Poemas, frases e mensagens de velhopescador

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de velhopescador

Eu tenho um amigo prolixo

 
Muito querido, muito educado,
Porém, não consegue manter-se calado
Se alguém lhe pergunta, se ele é provocado
Quer explicar tuuuuudo, muito bem explicado.

Ele fala sozinho, ele fala ao povo
Resmunga, se coça, e fala de novo
Parece que ele, na verdade, não fala
Que as palavras é que saem, mesmo se ele se cala.

De boca fechada, fica ruminando
As palavras na boca estão se formando
Forçando os lábios, para falar
Coitadinha da língua, já vai trabalhar

Calos na língua? Ainda não sei,
Mas estou bem alerta
De ouvi-lo falar eu já me cansei

Existe entre nós uma suposição
De que quando ele dorme, de boca aberta
As palavras, libertas, se lançam ao chão.
 
Eu tenho um amigo prolixo

Letras reumáticas.

 
Antes, muito romântico, hoje meio reumático
Sou apenas poeta, um pescador emblemático
As rimas se foram, a inspiração me faltou
Comemoro mais um aniversário, e algo mudou

A cada ano mais sexi, (vá com calma, ou me complico...)
por que depois viro sept (uagenário!) eu explico.
Os anos passando, a idade chegando
e eu fico pensando: O que devo fazer?

Uma vantagem eu tenho, são os muitos amigos
E pessoas que eu gosto que me vem abraçar
Coma um pedaço de bolo, e um suco gelado
Sente-se aqui, do meu lado, e vamos conversar

E a festa, assim, rola, sem muito barulho
Pois idoso é quietinho, e não quer se cansar
Daqui há pouco, pra cama, descansar o esqueleto
Amanhã é outro dia, tenho que trabalhar.

Sábado chegando, pescaria em vista,
(depois das visitas que vamos receber!)
Vou pra beira do rio, não tenho medo da pista...
Se pegar peixe bom, trago para comer.

Em agradecimento à poetisa Jmattos
 
Letras reumáticas.

Dias maus

 
:)

Quando o dia não vai bem
eu não tento culpar a ninguém,
e nem achar a explicação
Calo-me por uns momentos
acalmo os meus pensamentos
e retomo a razão
se a coisa está difícil
eu sei que não é impossível
e não quero me desgastar
Se a coisa parece insana,
encurto a minha semana
e parto para pescar
Quando volto, já acalmado,
retomo o trabalho parado
resolvo tranquilamente
Se eu fosse continuar
com o problema, a brigar,
brigaria com muita gente.

Texto resposta à querida amiga Vólena
no poema "Não me posso enervar"
 
Dias maus

O sertão chora

 
O sertão chora
 
Com referência ao poema "PONTO FINAL:SERTÃO"
do Cezarubaldo

O sertão chora sem lágrimas, como diz nosso poeta
E o povo, que tanto reza, ainda não recebeu chuva
O gado está morrendo, como a lavoura morreu
Seca, estorricada, tudo porque não choveu

O sol constante, inclemente,
Derrete a esperança da gente
Que vive no nosso sertão
A chuva, faz tanto tempo!
Ficou de vir, e não veio
Resolver a situação

Deus não ouviu? Eu duvido
Ele, sempre, ouve os seus
Porém, esse povo sofrido
Que anda muito iludido,
É que não quer ouvir Deus

Rezam para um e para outro
Santos e santas do pau oco
E agora está um sufoco,
O sofrimento é muito
Mas a chuva, nem um pouco.
 
O sertão chora

GOOOOOLLLL... DA ALEMANHAAAAAA.

 
Terça-feira, tarde bonita, saí mais cedo do trabalho para ver o jogo, pela TV.
Tudo vai bem, quero ver quem ganha.
Fui ao banheiro...

Gol da Alemanha!

Lavava as mãos, já ia enxugar...

Gol da Alemanha!

Corri para a sala para ver o replay.
Não era replay!

Outro gol da Alemanha!

Comecei a torcer...
Vamos virar! Vamos virar! Vamos virar...
Vamos virar piada.

De novo, Gol da Alemanha!

