Poemas, frases e mensagens de Ghost

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Ghost

Co-autora no livro Poetar Contemporâneo Vol.I
Edições Vieira da Silva

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Para todos os Luso-Poetas!

 
Para todos os Luso-Poetas!
 
Não te sintas pequenino,
Se as luzes da ribalta em teus pés não tocarem,
Sente-te feliz como um menino,
Diverte-te escrevendo, vivendo e rindo,
Pois só os cegos, não verão em ti, fascínio!

Não decaias por entre gigantes,
Que nada têm para te ensinar,
Vê-os apenas como os elefantes,
Que há muito cá andam e têm experiência para dar,
Que podem ajudar e momentos partilhar…

Não condenes os vencedores,
Por terem a fama conseguido,
Apenas chamaram mais atenções dos leitores,
Desta vida, deste livro,
Que por eles foi bem merecido!

Não desistas de tentar,
De batalhar por um momento,
Em que possas chorar, rir e contemplar,
Pois de nada serve o sentimento,
Senão for para o mostrar!

Cospe o que sentes, mas deixa para que outro possa pensar e interpretar…

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Dedico a todos os leitores e escritores do Luso-Poemas... Desde os mais lidos aos menos lidos (Sem disitnção).

Pois todos são dignos, e todos são escritores!

Abraços e Felicidades a todos!
 
Para todos os Luso-Poetas!

As minhas asas...

 
As minhas asas...
 
Abre as minhas asas,
Cobrindo-me de luz, e de inspiração,
Encontra-te em mim, liberta a nossa emoção,
Crê-me em ti, vive através do coração,
Pois outrora quis-te aqui e só obtive solidão…

Abre as minhas asas,
Faz-me voar entre rios e colinas,
Eleva a minha mente a ti pois só assim me iluminas,
Guarda um pouco de mim e pede às minhas boninas,
Que chorem pétalas como tuas meninas.

Abre as minhas asas,
Como só tu o sabes e podes fazer,
Não há neste mundo mais nada que me leve a querer,
Mais do que um pouco do teu saber, do teu apetecer,
Pois só tu, meu Adónis! Um dia me irás em ti, receber…

Abre as minhas asas,
E grita bem alto que me Amas!
Que das minhas ansas a Fénix alcança chamas,
Que tudo nos é possível, em vários panoramas,
E que para esta peça só há amor, não há dramas!

Abre as minhas asas,
Pois digo-me pássaro e preciso de voar,
Entre espaços eternos que alcançarei com o teu doce olhar,
Envolve-me nas tuas ondas, afogar-me-ei no teu mar,
Pois sem ti este corpo não conseguirá respirar.
Marlene

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As minhas asas...

*Palavras de Poeta*

 
*Palavras de Poeta*
 
“O poeta, de facto, só é uma pessoa como as outras na fisiologia. Et quand même…, Antoinin Artaud já nos preveniu de que poderia, até mesmo aí, ser diferente”

De O Livro de Cesário Verde, Posfácio, António Barahona

São tantas as palavras que o vento albergou,
Das flores que ainda se fazem criar,
Por entre os campos caiou,
Pedaços de pétalas de mar,
Que o tempo vincou nas brochuras com o salivar…

Nas montanhas assolou um único contemplar,
Que as flores lhe matou,
No jardim que ainda estava a formar,
As palavras que com as boninas partilhou,
Avassaladas pela corrente que inalava no ar…

São tantas as palavras que o vento albergou,
Levadas pela morte que insiste em amar,
Um poeta que ganhou asas e voou,
Para lá das vistas do meu olhar,
Onde enterrou todos as farpas que conseguia trovar…

Marlene

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Inspirei-me em Cesário Verde, grande poeta que tanto admiro.

Abraços e Felicidades.
 
*Palavras de Poeta*

A divagar...

 
A divagar...
 
As horas passam,
O corpo continua parado,
A mente a divagar…

Como poderia eu perdoar?
As mentiras que no meu imaginário voaram,
Para longe, para outro mar…
Que outrora me mostraram,
Outra vida que eu queria desejar…

Como poderia eu amar?
A ti, Ser radiante do meu pensar…
Se o meu corpo, outrora teu amante,
Em sonhos te matou, te levou sem pestanejar…
De mim, partiste para outro lugar.

Como poderia eu realizar?
Aqueles sonhos, fantasias que cansaram,
A minha alma, o teu meditar…
Que para longe de ti me levaram,
Pois contigo a minha utopia não poderia ficar!

