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Poemas, frases e mensagens sobre natal

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre natal

FELIZ NATAL (POETAS E AMIGOS)

 
FELIZ NATAL (POETAS E AMIGOS)
 
Mais um ano vai chegando ao fim
e um novo ano a surgir...
Foram grandes os momentos que
juntos com todos aqui foram divididos
li, comentei, leram e comentaram os
meus poemas e muitos foram os
preciosos amigos que trouxeram o
seu carinho para a minha escrivaninha
E muitos foram os leitores que vieram
deixar o carinho da leitura
Neste momento vos dedico este singelo
poema em forma do meu eterno
carinho e gratidão....

Um Santo Natal e Um Novo Ano de Paz e Esperança

Muitas bênçãos e beijos de ternura a todos

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FELIZ NATAL (POETAS E AMIGOS)

Eterno Natal!

 
Eterno Natal!
 
Oh quão bom que a paz pairasse no ar!
Inspirando a vida de todo ser humano,
Em todos os cantos da terra, além-mar,
Impregnando de ternura seu quotidiano...

Plantando na alma, um eterno natal!...
Semeando e colhendo, à paz de Jesus.
Criando um mundo sem conflitos: real,
Iluminado pelo resplendor de sua luz.

Assim; co’ o eterno espírito natalino,
Cada um seria amável em seu interior,
Todo irmão doando um afeto cristalino...

Compartilhando às bençãos do Criador,
Que através do filho, Jesus menino,
Mostrou-nos o seu imensurável Amor.

-**-Elias Akhenaton-**-
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com.br/
 
Eterno Natal!

Advento

 
Antecipo-me à morte anunciada
Num advento omisso de natais
É só o reflexo da minha fé cansada
De blasfémias de tantos carnavais

É farto o perú de tantos recheios
Na consoada rica e enfeitada
Lá fora uns olhos comem cheiros
que exalam da chaminé dos telhados

E há muita fome enquanto reza a missa
E o galo canta as 24 badaladas
O olhar triste da freira clarissa
A contrastar com a igreja engalanada

Não há menino num berço de palha
Mas há meus senhores...
Muita pobreza envergonhada!





Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Advento

Feliz Natal!

 
Os meus versos são para ti
Amigo que me lês com carinho,
Antes que seja Natal estou aqui
Para te dar um abracinho…

Muita saúde, paz e amor
É o que te quero desejar.
Por momentos, esqueçamos a dor
De quem não podemos aliviar…

Sê feliz amanhã no teu lar,
Com a tua Família a sorrir
E que o novo ano a chegar
Vos possa ainda mais unir!

Feliz Natal para Todos!
Beijinhos
 
Feliz Natal!

Natal depressão

 
Natal depressão
 
Pressão para produzir

Pressão para fazer pressão

Pressão de Natal

Só pressão

Pressão para consumir

Pressão para consumar

Natal de pressão

Pressão e Supressão

Depressão de Natal

Depressão de pressão

Pressão alta

Pressão baixa

que não se estabiliza

enquanto não nasce

o Menino Deus...

Enquanto não nasce

um Novo Ano...

Enquanto não nasce

o amor ao Semelhante...

honey.int.sp

Imagem retirada do Google.
 
Natal depressão

Natal - Nascimento de Jesus.

 
Natal - Nascimento de Jesus.
 
Desejo que 2010
te traga o dobro
daquilo que semeaste
em 2009

FELIZ NATAL
Bom Ano
 
Natal - Nascimento de Jesus.

PEDIDO AO PAI NATAL

 
Eu sei que ainda é cedo, mas que querem?
Eu gosto muito de jogar em antecipação,
Pois que há muitos meninos que preferem
Só fazerem ao momento preciso da emoção.

Eu quero colocar na chaminé o meu sapatinho,
É pequeno, pois que só calço o numero 45
Mas se o aplico com muita raiva num rabinho
Podem crer que deve de fazer mal, eu não sinto.

