriotismo. Se conversarmos com eles, com certeza nos dirão, com os olhos brilhando, de alegria e de saudade, que aprenderam a amar esta Pátria, mesmo encontrando dificuldades e sofrimentos. Eles nasceram em outras terras, e no entanto, trouxeram um amor e um carinho para depositar no chão de sua nova Pátria.

Talvez não encontramos nos nossos governantes o mesmo exemplo de amor à Pátria e de honestidade, que encontramos nas cãs dos nossos idosos. Mas este não pode ser um motivo suficientemente forte para ficarmos descrentes e para deixar que as novas gerações cresçam com a triste sensação de que a sua Pátria não merece o seu carinho e a sua esperança. Sabemos que as pessoas só lutam quando acreditam em algo, quando são movidos por uma esperança qualquer, mesmo que esta esperança se chame utopia.

Não vamos transmitir aos jovens e às crianças a indiferença pela sua Pátria. Porque, na verdade, a Pátria somos todos nós.
Nossa inteligência e nossos talentos orientados para o trabalho e para a solidariedade, são a resposta certa para aqueles que pregam o derrotismo e o desamor. O exemplo de vida dos nossos idosos ensina a verdadeira lição de coragem que precisa ser compreendida e seguida pelas novas gerações.

O Brasil necessita da nossa esperança e do nosso trabalho.

Saleti Hartmann
Professora/Pedagoga e Poetisa
Cândido Godói-RS
 
UMA LIÇÃO DE PATRIOTISMO

Como salvar o seu país

 
A sua realidade é um produto das suas expectativas. O seu mundo e o seu ambiente é um retrato de sua evolução mental. Tudo, é criado a partir de suas expectativas, esperanças e crenças. Isso a um nível individual e de massa. Não critique a sua vida, você a criou exatamente como quis, encontrou o que esperou dela, e atraiu aqueles que sentiu necessidade de atrair. Vocês fazem isso individualmente e em grupo, mesmo num nível consciente, afinal, pense, você não faz parte de um clube, ou de um grupo de amigos que não corresponde às suas expectativas.
Agora, é uma grande verdade que um povo é um grupo de seres que decidiram sofrer uma experiencia conjunta, no mesmo "espaço" e no mesmo "tempo. São assim também as famílias, as cidades, os países.
Veja bem, se você achar que todas as pessoas são más, vai encontrar pessoas más em sua vida, elas lhes mostraram o pior delas, pois foi o que quis encontrar, e você forma a sua realidade. Você irá ignorar as coisas boas e virará a sua consciência para isso, dando enfase ao mal e esquecendo-se do bem. Isso apenas reforçará em sua mente que as pessoas são más e desprezíveis, seu país é sujo e corrupto, e que todos aqui merecem sofrer. Isso já aconteceu outras vezes em países que hoje são considerados melhores do que o seu. A Europa já foi imunda, suja e corrupta, e o sofrimento que essa ideia imbuída nas mentes daquele povo, jorrou na forma de duas guerras mundiais e de outros conflitos espaçados.
Essas guerras servem como uma "limpeza" psíquica, no sentido de que se vêm tantas mazelas e tristezas, que a consciência saturada e exausta, volta a sua atenção à esperança de coisas novas e dias melhores. Obrigatoriamente, as pessoas que vivem uma guerra precisam crer em algo bom, sob pena de serem aniquilados pelo sofrimento. Isso força o ego a ser obrigado a romper o lacre cultural em que estava fechado e olhar diferentemente para a realidade, a fim de mudá-la drasticamente.
Quando isso acontece, quando se acredita em coisas boas, elas acontecem. Você passa a se atrair para você aquilo que você espera encontrar. Cuidado com o que desejas, lembra-se?
O seu povo sempre se concentrou na opressão de outros sobre ele. Isso minou a confiança e a auto estima, que nada mais são do que crenças em si mesmos. No seus conceitos de realidade, vocês sempre foram rejeitados, relegados à periferia dos continentes, numa parte menos honrosa da geografia. E sequer percebem que sul e norte são convenções humanas e que sequer existem de fato. Os judeus viveram isso muito bem, presos em suas prisões psíquicas. Em massa foram vítimas do egípcios, em massa foram vítimas dos alemães. Porque o povo carregava a crença errada de que deveriam sofrer, porque o sofrimento é honroso e liberta. E isso é uma coisa perigosa de se acreditar.
Como todo ser humano vocês dão valor àquilo que não tem, esquecendo-se do valor das coisas que possuem. Vocês almejam a neve. Quem vive debaixo da neve amaria um sol tropical. Vocês anseiam por florestas temperadas de pinheiros e faias. Mas quem vivem em florestas assim sentem uma grande escassez de frutos, e amariam ter um pé de manga de frutos doces e abundantes em seu quintal.
Quanto mais esperarem e acreditarem que só irão encontrar mazelas em sua sociedade, mais a encontraram! A sua televisão reforça isso, os seus meios de comunicação também, e isso se torna um ciclo vicioso. Mas mesmo isso tem seu propósito.
Vocês tem que se concentrar em acreditar que a sua gente é valorosa. Que o seu povo é honrado, apesar do que se vê. Aqueles que te decepcionam desaparecerão da sua vida. Não se ocupem dos políticos e do que eles fazem - uma ação gera uma reação igual e oposta a quem a pratica. Eles receberam o que estão dando, quer seja nessa realidade, quer seja em outra, e lhes asseguro, que se arrependerão amargamente. A cada dia o seu sol. Isso não é novo na história da humanidade, imperadores romanos que tiveram de tudo a troco da miséria dos outros, hoje vivem as mesmas misérias e privações que promoveram. Porque eles acreditavam que só por meio da astúcia, da força e da tirania poderiam prosperar. Eles acreditavam nisso, então, atraíram para eles.
Cada um deve acreditar em si e mudar a percepção negativa que tem de seu país. Isso não é fácil, mas se fosse, todo o mundo seria perfeito e viveriam num paraíso. Você está aqui justamente para entender isso...
A fé salva uma pessoa. A crença positiva e em massa pode levantar um povo, e isso pode salvar o seu país.
 