Ri nervoso. O que é que está acontecendo?

Mais um gol da Alemanha!

Nem a Volkswagen faz tanto Gol em tão pouco tempo.

Desliguei a TV, tapei os ouvidos e corri. Agora estou aqui no quarto, trancado, com vergonha de sair no quintal e ter que encarar meu cachorro, um lindo pastor-alemão!

Ele não está latindo, então deve estar dando risadas...

Cachorro esperto!

Adaptei de um pequeno texto.
 
GOOOOOLLLL...  DA ALEMANHAAAAAA.

Sublime amor

 
Os meus olhos choram sem querer
Quando sentem tua presença maravilhosa
E eu, mesmo morto, volto a viver
Através da tua palavra, poderosa.

Sonhos renascem, tenho um novo recomeço
Vejo as belezas de tudo que criaste
Oh, não permitas, jamais, que eu me afaste
De tua presença, benfazeja, eu te peço

É grande o amor que me vai, aqui no peito,
É grande o amor que vem de ti, e me refaz
Eu decidi, vou viver sempre do teu jeito

Eu vou viver, e espalhar a tua Paz
Que minha vida, ao teu nome, seja um preito
Até a morte, pois a vida é fugaz
 
Sublime amor

Drogada

 
Drogada
 
Republicação

Farrapo!

Ela ficava lá na esquina
Se oferecendo,
Por uma pedra,

Pouco mais que uma menina,
Fenecendo...
Quem era ela?

De sua família ninguém sabia
Se perguntada
Ela chorava,

Por uma pedra, se oferecia
(já acabada)
Transtornada.

Editado

SE O TEU AMIGO TE OFERECE DROGAS,
QUE DROGA DE AMIGO ELE É?
 
Drogada

Amor à primeira vista

 
Que linda!... Eu disse ao vê-la passar com sua cachorrinha.
Ela me olhou e sorriu, achando que eu falava do animal, e percebeu que era dela própria.
Ruborizou, olhou-me fundo, e eu a amei, naquela hora.
A recíproca foi verdadeira.
Alguns minutos bastaram para selar aquele amor.
Um amor tão grande que, quase nos esquecemos da pobre cachorrinha.

Este foi o texto com que participei do VIII evento Luso-Poemas.
Foi um prazer participar, Pois fiquei entre os treze primeiros colocados.
(rs)

Abraço
>
 
Amor à primeira vista

O velho cão

 
Uma senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..
O cachorro velho pensa:
-Oh, oh! Estou mesmo enrascado !
Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:
-Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueirar na direção das árvores.
-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: Em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum.. .
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa :
-Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:
-Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
-E agora, o que é que eu posso fazer ?
Em vez de correr (sabendo que suas pernas doloridas não o levariam longe...), o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz :
-Cadê aquele macaco safado? Estou morrendo de fome!
Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!
Imediatamente o leopardo se esquiva para longe do cachorro e devora o macaco.

Moral da história:

Não mexa com Cachorro Velho...

Idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga.

Sabedoria só vem com idade e experiência.

Esta é uma piada que rola pela WEB
 
O velho cão

Um, dois, um, dois...

 
O PELOTÃO

- Um, Dois, Um, Dois, Um, Dois, Um, Dois...
- Peeeeeeloootãããão: Alto!
- Apresentaaaaar armas!
- Virar à direeeeita!

E os “soldados” obedeciam à risca, na medida do possível, lógico. Alguns, na hora de “virar à direita”, ficavam parados outros viravam à esquerda, afinal, naquela idade, nem sabíamos o que seria direita ou esquerda.
As armas eram cabos de vassouras, ou de guarda chuvas, ou pedaços de bambu. Qualquer coisa servia.

- Permissão para falar, Sargento!
- Permissão concedida. Fale!
- Agora é a minha vez de ser sargento!
- Não! Volte para o seu lugar.
- Então eu não brinco mais...