Queria pedir ao Pai Natal uma bela prenda
Que me desse o formulário de aprender dizer
Pois que não sei o que digo, passo a encomenda
De um manual para poder aprender com prazer.

Por aqui a falar aprendo pouco quase nada
E eu que falar como um senhor intelectual
Assim seria vaidoso da nossa língua bem falada
E de poder responder letra a letra, igual a igual,

Sei que tens muito trabalho com as criancinhas
Elas estão em primeiro lugar com muita razão
Se não puderes para mim, cá ficarei com as minhas
Maneiras de falar, com alma , com raça com coração

A. da fonseca
 
PEDIDO AO PAI NATAL

Natal

 
Natal
 
Longe de um Natal Coca-Cola

e de um Noel para consumistas,

aquém de rótulos e bordões...

Paz, amor e luz nos corações!

Natal de fato

em cada ato...

Paz além da propaganda,

luz além da iluminação,

que seja o amor presente

despido de papelão...

Natal de fato

em cada laço...

honey.int.sp

Imagem retirada do Google.
 
Natal

Natal (FELIZ NATAL A TODOS POETAS E LEITORES!)

 
Natal (FELIZ NATAL A TODOS POETAS E LEITORES!)
 
Nada mais sublime no mundo trouxe vida e um amor veraz
Veio para mudar a história da humanidade de glória em glória...
Quando no céu uma estrela brilhou, os três reis magos logo
Entenderam que em Belém nasceu a verdadeira luz do mundo.
Reluz lá no infinito azul, sim, louvemos ao Salvador o príncipe da paz!
Também faz morada no coração daquele que sente sua presença;
Aquele que vive e reina para todo o sempre: Rei sobre rei Jesus.
Lauréis a Ele, cânticos, aplausos o seu sangue foi a sua oferta!
A maior prova de amor que alguém poderia dar a outrem foi de graça.
Em lugar algum se acha algo assim: Tão descomunal sobre natural.
Então é natal? O natal temos todos os dias da nossa vida viva esse natal!
Nasceu para a glória do Pai
Amou, ama incondicionalmente
Tomou sobre si nossos pecados
A virtude celestial verdadeiro natal
Louvado seja o seu nome ora Maranata vem!

06/12/17
Mary Jun
Guarulhos,

Imagem Google
 
Natal (FELIZ NATAL A TODOS POETAS E LEITORES!)

e é Natal.

 
...e é natal.

ainda tenho dezembro-
afinal um ano mede-se a partir do ponto em que se parte.
ainda tenho dezembro,
"para o ano" é já janeiro,
um passo e passa a agosto,
novembro a contragosto...
 
e é Natal.

VERSOS DE NATAL

 
VERSOS DE NATAL
 
"A magia do Natal está em
acreditarmos em sua existência"

ÂNGELA LUGO

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VERSOS DE NATAL

Porque hoje é *Natal*

 
***

Porque hoje é Natal – e os homens despertaram nos braços da solidariedade –
*** O sol irradia apenas a Luz da Vida!

Porque hoje é Natal – e as crianças soltam gargalhadas sem cores esbatidas –
*** As aves cantam as melodias que lhe foram confiadas!

Porque hoje é Natal – e o pai e a mãe espelham no olhar alegrias nupciais –
*** O vento glaciar oferece o calor dos Trópicos!

Porque hoje é Natal – e os mendigos têm por umas horas cama e mesa farta –
*** As nuvens são apenas castelos de algodão doce!

Porque hoje é Natal – e contemplamos por um instante as Portas do Paraíso –
*** Jesus veio morar umas horas no coração de todos nós!

E perguntam em uníssono aqueles que são sempre os de Boa Vontade:
- Porquê, Irmão, não ficais connosco todas as horas, de todos os dias do ano?...

21.12.2009, Henricabilio

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Para os autores e visitantes, envio meus votos de
Festas Felizes e um 2010 nota dez!

