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Poemas góticos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas góticos

EM FÚNEBRE

 
Por dentro minha alma cansada
Escrevia versos tristes onde há dor
Meu corpo em cadáver, ó amada
Despir-me de palavras de amor.

Fenecem assim os dias em tristeza
Corpo tênue, um leito qualquer
O papel em rabisco sobre a mesa
Exposto aos olhos de quem vier.

Homizio sem poder-me caminhar
Morte, companheira me conforta
A face se desfaz sem te lembrar
Hoje, nada mais a mim importa.

Já ouço o canto fúnebre tocar
Lágrimas, não consigo me conter
Ó morte! Não vai sem me levar
Leva-me contigo se eu morrer.

Extraído do Livro de poesia "Síntese sementes líricas de gerson clayton" 40 Pg - Edição 2015, Editora Literacidade, São Paulo, ISBN 978-85-5552-064-8

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http://www.sementesliricas.com.br/16-sintese-gersonclayton
 
EM FÚNEBRE

"ápice de um desencontro causado por.."

 
 
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

desta toda soma a livro solto que tanto, à ela, puder
ela, que se celebra ao ato de silenciar-me, e sequer
e, aliciar-te é meu compromisso! fato, razão e tanto!
e pôe-me à tua rua, que te faço água, que te alcanço!

deste cúmplice ato de entrar e não querer mais sair!
seriam-me cordas, se te pertencessem! de chão a ruir
pele que te saiba, hoje! e.. sede que valha amanhã
desde que lacem de outros olhos e à esta poesia vã

e me denomine ao espaço que te deixo por declarar
é a tua rota! a tua bússola, e se for preciso, te direi ao ar
eu te deitarei à imagem de vênus! qual ela te seria, menos?

qual paixão e excesso te faria deusa? e. fosse ela, vento?
vê o meu acaso de espalhar, e entende-me o corte e vôo
vê a minha carne que tempera-te enquanto te fervo e rôo
 
"ápice de um desencontro causado por.."

Musical

 
Musical
 
M orte de poeta é um DÓ
U ma poetisa na vida é RÉ
S eres que habitam em MI
I nfortúnio de um FÁ
C omo fá de um outro SOL
A mando assim eu LÁ
L evito em SI

pinturas "3D" do amigo:

www.yoko.blogtok.com
 
Musical

A profecia maldita

 
Chamo-me raiva
E estou grávida
De um grito agudo
Que carrego
Dentro de mim

Foi gerado à força
Numa cópula maldita
Num beco escuro
Entre o fio de uma navalha
E uma parede fria

Hei-de pari-lo
Numa noite destas
Quando voltarem os lobos
E uivarem em coro
A uma lua incandescente

Nesse preciso momento
Algo rasgará o silencio
E ouvir-se-à
Um eco estridente
De um grito medonho
Que galgará
Os muros do crepúsculo
Até ao cabo do infinito...

Devastará cidades
E províncias
Ensurdecerá os vivos
Paralisando-lhes o resto dos sentidos
E ressuscitará os mortos
Que se erguerão dos seus túmulos

Nesse dia
Cumprir-se-à a profecia
De todos os demónios
Que na terra habitam
Há milénios
Disfarçados de homens comuns...

E alguém anunciará a boa-nova
Que ditará os destinos
De um mundo decrépito
Corrompido e moribundo
Mesmo à beirinha do colapso

Nesse dia
Ouvir-se-à
De uma voz cavernosa
Uma só frase

Uma frase curta
E seca...
Nasceu a besta!
http://www.youtube.com/v/W2I5jpEIa3s& ... t;

Aproveitando os últimos dias em que ainda se podem usar imagens e músicas...
 
A profecia maldita

"soneto do aço temperado e da mão esguia que te desce à palavra,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

dorme, o meu amor caído.. sua pele congrega à dor
morre, esta palavra ferida e a sua linha é este calor
é limbo sem seu nome íntimo à minha composição.
o nada prepotente em violar-te a presente canção

desta carta repente, pecado-frente rubro, pacto vil
destes ensaios ilícitos à tragédia que ainda seria
à mão e outra vida que ilustram o quadro todo vazio
qual à mensagem prevista pelas guerra de uns dias

se ela contar os seus passos, eu ainda, a seguirei
em termos soltos, dela: violados/deixados, eu sei
acaso me disser o contrário, e nem mesmo assim!

ao inferno perante seu corpo todo perto de mim,
excesso! linha da virtude a que à ela, corrompe
letra faminta que tanto/tanto(tanto) se consome

..e, assim!
 
"soneto do aço temperado e da mão esguia que te desce à palavra,"

ATO FINAL

 
A última cena,
sem ensaios,
se bem ou mal feita,
não se repete:
Os olhos se fecham,
a boca se cala,
o corpo despenca...

De agora em diante,
imóvel,
o protagonista
não mais atua.
Entre em cena
alguns coadjuvantes e
dezenas de figurantes
cercando-o.
Alguns choram,
outros encenam.

Longas horas...
Desce o corpo.

Fim do ato.
Sem aplausos,
em silêncio,
fecham-se as cortinas
de cimento e tijolos.
Do avesso!
Com o palco do lado fora.