E, lá se ia aquele soldado, abandonando as fileiras, no que era seguido por uma parte da turma, desfalcando o pelotão.
A coisa chegava a um ponto, que o Sargento ficava sozinho, pois não queria “largar o osso”, como se diz popularmente.
As outras crianças iam, então, brincar de bolinhas, ou futebol, ou esconde-esconde, ou qualquer outra brincadeira, e o sargento ficava por ali esperando uma oportunidade de entrar para a nova brincadeira, nem que fosse como recruta.
O que não valia era ficar sozinho vendo os outros brincarem. Importava participar.

Bons tempos, aqueles!
 
Um, dois, um, dois...

A morte

 
De carona com o João Marino Delize

Morrer, Marino, não creio ser tão mal,
E não me importa onde seja enterrado!
Todos chegaremos a esse final,
Os certos, os tortos, os errados

A morte, um dia vem, esta é a suma
Com o corpo, não me importa o que farão
Ponham-no em cova rasa, em um bom túmulo,
Ou mesmo, não invistam nem em caixão.

Alguém ali me visitar? Não perca tempo
Pois lá não estarei para atender
Minha alma, que dava a vida a esse corpo,
Vai se encontrar bem, seja onde Deus quiser.

Que sobrem as lembranças, alguns poemas,
A saudade, os amores, amizades.
Se houver homenagem póstuma, será uma pena
Que a façam enquanto estou vivo, de verdade

Gostei de ler o poema do amigo João Marino Delize

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=278851

E resolvi escrever a minha parte.

Abraço.
 
A morte

Sou apenas eu!

 
Eu não vivo para rimar, porém escrevo
Não escrevo, para viver, porém eu vivo
Não me arrolo o título de poeta,
Mas poetizo.

Invento versos, em idéias elocubro
E vou rimando, porém não é uma sina
Um dia, qualquer dia, eu me descubro
E se me descobrir, melhoro a rima

Se não gostou de mim, ou da poesia, ora,
Vá para outra freguesia, sem demora,
Porém, não queira criticar demais.

Sou apenas o Velho Pescador,
Se quer ler algum grande escritor,
Leia versos do Vinícius de Moraes.

Velho Pescador
 
Sou apenas eu!

Amar uma mulher

 
Amar uma mulher
 
Amar uma mulher, uma só mulher,
Não é para um homem qualquer,
mas é para um homem de verdade.
Não é se apaixonar, é mais que isso,
É saber se dar, e recebê-la.

É compreender, mesmo não entendendo,
É apoiar, é ser cúmplice.
É locupletá-la e locupletar-se
É interagir, e se doar

É vê-la sofrer porque lhe falta um par de sapatos
que combine com aquela blusa, ou bolsa,
Com que nenhum dos quatrocentos outros pares combina...

É vê-la, ao vestir-se, trocar dezenove vezes a roupa para ver qual cai melhor,
E saber dizer-lhe, com carinho e seriedade, que aquela última está perfeita,
E sorrir, satisfeito, mesmo insatisfeito, pelo enorme atraso.

É responder com outro assunto, diante da pergunta,
“Você acha que estou gorda?”, e reafirmar a sua beleza.

É ceder a prioridade no banho e banheiro,
É ceder a prioridade no carro,
É usar aquela roupa que você não gosta, mas ela sim.

É ficar alerta às suas idas ao cabeleireiro, e,
Mesmo que ela mantenha o corte e cor, dizer-lhe
Como ela está linda!
Elogiar o seu cabelo, o penteado

É levantar-se a cada manhã,
Decidido a ser feliz e fazê-la feliz naquele dia.

Amar uma mulher é, sobretudo, amar-se a si próprio,
Pois, infeliz é o homem que não sabe amar uma mulher!
 
