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Poemas góticos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas góticos

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

 
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
 
Ó morte porque se atreves?
Sempre chegas cedo
Por mais tarde que seja
Tu és inimiga da vida...
Tão cruel mais amarga que o fel
Sendo à vida tão doce como o mel
Lá na lápide gélida à carne,
A alma volta para o céu
Para se juntar ao Criador
Eis assim: porque tão certa
É a tua chegada sempre
De repente surpreendendo
A todos como se fosse à primeira vez.
Quantas lágrimas traz...
Quanta insatisfação...
Quantos sonhos desfeitos...
Que jeito se assim:
Está determinado vivemos
E morremos todos os dias...
Assim, como tu,
A cada dia tu mesma morre.
Morre com o sol,
Morre com a lua,
Morre com à noite,
Morre com o dia,
Morre com à fantasia,
Morre com a alegria...
Porque tudo que fica para trás
Já se foi um dia e não volta mais,
E a vida é viva.
Mas existe uma cova sempre aberta
A espere de um (...)
Decerto que Deus fecha à cova,
Porque Ele tem todo domínio sobre ti.
E quem manda no tempo é Ele!
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Mary Jun
Guarulhos,
02/11/2017
Às 23: 30

Imagem Google
 
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Perigo

 
Perigo
 
Um vazio n’ alma
Silenciosamente.
Varias...
Interrogações!
Quantos grilhões.
Mutilada a alma
Vagas imagens...
Distorcidas
Que retorcem,
Como voltasse
De uma catalepsia
Despertado
Num sepulcro
Sem noção,
Preste a ser comida
De vermes
Tentando suspirar
Sair da escuridão
Dentro de quatro
Paredes.
Nada à vista!
Nem sombras...,
Nem um zunido...,
Um sinal de perigo.

Mary Jun
maio/18

Imagem Google
https://scontent.fgru4-1.fna.fbcdn.net ... acd0227fdff83&oe=5BC4CE59
 
Perigo

"do soneto deferido,"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

e desce-me em acaso ou palco firme que cair
ora, excede-me! concede-me ao último sentir
minha lâmina que não levanto e bala que não sai
sejam-me guerras inteiras e vazias, todas iguais!

sejam-me peças de uma curva tua, nua e exposta
é a minha exclusão, eu digo-lhe: minha derrota!
é da carne que despede o gosto e da boca te diz
e te pede, e te serve e te elege primeira e atriz

tudo que eu puder copiar.. o que eu te ilustrar!
até à queda da asa, teatro vazio que existir-te
até às minhas notas frias, pelo de preferir-te

será.. enfim, a minha sina. minha lima e linha de ar..
até que essa vida me viva mil vezes! à febre, à cena
ou.. que te deitem aos ouvidos: fogo! ah, não queima!
 
"do soneto deferido,"

Musical

 
Musical
 
M orte de poeta é um DÓ
U ma poetisa na vida é RÉ
S eres que habitam em MI
I nfortúnio de um FÁ
C omo fá de um outro SOL
A mando assim eu LÁ
L evito em SI

pinturas "3D" do amigo:

www.yoko.blogtok.com
 
Musical

Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo

 
Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo
 
Existem momentos que não temos

testemunhas, apenas pensamentos sem

lógica e uma sensação que nunca mais

iremos abrir nossos olhos nessa vida

mas...

Ele sempre dá um jeito, ombro invisível

(porém efetivo), cessa a sensação de

tristeza e de que a vida não tem mais

sentido, jaz impulso, oração atendida,

abro os olhos, graças ao meu Eterno

Amigo!
 
Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo

Outro Trago

 
 
Acabo de acender
O meu ultimo cigarro
Imagino pessoas transando em seus carros.
Volto p'ro meu quarto,
Apesar de não sair.
Mesmo se quisesse,
Não tinha a onde ir.

No rádio todos dizem
Que amam alguém
Na tela todos fingem
Beijar alguém.
Quero associar
Me relacionar
Antes que eu volte ao outro trago.