Abílio Henriques
 
Porque hoje é *Natal*

UM NATAL COMO ACHO QUE DEVE SER

 
UM NATAL COMO ACHO QUE DEVE SER

Quero mais humanidade
e menos castanhas.

Mais coisas
Arroz com feijão,
Tipo, por que não?
Uma sincera amizade.

Apenas
Por quem amo
Engulo essa
Mortificante rotina
Das nauseabundas festas
De fim de ano

E então?

Então venham os lautos pratos,
Os banquetes incautos,
As tiranias dos presentes,
Os abraços dormentes,
Dementes.

É esse natal das vaidades,
Das veleidades,
Que encobrirá
Um ano inteiro disperso,
Consumido em ilusão
(E tantos e tantos outros
Que, após, advirão)

Prefiro o natal dos índios:
Sem rabanada, peru e vinho
Só nudez de corpo e alma,
Nenhuma falsa emoção
E profusão de inhame e caça

Na aldeia
É natal todo dia
O natal da pescaria,
Da brincadeira,
Da dança, da cantoria
Lá na aldeia
É natal na veia...

[ Um dia destes,
Chegará o "meu" natal
Sem fogos estourando
Na minha praça;
O natal da calma;
O natal sem alma;
O natal do humano

Aquele natal
Do presente sem-presente
Sui generis,
Original...

Ganharei um reles abraço,
Aquele que sempre esperei:
Um sincero, amigo
E emocionado
Abraço.
Só isso

E aquele que me abraçar,
Seja quem for,
Seja qual for esse dia,
Mês ou ano
O fará, ali,
Deus-homem, desnudo,
Como que
Espatifado do céu

E me abraçará
Por ele, por mim,
Por nós, por você,
Pelo mundo...

(E neste
Mágico instante
Essa pessoa
Se tornará,
Só para mim,
Apenas sendo ela,
O meu papai Noel...) ]
 
UM NATAL COMO ACHO QUE DEVE SER

Logo hoje que queria tanto falar!

 
 
O silêncio apareceu!
Logo hoje que queria tanto falar!
Não posso esquecer que é Natal.
As ruas vestem-se de vermelho
E as pessoas de alegria,
Mas este silêncio disse-me para não fazer barulho:
- Pssss…! Cala-te.

Este Silêncio
Diz que não quer ser interrompido
Nos seus silêncios.
Disse-me também que, quando fala,
Não gosta de ouvir ruídos.
Estou atónito,
Logo hoje que queria tanto falar!
Então, estou em silêncio total,
Só falo por dentro.

A minha alegria, que não gosta de silêncios,
Deixou-me.
Disse-me que não estava para me aturar
E saiu.
Foi às compras, penso eu!
E com razão.
No Natal, este silêncio?
Quando todo o mundo, apesar de nada dizer,
Anda a fazer ruído.
Estou a perder a cabeça.
Logo hoje que queria tanto falar!
Este é um momento de…
Não silêncio.
Afinal, é Natal!
Até a racionalidade, por esta altura, está
Fora de si.
E eu por aqui abandonado,
Com esta dor feita do silêncio.
Ainda ontem estava feliz.
Estou agora sozinho, triste e em silêncio,
Tudo por causa de um silêncio estúpido
Que teima em aparecer por estas alturas.
Logo hoje que queria tanto falar!
Fico sem saber se este silêncio
Aparece apenas para me aborrecer,
Ou simplesmente para me dizer
Que ainda há muita gente,
Sem o perfume do Natal…
 
Logo hoje que queria tanto falar!

VAMOS CANTAR

 
VAMOS CANTAR
 
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VAMOS CANTAR

FELIZ NATAL A TODOS OS LUSOS

 
VENHO DESEJAR A TODOS OS LUSO-POETAS E LUSAS, UM NATAL MUITO FELIZ, PLENO DE SAÚDE, MUITA ALEGRIA E CLARO TAMBÉM PARA OS VOSSOS FAMILIARES.