Amar uma mulher

Devo aceitar? [1]

 
Andava pela praça, naquela noite de inverno, incomodado com o vento forte, que me fazia balançar, ora para um lado, ora para outro, e ria, imaginando o que poderia estar pensando de mim, alguém que me visse cambalear daquela forma.
Eu poderia buscar refúgio em algum lugar, mas estava preocupado com a chuva, prestes a cair. Pretendia chegar em casa rapidamente, tomar um bom banho, um chocolate quente e dormir, depois de tantas aventuras em um só dia.
Cheguei à esquina no momento exato em que começavam os primeiros pingos da chuva, e assustei-me ao ver aquela linda jovem, que começava a gritar, desesperada!
Corri para ela, perguntando o que estaria acontecendo, e ela ainda gritando, já quase sem voz, apontou aquele besouro enorme grudado em sua blusa.
Quase não consegui retira-lo, tal o medo da moça, e os pulos que ela dava.
Peguei o “Titanus giganteus”, atirei-o ao chão pisoteando-o em seguida, mostrando-lhe que o inseto não mais representava perigo.
Ela se abraçou a mim, soluçando, e assim permaneceu por alguns momentos, mesmo sob a chuva, que agora caia mais forte.
Foi um momento delicioso.
Quando ela se acalmou, tremia de frio, então convidei-a a tomar, comigo, aquele chocolate quente que vinha planejando.
Na manhã seguinte, logo ao acordar, ela virou-se, olhou-me nos olhos, e, toda meiga, falou:

Casa comigo...
 
Devo aceitar? [1]

Cartinha para minha mãe

 
Aproveito este dia, para escrever algumas linhas,
Compungido, mas com alegria, vou falar de coisas minhas
Que me vão aqui no peito, perdão, mas, com todo o respeito,
Quero dizer a verdade, que ocupa o meu coração.

Mãe é mãe, mãe é exclusiva, (até mesmo para cada irmão)
Você, que me deu a vida, é única, e é bilhão,
Pois cada um tem a sua, diferente, mas igual.
Como um anjo, feito no céu, alguém muito especial

Receba minha gratidão, por todo cuidado e amor
Por me dar tanto carinho, minimizar minha dor
Por ensinar o caminho, e por me dar o calor
Desde que, eu, bebezinho, recebi o teu favor

Eu te amo ainda, mamãe, e muitas vezes sonho contigo
Sonhos bons, do tempo antigo, quando aqui inda vivias,
E me chamava querido, e me ensinava os valores,
E ouvia os meus temores, assim, logo eu sorria

Eu nunca soube dizer-lhe o quanto também te amava,
Mesmo que meu amor fosse pouco, comparado ao que me deu
Até o dia em que me despedi, por sua partida pro céu,
Afinal, você foi promovida, por tudo o que fez na vida,

Foi morar perto de Deus.
 
Cartinha para minha mãe

Supermercado!

 
Já que as crônicas sobre Supermercados estão em alta no luso, e, tocado pelos escritos da Bertha Mendonça e do Pedro Geraldo, decidi contar meu segredo.

Logo após o casamento, levava a esposa ao supermercado, onde comprávamos todas as delícias que víamos, sem preocupação com preço ou composição.

Muitas frutas, algumas verduras e legumes, carnes, peixes. Trazíamos gêneros de primeira, segunda e terceira necessidade, doces, muitos doces, frios, de todos os tipos, e mais: Todas as bobagens deliciosas que eram anunciadas... Não faltava o bacalhau e o bom azeite.

Meses deliciosos... Cozidos, assados, pizzas, lazanhas, pudins, sorvetes, pudins, outros pudins, outros sorvetes, tortas, etc., etc.

- Benzinho, vamos preparar uma lazanha?
- Claro... Eu estava mesmo pensando nisso...

Tempo bom! Até ela se encontrar com a balança! Quando menos eu esperava, ela me disse:

- Você engordou!

E eu, disfarçando:

- Que bom. Eu estava tão magro...

Só que eu notei que ela se referia a ela própria, e até elogiei sua silhueta, mas não adiantou.

Supermercado virou um suplício.
Verduras, legumes, verduras, soja, verduras, frutas e verduras. As delícias? Passavam longe! E então EU comecei a emagrecer, até virar freguês assíduo da confeitaria, para manter a forma (arredondada, lógico!).

Hoje, mais maduro, vamos às compras e eu fico cuidando do carrinho, além de “cuidar” das compras.