Como poderia eu viver?
Se não visse os teus olhos que na escuridão brotaram,
Que me seguiram e que me queriam vigiar,
Para me guardarem, falaram e prepararam,
Para ti! Que estavas a chegar…

O tempo pára,
A mente retém e cessa,
O corpo começa a trabalhar…

Marlene
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A divagar...

*Ghost - autobiography*

 
*Ghost - autobiography*
 
My shadows spin around me,
Calling for the eternity,
Cleaning my Heart,
In the eyes of the opportunity,
I live in the light and in the darkness sweetly…

No longer a live,
My soul balance between your world and mine,
Dripping letters of my heart,
Crying lyrics trough my spine,
Putting in poetry the loves which shine…

And the shadows touch my words,
Kissing sweetly with passion,
What I above in middle of nowhere,
Calling my possession,
Ghost the name of my impression…

Marlene

As sombras giram em torno de mim,
Clamando pela eternidade,
Caiando todo o meu coração,
Nos olhos da oportunidade,
Vivo entre a luz e a doce escuridão…

Não habitando mais vida em mim,
Minh’alma balança entre o meu mundo e o teu,
Escorrendo palavras do coração,
Chorando as músicas da minha canção,
Colocando em poesia o amor que ardeu…

E as sombras tocam nas minhas palavras,
Beijando suavemente com paixão,
O que guardei no vazio,
Clamando pela minha possessão,
Ghost é o nome da minha impressão!

Marlene

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Este poema foi escrito primeiro em Inglês e só depois passado para português com uma ligeira adaptação... Nem tudo pode ser traduzido à letra.

Considero um pequeno retrato do que sou como eu poético.

Abraços e Felicidades.
 
*Ghost - autobiography*

*Descampada*

 
*Descampada*
 
Solidão que és parte da minha vida,
Que até tu largas-me nesta caminhada,
Onde caiu no chão por mim vencida,
Nestas lutas incessantes da minha parada,
Solto apenas um suspiro, não sobrando mais nada…

E choro, por ti minha amiga,
Que após tantos anos me seres tão querida,
Soltas a minha mão e não me sussurras mais a tua cantiga,
E sinto-me tão só, tão perdida!
Onde só sobram lágrimas na nossa despedida.

E abraço agora o corpo que tanto amaste,
Até à hora da tua partida,
Em que nem amor, nem paz, nem luz me deixaste,
Para acariciar o vazio que fica com a tua ida,
Que me sufoca com o ar, deixando sem forças e torcida!

E vais minha Velha amiga,
Correndo nos ventos quase de fugida,
Para longe do alento da pobre rapariga,
Que te chora em sangue por mais um momento da sua vida,
Caiando a sua morte, com a alma dividida.


Marlene
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*Descampada*

*Lágrimas de Amor*

 
*Lágrimas de Amor*
 
“As lágrimas cobrem-me o rosto,
Quando não vejo o teu olhar,
Que faz sentir em mim o toque límpido,
Das mãos que me tentam sempre desvendar,
Nas fantasias que crias ao amar…”

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
Que guardam em si cada sonho, cada desejo,
Cada beijo, cada toque!
Da tua pele queimando na minha,
Pelo desejo que em nós ardia…

Cada gota tem uma parte da minha essência,
Que devoto na tua ausência,
Ansiando pelo momento que voltarás para mim,
Sem expectativas soltas, sem palavras programadas,
Apenas com o brilho que me dirigias em cada olhar teu!

Caem lágrimas que me cobrem com o sal do teu mar,
E cada uma guarda memórias do que outrora viveste,
Do que depositaste no meu corpo, na mente…
De como aliciaste os meus sonhos a encontrarem os teus,
Do teu amor outrora meu!

E cada gota lembra-se de ti,
De cada traço do teu rosto, da cada linha do corpo,
Que com os meus dedos eu descobri,
Delineando versos e poemas…
Que me secam as lágrimas que hoje senti!

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*Lágrimas de Amor*

*Masoquismo*

 
*Masoquismo*
 
De forma escarpada e desejada,
Anseio pelo doce veneno que pinga nos teus lábios,
Imploro por me sentir da tua parte amada,
Nesta dança desenfreada,
De dois escravos do prazer numa noite de ilusão…

Tentando e atentando o odor,
Que se libertava do corpo onde passavas com a mão,
Emano, efervescendo o calor,
Reclamando em ti a dor,
Que me faz desejar mais ainda a tua acção…

Com suaves toques de violência,
Empurras e agarras a pele que se debate por manter nua,
Marcada pelos sinas de carência,
Desencarna a sua abstinência,
E oferece em deleite a carne, outrora sua…

Num vai que não vem, o amanhecer,
O enrijecer dos corpos coloca a tez dura!
O som começa a desaparecer,
O silêncio quer permanecer,
O embate que apazigua, a nossa noite de loucura!