NÃO SE ESQUEÇAM DE FAZER UMAS COCEGASITAS AO BACALHAU PARA O POREM A RIR.

E NÃO SE ESQUEÇAM DE ME ENVIAR UMA FILHO VIA FAX, DESDE JÁ AGRADEÇO.

BEIJOCAS CHEIAS DE ASSUCAR E CANELA DO A. DA FONSECA
 
FELIZ NATAL A TODOS OS LUSOS

O Meu Conto de Natal

 
O Meu Conto de Natal
Era uma vez um menino que vivia numa casa sem eletricidade, sem água canalizada sem telefone, sem rádio, sem estrada com asfalto, mas havia três candeeiros, três candeias a petróleo e mais duas de azeite. A água corria a uns escassos cinquenta passos do portão do quinteiro …bastava ir lá encher o cântaro e ter depois forças para o trazer para casa. O telefone e o rádio não faziam falta, na estação do comboio havia, na taberna do senhor Coelho, mais conhecido por “O Coelho da Estação”… Aos domingos ouvia-se o relato… e ao pé do rádio estava um objeto preto muito estranho, que uma vez tilintou como as campainhas de algumas ovelhas. Uma voz gritou do lado de dentro da porta da cozinha: - Atendam o telefone, deve ser o Alberto a confirmar que vem cá passar o Natal… Ficou o menino a saber o que era um telefone, depois de ter visto e ouvido um rádio na semana anterior. Também ficou a saber que estava a chegar o Natal… O pai costumava ler á lareira nas noites geladas, um livro muito escuro que guardava na gaveta da mesa da cozinha…Nesse livro falava-se da criação do mundo e do nascimento de um menino num curral, com uma vaquinha e um burrinho que o iam aquecendo.
O menino sentia inveja daquele outro que tinha o bafo dos animais para se aquecer, e ele apenas tinha uma lareira que o aquecia pela frente…para aquecer as costas tinha que se voltar…mas logo lhe arrefeciam os pés e as mãos e deu consigo a pensar que se tivesse uma vaquinha á frente e um burrinho atrás, não precisava da lareira fumarenta que lhe fazia arder os olhos.
O Natal era o dia de anos do menino sortudo que tinha mãe e um pai carpinteiro, mas era Filho de Deus…. Tudo muito complicado para a sua cabecinha ainda em crescimento, já com bastantes perguntas que gostaria de fazer, mas que por medo nunca fez. O tal livro era sagrado conforme o pai dizia: -“ isto é a Bíblia Sagrada”. E ficávamos até altas horas a ouvir a saga do filho pródigo que se chamava José como ele. O pai comovia-se sempre e terminava com a voz embargada…ou seria cansaço à mistura com o sono?
Este menino nascera em 1939, um ano marcado pelo início da segunda guerra mundial que se prolongou até 1945, por isso não foi “menino” tal como agora se é. Muitas coisas aconteciam bem longe, mas quando se deu conta de que era pessoa, gente… misturado com outros meninos em tudo iguais a si, estava na idade de ir para a escola que na freguesia não havia, para a catequese numa igreja sem padre residente (havia o pároco de Santo Isidoro) que vinha celebrar missa ao domingo. O Natal para ele era o lindo presépio que estava na igreja, obra de algumas catequistas…umas chapas de cortiça revestidas com musgos verdes, onde “pastavam meia dúzia de ovelhinhas, sob o olhar atento de uns pastoritos de barro que se compravam nas feiras…No curral havia o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José uma vaquinha e um burrinho. Como não havia eletricidade havia velinhas acesas que eram vigiadas de perto para que não ardesse tudo…No fim da missa beijava-se o menino que o senhor abade encostava a todas as bocas que aparecessem, sem se preocupar em limpar o pezito que era lambuzado pelos paroquianos. Se na taberna bebiam todos pela mesma caneca de barro branco sem nojo nem receios infundados, aceitavam com a maior naturalidade o procedimento do abade e achavam tudo muito natural.