Ela pega uma lata de doce, e me entrega, então eu pego mais duas e coloco no carrinho. Quando ela pega algo que eu não gosto, ou acho muito caro, coloco no carrinho errado, e assim vamos vivendo. Na volta, já em casa, ouço frases como:

- Puxa! Não sei por que comprei dois vidros de palmito!
- Eu não lembro de ter pego esse queijo, nem estes bombons...
- A gelatina diet não veio!...

Fora esses inconvenientes, a vida corre bem. Tirando minha dificuldade de perder peso, estamos tranqüilos. Acho que é a genética!
 
Supermercado!

Faltam letras

 
Letras

Eu não escreveria mais, hoje, mas, sobraram-me umas letras no bolso
Então, vou arrumá-las aqui e tentar escrever a teu gosto
Não posso desperdiçá-las, as letras, pois andam tão caras...
E não é sempre que me encontro à vontade para usá-las.

E daquelas que formam palavras? Mais difíceis a cada dia
Então, mãos à obra, vou em frente, tentar escrever poesia
Se não der, bastam as rimas, que soem bem, e agradem
Assim vou usar as palavras, que na minha boca já ardem

Porém, as tais letras são poucas, e eu fico apoquentado
Tentando formar palavras, sentado frente ao teclado
Algumas saem incomplEtas, sE não consEguir rEpor
PrEciso de vosso apoio, urgEntE, ou não consigo compor.

Você tem letras, sobrando? mande-as assim que puder
Pois ficam a um canto mofando, e eu querendo escrever
Só de Oo faltam quinhentos, de Ss e Rr, uns oitocentos
Sem contar pontos e acentos... Será melhor esquecer?

Espero as vossas remessas, mesmo de fontes diversas...
Mande-as com toda a pressa, e eu vou lhe agradecer.
 
Faltam letras

Eu tenho um amigo prolixo

 
Muito querido, muito educado,
Porém, não consegue manter-se calado
Se alguém lhe pergunta, se ele é provocado
Quer explicar tuuuuudo, muito bem explicado.

Ele fala sozinho, ele fala ao povo
Resmunga, se coça, e fala de novo
Parece que ele, na verdade, não fala
Que as palavras é que saem, mesmo se ele se cala.

De boca fechada, fica ruminando
As palavras na boca estão se formando
Forçando os lábios, para falar
Coitadinha da língua, já vai trabalhar

Calos na língua? Ainda não sei,
Mas estou bem alerta
De ouvi-lo falar eu já me cansei

Existe entre nós uma suposição
De que quando ele dorme, de boca aberta
As palavras, libertas, se lançam ao chão.

Re-publicação
 
Eu tenho um amigo prolixo

Namorada...

 
Ah, se eu pudesse, aproveitaria a oportunidade
De dizer para a minha Betinha o quanto eu a amo,
E, o quanto eu a tenho curtido, nesses dezenove anos
Sem contar o tempo em que a paquerei.

Eu iria dizer-lhe como ela é linda,
Com o seu charme próprio,
Com seu jeitinho faceiro, o seu perfume maneiro...,
o cheirinho que ela tem!

Dizer-lhe que eu amo o seu jeito
De falar, de cantar, de andar,
Sem contar o como é bom
Tê-la como esposa amada.

Ah...
Pensando bem, acho que eu posso fazer isso,
então...

Até amanhã, amigos poetas,
Vou dizer isso tudo para ela...
Aproveitar para namorar!
 
Namorada...

Votos

 
Desejo a você, que é pai,
Que o teus filhos te amem,
E te honrem.
E te respeitem.

Desejo que haja Paz no teu lar,
Saúde em tua vida e na dos teus.
Suprimento em tua despensa,
E um trabalho digno e honrado,

Desejo que tuas esperanças se cumpram
Na vida de cada filho
Na vida de cada neto
Na tua própria vida,

Desejo que você tenha uma vida longa e feliz,
A fé renovada a cada dia,
Uma palavra de ânimo a cada um,
E viva sempre na presença de Deus.

Que, neste domingo,
E em todos os outros dias,
Você seja Feliz
Recebendo o amor dos teus.

Feliz Dia dos Pais.
 
Votos

Quando falares,
cuide para que suas palavras
sejam melhores que o silêncio.

Provérbio Indiano

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Grande abraço.