Trechos da musica de mesmo nome da banda 5 Generais
 
Outro Trago

† • A vida • †

 
Estou deixando minha vida tomar um novo rumo...
Vou esquecer tudo o que um dia me machucou;
Sei que não será fácil arrancar essa dor que há em meu peito.
Mais cheguei a conclusão de que nada é pra sempre, e que não adianta construir sonhos com alguém que não é capaz de tornar realidade.
Sempre acreditamos nas mesmas palavras e nas mesmas promessas, mais só nos machucamos... Caímos, e o pior, na maioria das vezes não conseguimos recomeçar..
Tudo perde o sentido e a cor, perdemos o sentido pra viver... Mais depois vejo que não valeu a pena querer acabar com a minha vida;
Vendo que o tempo todo você estava ali, dando risada da minha cara.
Vejo que fui apenas um fantoche em sua mão...
E essa ferida irá cicatrizar, quando a escuridão chegar...
 
† • A vida • †

"Nova!"

 
 
"(...)Meu único punhal será minha palavra."

(Hamlet) Cena II, Ato III

Você pode tentar de mil maneiras diferentes e outras, até
O seu alcance é de incontáveis runas e sonhos vãos..
Parte daquilo que te manuseia, é o espaço que tenho na mão,
Porque uma palavra deixada e declarada, ali, ainda te é.

Eu não vou te voltar os meus olhos, pois estão mortos
Você os matou a sangue frio, sem perda ou incentivo
Não há mais trevas e tampouco haverá luz e seus esforços
Eu não voltarei a minha vontade que te pede tal aço crivo

Eis a letra domada!! Uma ilusão deposta dessas quedas
Eis o fogo berrando, lá fora!! Toda essa maldita guerra..
O meu lado te nomeou num dia cheio de esperança

Era breve, a minha distância de cair nessa sua dança
Era breve, embora tão eterno que me devolveu a mim
Eu pude pensar e ver.. ela linda, tão inteira, assim..

E não te será o fim dessa missiva, pois está(nunca) te faltará..
 
"Nova!"

ATO FINAL

 
A última cena,
sem ensaios,
se bem ou mal feita,
não se repete:
Os olhos se fecham,
a boca se cala,
o corpo despenca...

De agora em diante,
imóvel,
o protagonista
não mais atua.
Entre em cena
alguns coadjuvantes e
dezenas de figurantes
cercando-o.
Alguns choram,
outros encenam.

Longas horas...
Desce o corpo.

Fim do ato.
Sem aplausos,
em silêncio,
fecham-se as cortinas
de cimento e tijolos.
Do avesso!
Com o palco do lado fora.

E apagam-se as velas.
 
ATO FINAL

Hoje o sol está molhado

 
tua boca, hoje, é linha fina de rio
oprimido por estio.

teus olhos entraram na caverna
do silencio e
teus movimentos seguiram os pássaros
que se perderam nas nuvens.

hoje o sol se molha dentro dos meus olhos.
 
Hoje o sol está molhado

Vai Terminar Tudo Bem!

 
Vai Terminar Tudo Bem!
 
Choro quando lembro que saiu para sua longa caminhada ( deixando-me)!

Mesmo depois de ter ido embora (sei que ainda lhe amo)

Morro todos os dias lhe esperando

Respiro fundo

Apago a luz

As batidas do meu coração gritam seu nome

Sinto seu calor em volta

Você me entende

Visita-me em sonhos

Sonhos que duram uma eternidade...

Mas ainda não chegou a minha hora

Estou viva( acredite)

Preciso encontrar um novo alguém

Não tenha pressa

Vai terminar tudo bem!
 
Vai Terminar Tudo Bem!