E apagam-se as velas.
 
ATO FINAL

Hoje o sol está molhado

 
tua boca, hoje, é linha fina de rio
oprimido por estio.

teus olhos entraram na caverna
do silencio e
teus movimentos seguiram os pássaros
que se perderam nas nuvens.

hoje o sol se molha dentro dos meus olhos.
 
Hoje o sol está molhado

nada, além de..

 
"(...)mas confia em meu amor."

(Hamlet) Ato II, Cena II

hora da carne..
da sede em plena liturgia e em pele pra te dançar
pra te nomear inteira
seja terra, seja mar
(ou à espreita..)

sejam os teus brilhos deixados
ora, porta por que vem ao meu encalço?
quando.. em menos de anteontem, eu já te pensei.
a chegar-me cedo em teu lugar adiante
a te lembrar com os olhos fixos de outra vã ilusão
nem palavras
nem letras vagas
ora, não há partes de ti, e lá, então

melhor que te seja assim(eles dizem..)
melhor à parte por ensaio
elegia de lado

...

tarde silenciosa
não os quero ouvir
reversão exposta
e não te quero ir(também..)

...

tela que te faça
que te ouça

!!!
 
nada, além de..

do que eu ainda sobrevivo,

 
 
"(...)Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.(...)"

(Anabel Lee) E.A.P por F.P

ao próximo diálogo
registro em febre de não te percorrer
o meu último lapso
de letras em laços
à vista retrátil, porque te declinei

é tarde este desencontro

ao meu ponto de paragens e não apenas, o que deserdou-te

já aqui, um precipício pago
pelos olhos
pela tela-verdade digital
tal, esta cor em meus pulsos
tão este torpor em desuso
pois
te despi

minha estaca de antes onde cravava-me em coração
meus sonhos libertos em vã-condição
o meu turno de dias, pois
as noites se foram
em teus outros espelhos que tanto insisti
 
do que eu ainda sobrevivo,

Agarrar tuas mãos

 
No céu negro cheio de solidão
A agonia apodera-se com rapidez
Deste incapaz coração e a escuridão
Chama por mim mais uma vez…

As asas foram cortadas e destruídas
Quando tentava reescrever a página
Que guardava o destino das nossas vidas.
Falhei e a lua minhas lágrimas ilumina…

Na penumbra da alma desgastada
Quero agarrar o brilho do teu olhar
E abrir a porta que foi fatalmente fechada
Pelo fado que nos quis separar.

Quero pegar nas tuas mãos e voar
Uma última vez no obscuro céu
E à luz da brilhante lua te abraçar,
Para poder realizar este sonho meu…

José Coimbra
 
Agarrar tuas mãos

Vai Terminar Tudo Bem!

 
Vai Terminar Tudo Bem!
 
Choro quando lembro que saiu para sua longa caminhada ( deixando-me)!

Mesmo depois de ter ido embora (sei que ainda lhe amo)

Morro todos os dias lhe esperando

Respiro fundo

Apago a luz

As batidas do meu coração gritam seu nome

Sinto seu calor em volta

Você me entende

Visita-me em sonhos

Sonhos que duram uma eternidade...

Mas ainda não chegou a minha hora

Estou viva( acredite)

Preciso encontrar um novo alguém

Não tenha pressa

Vai terminar tudo bem!
 
Vai Terminar Tudo Bem!

era preciso este vazio

 
era preciso este vazio
 
era preciso este vazio
eu tive que morrer
para voltar a viver
voltei por outra porta
ainda não me reconheço
ainda não sei quem sou
apenas sei que aqui estou
mesmo que não exista
já na outra vida
e aqui estou
à espera de morrer de novo…
vá, chamem por mim….
- mas com cuidado para vir devagar
eu não sei se vim pelo mal
 
era preciso este vazio

Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo

 
Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo
 
Existem momentos que não temos

testemunhas, apenas pensamentos sem

lógica e uma sensação que nunca mais

iremos abrir nossos olhos nessa vida

mas...

Ele sempre dá um jeito, ombro invisível

(porém efetivo), cessa a sensação de

tristeza e de que a vida não tem mais

sentido, jaz impulso, oração atendida,

abro os olhos, graças ao meu Eterno

Amigo!
 
Pensamento Suicida 0X1 Eterno Amigo

"do soneto deferido,"

 
 
"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I

e desce-me em acaso ou palco firme que cair
ora, excede-me! concede-me ao último sentir
minha lâmina que não levanto e bala que não sai
sejam-me guerras inteiras e vazias, todas iguais!

sejam-me peças de uma curva tua, nua e exposta
é a minha exclusão, eu digo-lhe: minha derrota!
é da carne que despede o gosto e da boca te diz
e te pede, e te serve e te elege primeira e atriz

tudo que eu puder copiar.. o que eu te ilustrar!
até à queda da asa, teatro vazio que existir-te
até às minhas notas frias, pelo de preferir-te

será.. enfim, a minha sina. minha lima e linha de ar..
até que essa vida me viva mil vezes! à febre, à cena
ou.. que te deitem aos ouvidos: fogo! ah, não queima!
 