Como salvar o seu país

VAGABUNDO (ÁLVARES DE AZEVEDO) - HUMOR EM LIRA DOS VINTE ANOS

 
Eu durmo e vivo no sol como um cigano,
Fumando meu cigarro vaporoso,
Nas noites de verão namoro estrela;
Sou pobre, sou mendigo, e sou ditoso!

Ando roto, sem bolsos nem dinheiro;
Mas tenho na viola uma riqueza:
Canto à lua de noite serenatas,
E quem vive de amor não tem pobreza.

Não invejo ninguém, nem ouço a raiva
Nas cavernas do peito, sufocante,
Quando à noite na treva em mim se entornam
Os reflexos do baile fascinante.

Namoro e sou feliz nos meus amores;
Sou garboso e rapaz... Uma criada
Abrasada de amor por um soneto
Já um beijo me deu subindo a escada...

Oito dias lá vão que ando cismado
Na donzela que ali defronte mora.
Ela ao ver-me sorri tão docemente!
Desconfio que a moça me namora!...

Tenho por meu palácio as longas ruas;
Passeio a gosto e durmo sem temores;
Quando bebo, sou rei como um poeta,
E o vinho faz sonhar com os amores.

O degrau das igrejas é meu trono,
Minha pátria é o vento que respiro,
Minha mãe é a lua macilenta,
E a preguiça a mulher por quem suspiro.

Escrevo na parede as minhas rimas,
De painéis a carvão adorno a rua;
Como as aves do céu e as flores puras
Abro meu peito ao sol e durmo à lua.

Sinto-me um coração de lazzaroni;
Sou filho do calor, odeio o frio;
Não creio no diabo nem nos santos.
Rezo a Nossa Senhora, e sou vadio!

Ora, se por aí alguma bela
Bem doirada e amante da preguiça
Quiser a nívea mão unir à minha
Há de achar-me na Sé, domingo, à Missa.


*Eat, drink and love; what can the rest avail BYRON. D. Juan.
*“Come, bebe e ama; de que pode nos valer o resto?” BYRON.
Tradução: Coleção L & PM Pocket, nº 118, pág. 176.

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Vagabundo é a “história” poética de um homem que não tem teto. De um homem que vive ao relento, gosta de um cigarro e mesmo assim é feliz (“ditoso”).

São quadras (quatro versos) com o seguinte esquema de rimas: o segundo verso rima com o quarto, totalizando quarenta versos divididos em dez estrofes.

São versos decassílabos (dez sílabas poéticas). Vejamos a escansão da primeira estrofe, onde o eu lírico (a voz que “fala” na poesia) se apresenta e diz a sua sina (pobre, mendigo e ditoso):

(“Eu-dur-moe-vi-vo-no-sol-co-moum-ci-/ga-no,”)

(“Fu-man-do-meu-ci-gar-ro-va-po-ro-/-so,”)

(“Nas-noi-tes-de-ve-rã-na-mo-ro-es-tre-/la;”)

(“Sou-po-bre-sou-men-di-goe-sou-di-to-/so.”)

E assim o jovem poeta continua pelas quadras restantes, sempre nessa tonalidade, sem dinheiro, namorador sonha com a donzela, nomeia-se filho da lua e procura sempre o contato com a natureza, etc.

Na profundidade do texto podemos entender que é um homem sem desejos materiais, não tem onde morar, não tem dinheiro, reza para Nossa Senhora, frequenta a missa aos domingos e é feliz.

Tudo narrado (contado) em tom de humor, diferente do restante de sua poesia e, imprimindo um novo viés em suas páginas literárias, deixando de lado palavras como: palor, macilento, cadáver, funéreo, morte, etc., abandonando, assim, as “distorções macabras” que o consagraram na Literatura Brasileira, procurando um novo olhar para seus escritos.

Augusto de Sênior.
(Amauri Carius Ferreira)
(FERREIRA, A. C.)
 
VAGABUNDO (ÁLVARES DE AZEVEDO) - HUMOR EM LIRA DOS VINTE ANOS