"ápice de um desencontro causado por.."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

desta toda soma a livro solto que tanto, à ela, puder
ela, que se celebra ao ato de silenciar-me, e sequer
e, aliciar-te é meu compromisso! fato, razão e tanto!
e pôe-me à tua rua, que te faço água, que te alcanço!

deste cúmplice ato de entrar e não querer mais sair!
seriam-me cordas, se te pertencessem! de chão a ruir
pele que te saiba, hoje! e.. sede que valha amanhã
desde que lacem de outros olhos e à esta poesia vã

e me denomine ao espaço que te deixo por declarar
é a tua rota! a tua bússola, e se for preciso, te direi ao ar
eu te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?

qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo
vê a minha carne que tempera-te enquanto te fervo e rôo
 
"ápice de um desencontro causado por.."

era preciso este vazio

 
era preciso este vazio
 
era preciso este vazio
eu tive que morrer
para voltar a viver
voltei por outra porta
ainda não me reconheço
ainda não sei quem sou
apenas sei que aqui estou
mesmo que não exista
já na outra vida
e aqui estou
à espera de morrer de novo…
vá, chamem por mim….
- mas com cuidado para vir devagar
eu não sei se vim pelo mal
 
era preciso este vazio

Beije-Me Cowboy

 
 
Quebre meus ossos
Preste atencao
Ame-me
Beije-me cowboy

Corte seus pulsos
Rasgue suas pernas
Beije minha boca
Beije-me cowboy

Boca a boca
Sem batom
Face a face
Beije-me cowboy

Olhe esses quartos
Tapetes sujos
Olhe as janelas
Vidros quebrados
Olhe aqueles olhos
Aqueles olhos negros
E no espelho
No espelho seu corpo vejo
As paredes brancas
Espere por mim
Espere
Espere por mim

Prostitutas
Travestis
Face a face
Beije-me cowboy
Raspe suas pernas
Pegue meu quadril
Ame-me
Beije-me cowboy

Ame-me
Beije-me
Ame-me
Mas puxe o gatilho.

Letra da musica Beije-me Cowboy da banda Arte no Escuro
 
Beije-Me Cowboy

A profecia maldita

 
Chamo-me raiva
E estou grávida
De um grito agudo
Que carrego
Dentro de mim

Foi gerado à força
Numa cópula maldita
Num beco escuro
Entre o fio de uma navalha
E uma parede fria

Hei-de pari-lo
Numa noite destas
Quando voltarem os lobos
E uivarem em coro
A uma lua incandescente

Nesse preciso momento
Algo rasgará o silencio
E ouvir-se-à
Um eco estridente
De um grito medonho
Que galgará
Os muros do crepúsculo
Até ao cabo do infinito...

Devastará cidades
E províncias
Ensurdecerá os vivos
Paralisando-lhes o resto dos sentidos
E ressuscitará os mortos
Que se erguerão dos seus túmulos

Nesse dia
Cumprir-se-à a profecia
De todos os demónios
Que na terra habitam
Há milénios
Disfarçados de homens comuns...

E alguém anunciará a boa-nova
Que ditará os destinos
De um mundo decrépito
Corrompido e moribundo
Mesmo à beirinha do colapso

Nesse dia
Ouvir-se-à
De uma voz cavernosa
Uma só frase

Uma frase curta
E seca...
Nasceu a besta!
http://www.youtube.com/v/W2I5jpEIa3s& ... t;

Aproveitando os últimos dias em que ainda se podem usar imagens e músicas...
 
A profecia maldita

"do.. Ainda: não-ter"

 
 
"Mas que pode fazer com quem não sabe arrepender-se?"


(Hamlet) Ato III Cena III

eu quero desmerecer a este posto que tanto te devolve longe..
e ser impermeável! pra não mais te escutar ou procurar-te insone
quando faltarem-me as palavras e quando ausentarem-me de ti
também te será o tempo e o estado, ora.. à pele tua, que preferi

já que não te compreedem, deixe-os te alastrar.. que te façam luz!
desde que também te impeçam de deitar só, à fome que te conduz
da linha abstrata que, em vão te orienta.. eis-me a lembrá-la, afinal!
dos lados em pecados aproximados aos teus olhos, mar.. ei-la: capital

meu mundo excedente por essa sede que te reclama e ainda, a descer
vê o teu ensaio de ondas por voltarem a este lugar que te quer pertencer
lê a minha luta! da queda livre por enfeitá-la de partes que te lembrarei

ó, teatro vago, de um amor filho da puta! qual aceno por tentá-la, amanhã
ó, anseio de domá-la entre meus braços.. ao espaço e a sua vida por talismã
vê, mar.. ninguem mais te merece! pois, este que te serve, é: este! que te sei

..que te faz caminhar,
que te jaz(também).
 