Marlene
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*Masoquismo*

Fala-me de ti...

 
Fala-me de ti…
Quero saber se gostas mais da noite ou da lua,
Se achas que há uma morte, uma vida que continua,
O que para ti é doce, o que te apazigua,
Para que teu espírito emane, para que a tua alma flua.

Fala-me de ti,
Conta-me os teus medos, os teus receios,
Que batalhas vencestes, o que tinhas como meios,
Para onde te viraste, onde pediste conselhos,
Onde saraste as tuas chagas, onde feriste os teus joelhos.

Fala-me de ti,
Como se de ti não retratasses…
Que paisagens viste, a que cumes já chegaste,
Por que caminhos passaste, que trilhos já atraiçoaste,
Que outros seres conheceste, que línguas já falaste.

Fala-me de ti,
Conta-me algo de diferente, fala-me da tua mente,
O teu coração o que sente, agora, antes e no presente,
Se andas triste ou contente,
Que crimes abafaste, que loucuras cometeste.

Fala-me de ti…
Pois de branco hoje me vesti,
Para ti encanto, Ser que pouco conheci,
Por isso peço, fala-me de ti!.
GHOST

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Fala-me de ti...

Se pudesse entender...

 
Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que têm o discernimento,
Do tempo, do espaço, do vento...
Aqueles para o qual há só um momento,
Onde se consegue o fomento,
Do que é rápido e não do que é lento.

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles para o qual o azul não está no céu,
Onde já não há um véu,
Que divide este mundo do Mausoléu,
Para a morte qual seria o Troféu?

Se pudesse entender do que falam,
Os loucos que falam numa morte sem pressuposto,
Onde o enterro não fosse um desgosto,
Que leva os amores, amigos, o anteposto,
Para uma província, uma quinta... Um Rosto!

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que emitem sons sem pronunciar,
Onde vão sem visitar,
Que fazem sem pensar, planear... Melhorar,
Para viverem sem saborear.

Se pudesse entender do que falam,
Aqueles que trazem a esperança num pequeno bolso,
Onde não há reembolso...

Se pudesse entender do que falam,
Eu perguntava, falava,
Se calhar Passava... a palavra.

Mas não entendo do que falam,
Aqueles que não sabem a minha linguagem...
Vou sair na próxima paragem!
GHOST

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Se pudesse entender...

*Escuridão*

 
*Escuridão*
 
Escondo-me na escuridão,
Que me envolve com os seus beijos,
Aliciando com a canção,
Que queima os ensejos,
E os desejos que torturam o meu coração!

Ainda tenho na pele o cheiro da queimada,
Que grita pelo gelo da solidão,
Amando num balanceio em cada alvorada,
As vigas desta paixão,
Com o sangue que me cai das mãos…

E giro, escutando o som fúnebre da invasão,
Inundo os olhos com as lágrimas,
Que entendem e consolam a emoção,
Pintando os seus vidros de escarlate,
Esboçando o que sobrou da vida com apreensão…

E não!
Não mudo o meu rumo,
Para exonerar esta absolvição!
Caiu ainda girando no sangue,
Que adaptei como o meu chão!

Ainda toca a música fúnebre,
Nos calabouços do meu coração,
Perdi todas as almas,
Que me invadiram em Vida,
Agora há somente a doce escuridão!

Marlene

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Participação especial: http://nocaminhodasemocoes.blogspot.com/

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Imagem retirada do google.
 
*Escuridão*

O peso da Medalha

 
O peso da Medalha
 
Com o cheiro da pele vívida e queimada,
Cansada pelo prazer do peso do ouro,
Caiado em cada relevo dessa austera medalha,
Sofre o tempo que se viu vencido, perdido,
Por mais uma guerra, por mais uma batalha!

Foram cruéis as épocas filtradas no esquecido,
Espaço que outrora foi por ti engolido,
Não havendo uma lancha que salvaguarda-se,
Corações verdes e com um ar ainda florido,
Do sangue escorregado, perdido na esperança…

Ainda tem talhada a frase da sua vida,
Resumida na criança, que brinca na lembrança,
Que existe bem guardada nessa membrana despedida,
Que outrora curou suas chagas na dança,
De uma alegria, de uma confiança!