"do soneto deferido,"

Eternidade

 
Eternidade
 
Uma noite intensa

Os passos silenciosos

As asas do teu olhar

Escritas na minha pele

A curiosidade do teu

Prazer na minha

Tela pintada pelos meus sonhos

Um estranho e obscuro caminho

de tantas letras fixas na tua

Saudade e solidão

A vingança cruel, real

Numa miragem como

Uma sombra

O ódio pintado no rosto

Do sofrimento das dores

Do passado como

Um corvo negro

Uma negra metade de rosto

Presa numa nuvem

Escura, uma gota de sangue

Encarnado a escorrer

No rosto de um pobre

Sonhador fechado na ilusão

Da humanidade.

Meu olhar voa,

divaga na tua pele

Prazer sinto em deambular,

em teus sonhos

Leva me sempre em caminhos

sombrios e estranhos

Fixos são meus desejos

Miragem

se vejo um corvo negro,

quando relembro dos tristes sentimentos

Solidão e sofrimentos

são nuvens passadas

Liberdade

Vamos expandir horizontes

Sonhar e mudar realidades

Passos silenciosos

daremos para sonharmos

juntos até a eternidade!

Donatello e Janna
 
Eternidade

OS VERMES

 
OS VERMES
 
Não sei por quê não tenho sorte!
Não tem quem vele meu sofrer.
Às vezes tento entender...
Mas o que fazer diante da morte?!

Penso já estar num jazigo...
A minha carne apodrecendo.
Os vermes tomam conta fétido
Corro perigo são arqui-inimigo.

Nada é mais triste daquilo
Que parece ser o meu fim
Rastilho antigo naquilo...
A me seguir por isso sofro assim.
 
OS VERMES

"..sobre a porta,"

 
 
"Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser(...)"

(Hamlet) Ato V, cena II

Ah! lado suposto.. tempestade em horas veiculadas de si
da curva do mar e adentro, qual chama criada, qual fé..
império de galgar-lhe em nome de cena fixa que te vier
ah, eu.. deveria-te a um palmo extra da linha em que caí

e era breve.. em previsão de outras memórias e tantos fins
comércio de olhar-te à metade do dia impresente(e seria..)
palco ao contrário da culpa de não te fluir às chamas assim
tarde me teriam os dias que te deixei enquanto eu te tentaria

uma. duas, mil vezes e além! sorte da morada que te acorda
hora.. ou outra, em tese e conceito! métrica ou infinito passo
mesmo que.. te cubram de noites e que te esperem à porta

ah, eu te desceria os céus e desabaria o mais ínfimo inferno
tal imensidão da corda em volta às minhas linhas que te faço
digo-te: sempre deixaria, sempre levaria uma parte, tão perto
 
"..sobre a porta,"

Espelho

 
Espelho
 
Ah, chega!
Não vou catar os cacos de vidro
Que estilhaçaram-se logo à minha
frente
Cacos de minha
mente

Está me queimando por dentro
Veneno cruel
Não vou suportar essa cruz
Não vou correr atrás de sua
luz
Já não quero chorar oceanos
Preencher um vazio de anos!

As vozes que me condenam
Não podem ao menos entender
Sofri
Cresci
Hoje digo que vivi
Mas não posso continuar
Com um ódio que não me pertence
Com a falta de sentido que me vence

A imagem que vejo
Me é estranha, assustadora...
Não posso me ver assim
Não posso continuar com o errado
Preciso juntar as peças
De meu espelho quebrado

"Os sonhos estão em cima, a realidade está embaixo. A poesia, no meio dos dois"
 
Espelho

Marcha tenebrosa

 
Alados corceis desfilam
Como raios nas lacunas que o vazio preenche .
O tempo percorre o espaço entre o ribombar e a chama
Nas trevas do pensamento .

O sentimento expande-se,
Cavalga célere no cortejo.
Nuvens negras desafiam desejos.
Lacivia perversa embala
O pesado sono estrelar.

Ocsculo sanguíneo,indizível,
Sela no espaço o túmulo apaixonado
Inatingível em obscena perfeição
Morta refletindo poeira e ocaso.
 
 Marcha tenebrosa

"método de( in)controle,"

 
 
"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

da forma acima que a tenho tão linda do lado de lá
ah, eu.. corto os meus passos pra tê-la perto por cá
da carne que aceita o teu olhar longe e te avalia
eu te reconheço! mesmo às cenas e à desta mídia

me consola à essa tal demora que te espera e dispara
deixa-me chegar e perto. e também fique mais por aí
do séquito que te persegue e do espaço que te fala
ouve. serve-te a um pouco de atender-me tato de ti

e, talvez.. depois. e adiante da linha-vida que te exercito
eu te seguirei! eu te encontro hoje e sempre te voltarei
ou até que me falte o ar e a vontade de vida, eu te serei

vê a minha mão: é já impura, pois te falta! é asa retirada.
quando não te sabe e não te vê, é mão que serve o nada
então, e somente: é teu. este pecado vasto que te incito,
 
"método de( in)controle,"