"do.. Ainda: não-ter"

"soneto do aço temperado e da mão esguia que te desce à palavra,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

dorme, o meu amor caído.. sua pele congrega à dor
morre, esta palavra ferida e a sua linha é este calor
é limbo sem seu nome íntimo à minha composição.
o nada prepotente em violar-te a presente canção

desta carta repente, pecado-frente rubro, pacto vil
destes ensaios ilícitos à tragédia que ainda seria
à mão e outra vida que ilustram o quadro todo vazio
qual à mensagem prevista pelas guerra de uns dias

se ela contar os seus passos, eu ainda, a seguirei
em termos soltos, dela: violados/deixados, eu sei
acaso me disser o contrário, e nem mesmo assim!

ao inferno perante seu corpo todo perto de mim,
excesso! linha da virtude a que à ela, corrompe
letra faminta que tanto/tanto(tanto) se consome

..e, assim!
 
"soneto do aço temperado e da mão esguia que te desce à palavra,"

Eternidade

 
Eternidade
 
Uma noite intensa

Os passos silenciosos

As asas do teu olhar

Escritas na minha pele

A curiosidade do teu

Prazer na minha

Tela pintada pelos meus sonhos

Um estranho e obscuro caminho

de tantas letras fixas na tua

Saudade e solidão

A vingança cruel, real

Numa miragem como

Uma sombra

O ódio pintado no rosto

Do sofrimento das dores

Do passado como

Um corvo negro

Uma negra metade de rosto

Presa numa nuvem

Escura, uma gota de sangue

Encarnado a escorrer

No rosto de um pobre

Sonhador fechado na ilusão

Da humanidade.

Meu olhar voa,

divaga na tua pele

Prazer sinto em deambular,

em teus sonhos

Leva me sempre em caminhos

sombrios e estranhos

Fixos são meus desejos

Miragem

se vejo um corvo negro,

quando relembro dos tristes sentimentos

Solidão e sofrimentos

são nuvens passadas

Liberdade

Vamos expandir horizontes

Sonhar e mudar realidades

Passos silenciosos

daremos para sonharmos

juntos até a eternidade!

Donatello e Janna
 
Eternidade

OS VERMES

 
OS VERMES
 
Não sei por quê não tenho sorte!
Não tem quem vele meu sofrer.
Às vezes tento entender...
Mas o que fazer diante da morte?!

Penso já estar num jazigo...
A minha carne apodrecendo.
Os vermes tomam conta fétido
Corro perigo são arqui-inimigo.

Nada é mais triste daquilo
Que parece ser o meu fim
Rastilho antigo naquilo...
A me seguir por isso sofro assim.
 
OS VERMES

"..sobre a porta,"

 
 
"Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser(...)"

(Hamlet) Ato V, cena II

Ah! lado suposto.. tempestade em horas veiculadas de si
da curva do mar e adentro, qual chama criada, qual fé..
império de galgar-lhe em nome de cena fixa que te vier
ah, eu.. deveria-te a um palmo extra da linha em que caí

e era breve.. em previsão de outras memórias e tantos fins
comércio de olhar-te à metade do dia impresente(e seria..)
palco ao contrário da culpa de não te fluir às chamas assim
tarde me teriam os dias que te deixei enquanto eu te tentaria

uma. duas, mil vezes e além! sorte da morada que te acorda
hora.. ou outra, em tese e conceito! métrica ou infinito passo
mesmo que.. te cubram de noites e que te esperem à porta

ah, eu te desceria os céus e desabaria o mais ínfimo inferno
tal imensidão da corda em volta às minhas linhas que te faço
digo-te: sempre deixaria, sempre levaria uma parte, tão perto
 
"..sobre a porta,"