Como grita o véu outrora despido!
Arrancado por um Amor desnutrido de Ti,
Carapaça que alberga um mistério, desmedido,
Um corpo, um ânimo que encadeia com a luz, o brilho!
Que carrega o mérito merecido…

Ainda sinto o peso da medalha,
Que na pele arde! Na pele de vidro,
Condecorada por uma vida, uma batalha…
Marlene

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A pele que nos veste, que nos acompanha toda a vida... Guarda nela todas as marcas, traçadas, medidas, vividas!
ABraços e Felicidades.
 
O peso da Medalha

*Amar*

 
*Amar*
 
“Nestes caminhos que partilhei contigo,
Alcançando a tua mão,
Limpo agora minhas lágrimas,
Que acabei de chorar,
Por um Amor que está sempre a nascer e a acabar.”

Emoções que batem no meu coração,
Como ondas que embatem,
Quebrando mais uma vez a fortaleza,
Que se chegam à frente e partem,
Caiando de sal o escarlate das gotas que escapem.

E derrubando minh’alma,
Vêm e vão neste embalar,
Subjugando o que amo,
Nesta valsa que insistem em dançar,
Tomando o meu coração para seu par…

Ainda tenho restos da espuma branca,
Nas ruínas do meu rochedo,
Que tem sombras e flores,
Com a luz de um lado e amor em segredo,
Que brotam lindas cores e sensações de medo.

E nisto vão e vêm as ondas,
Que me tentam derrubar,
Acariciando com o mar,
Deixando em mim o sal branco,
Que me abraça e quer amar!



Marlene

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Emoções, sentimentos como o amor que entram e saem da nossa vida com a promessa de sempre voltarem.

Imagem retirada do google.
 
*Amar*

A Flor da Saudade

 
A Flor da Saudade
 
Tatuada pela flor da saudade,
Que brilha com a cor, que liberta o odor da tempestade,
Que magoa, sacudindo o amor que em mim ficou,
Que ilumina a mente, com a imagem que guardou,
Que encara a Besta com a vaidade!

Marcada como se fosse do gado,
Desse sentimento que atormenta pelo que ficou vago,
Por uma marca que ainda se vê,
Que se escuta em cada batida desse coração,
Que ri e que chora, com a ida não em vão!

Triste por ainda sentir a maldita saudade!
Que me prende o espírito a ti!
Que não me larga por essa verdade,
Que esculpiu uma flor em mim,
Que me recorda ainda o Jasmim!

Pois tenho uma flor no meu beiral,
Que me sorri com o seu perfume,
Que me devolve o teu especial,
Sempre que me recordo quem foste para mim!

Marlene

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O poema retrata tanto o lado mais negro como o lado mais belo da saudade.
Pois não sendo uma moeda, a saudade tem duas faces!

Abraços e Felicidades
 
A Flor da Saudade

Amor que sinto!

 
Amor que sinto!
 
Não creias apenas no que os teus olhos vêm,
Quando em mim se focarem,
Apenas uma carcaça virão, se me enxergarem,
Pois não serão esses gomos que me decifrarão,
Apenas uma fotografia sem alma conseguirão…

Não creias no que as minhas palavras te dizem,
Pois nada mais que sons te soarão,
Não escutes o que as notas falam em vão,
A minha mensagem para ti não está aí,
Encontra-se na Alma que te atribuí.

Não creias nos meus gestos,
Pois neles só existe a falsidade,
Não há neles amor, nem verdade,
O que sinto está para além do meu abraçar,
Para além de tudo o que possas a vir a imaginar.


Não creias no meu corpo,
Como ele mente!
Finge que em Ti nada vê, que nada sente!
Pois tu és mais que sonho e tentação…
És um Amor escondido nas profundezas do meu coração.


Não creias na minha Alma,
Que estupidamente fica atrás, escondida,
Encavacada, por vezes reduzida,
No tempo…
Quero contigo só um momento!

Marlene ( Ghost)

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Amor que sinto!

*Hesitações*

 
Como dói Amor,
Esta carência que nos envolve,
Este demência que nos consome,
Nas palavras que engolimos,
Nas injúrias que cuspimos no meio da nossa fome…

Necessito de ti Amor,
Em cada lágrima escorrida,
Em cada alma de mim perdida,
Nas batalhas por nós debatidas,
E nos olhos que já viram a vida!

Não sei mais de ti Amor,
E anseio o nosso balanço,
Que vai e vem sem dar mais descanso,
Aos corpos que sentem o rancor,
Que sentem no coração o avanço…

Não sei como controlar este Amor,
Que insiste em te tomar,
Para lá da entrega que me quer domar,
A ferida abre e reabre,
Estancada olhando-te a ires e a voltar…

Marlene
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*Hesitações*

Oração

 
Oração
 
Senhor, com a minha alma vazia,
Aqui me exponho entre meus irmãos,
Para que pelo menos neste dia,
Lhes venha alguma alegria,
Que lhes acalente o espírito com melodia.

Senhor, com o meu corpo desdenhado,
Por tanta vida e tanta solidão,
Peço que a estes amigos lhes seja dado,
Mais uma chance, uma hipótese de redenção,
E que venham com compaixão pelo Outro coração.

Senhor, com o meu espírito imperfeito,
Eu peço por aqueles que também o são,
Para que melhorem o seu jeito,
Se elevem à sua grandeza, imensidão,
Que se rendam a esse amor, deleito!

Senhor, Pai de toda esta multidão,
Como Criador deste evento,
Eu imploro por aqueles que ainda vêm com apreensão,
O respeito, o amor recebido, o alento,
Que tem dado mesmo quando falam de si em Vão.

Senhor, Deus do amor,
Visitai nossas casas,
Ignorando aqueles que ainda assim pregam à dor,
Ajudai-nos com paz, para criarmos asas,
E nisto perdoarmos quem nos tem feito tanto horror.
Que assim seja.

Marlene

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Oração

Aperto de Amor

 
Ainda te sei aqui amor,
Por entre vales de tortura e amargura,
Que me fizeste escrava da tua loucura,
Engolindo em cada beijo de despedida a dor…
De te ver uma última vez sedutor…

Ainda te sinto o cheiro da ternura,
Com que me aliciaste em noites de calor,
Para os lençóis caiados agora de bolor,
Choram a falta da tua procura,
E dos corpos que inflamavam da jura…

Marlene

Meu grande amor, estás distante e invisível...
Balas perdidas se encontram em peitos aliados
E últimos suspiros é o que mais tenho escutado...
Mas tenho a força que me dás, sou invencível!

Os nossos papéis são o meu único elo
Nesse mundo de sangue, suor e mortalha
Partilhas a corrente, amor, em pararelo
Sofrendo minhas dores em diferente batalha.

Eu volto, te juro, tenhamos paciência,
Creia comigo que a fé remove a montanha...
Enquanto me esperas, chorando a ausência,
Te sonho ao meu lado na cama de campanha.

Caio

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Primeiro da dupla Caio e Marlene.
 
Aperto de Amor

* Inspiração - Último Poema *

 
Estou vazia!
Já não te tenho mais amor…
E tortura-me esta dor,
Pela qual anseio e amo,
Com tanto ardor…

Já não! Já não me espreitas amor!
Os nossos dias acabaram,
Já não têm Mais cor,
E esqueci o que senti,
Quando te esbocei ao rubor.

Já nada resta,
A nossa parceria,
A forma como te alinhava na minha poesia,
Acabou!
Não te amo mais…

E dispo-me de ti,
Enterro ainda em sangue o que vivi,
Aqui e ali,
Enquanto te escrevi….
Morri amor!

Estou de partida,
Vazia e amargurada…
Deixo-te para sempre,
Não te quero encontrar mais!
Espero que não me voltes a tocar…

Marlene
 
* Inspiração - Último Poema *

Amor ao vento

 
Amor ao vento
 
Por entre os fios ténues do vento,
Da brisa que escorrega cada linha de meus cabelos,
Voa para ti, de mim um livre pensamento,
Do que contive no meu génio sobre o sentimento,
Que late por um olhar que fere o corpo inteiro…

A alma sugada assim pelo tormento,
No vórtice do sonho de que ainda sinto o cheiro,
Embato de volta com o vento,
Que na sua tempestade leva de mim o sofrimento,
Nem que seja no momento, sinto a leveza presente…

Amordaçada de vida, de calma e de nada,
Contida na Pandora, sendo a única que me entende,
Abraço o génio espelhado no Lago, nesta madrugada,
Solto o suspiro que não está preso a nada,
Mergulho na água, por mim enamorada!

E nisto continua lá fora, o riso do vento,
Como se dele eu me tratasse, sua amada…
Que me retira e devolve o tormento,
Como a quem oferece o Outono a uma Fada,
Este empurra, ama e agarra…

Ouço-o a rir lá fora,
Chama ainda o meu nome…
O vento!

Marlene

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O vento acompanha-me nas palavras...
 
Amor ao vento