Hoje o Natal é uma oportunidade de negócio, mas naqueles tempos não havia prendas. Pelo menos esse menino nunca teve. Foi a irmã mais velha que lhe disse que à meia-noite o Menino descia pela chaminé e trazia prendinhas a quem deixasse o sapatinho na lareira…nunca acreditou que alguém se atrevesse a descer pela chaminé de noite, pois estava cheia de salpicões, chouriças e presuntos ao “fumeiro”…era ali que vinha parar o que de melhor havia no porco que todos os anos se matava e tinha que durar até ao ano seguinte. Mas a irmã insistia e garantia que na catequese ensinavam como fazer…lá lhe deu um sapato seu e ela o colocou ao lado do sapatinho dela. No dia seguinte de manhã estava um salpicão em cima dos sapatos porque um rato havia roído o fio que o segurava…tiveram que o dar à mãe e ela meteu-o numa caçoila de barro preto onde já havia mais, mergulhados em azeite para ocasiões ou visitantes especiais.
O Natal começava na noite de vinte e quatro, com uma ceia especial de batatas cozidas com bacalhau, couve tronchuda e cebola, tudo muito bem regado com azeite que vinha para a mesa no estado sólido, era servido à colher e, com o calor do prato, retomava a forma líquida original (o frio era tanto que congelava todo o azeite que estava nas talhas de barro). As sobremesas eram as rabanadas de mel, de açúcar, de leite, de vinho e até de canela e depois ainda tínham a alternativa da aletria servida numa travessa redonda, que depois de arrefecida ficava tão consistente e dura como o azeite. Era cortada em linhas horizontais e verticais e podia-se comer à mão ou com um garfo.
O menino nunca soube o que era a “Missa do Galo”. Havia a missa da manhã (06H00) e a Missa do dia (11H00), só em certos domingos.” Missa do Galo” à meia-noite, em pleno inverno perto da Serra do Marão era impensável.
No dia de Natal reunia-se a família toda e então havia a “sarrabulhada” principal em casa da avó de Castelões e outras se iriam seguir na casa dos que haviam feito a matança do porco…os tios e tias eram muitos, por isso havia sarrabulho até ao início da quaresma.
O menino cresceu e todos os dias guardava as ovelhas no pasto para que não entrassem na horta.
Aos seis anos ouviu a padeira e a sardinheira a espalhar pela aldeia o fim da guerra por causa da bomba atómica. Entrou para a Doutrina em casa da Sãozinha do Penedo, que era a melhor costureira da terra e cantava muito bem no coro da igreja. Foi matriculado na primeira classe na escola de Fontelas que funcionava numa casa grande de dois pisos, sem retretes, nem água que certa madrugada ardeu, tendo-se perdido todas as carteiras de pinho, um lagar de vinho, a adega adjacente e a fábrica dos caixões.
Os meninos ficaram sem aulas cerca de um ano, mas o pai tinha boas relações com o Regedor da Freguesia e conseguiu lugar para o menino se matricular na escola da Livração…só que para lá chegar teria que atravessar uma ribeira, a linha do comboio e um pequeno bosque de pinheiros, carvalhos e castanheiros e finalmente seguir as bordas de uma levada para encurtar caminho…Foi o fim da “meninice” e o início da fase mais decisiva da vida, onde tudo se pode ganhar ou perder para sempre. Este ganhou!
José Mota
Natal de 2017 ( 79 anos depois de ter nascido)
 
O Meu Conto de Natal

Cancão de Natal para sentir...

 
Cancão de Natal para sentir...
 
Estrelas purpurinadas

Presentes exuberantes

Abraços apertados

E árvores gigantes

Nada faz sentidoo...

Se mesmo estando próximo

O próximo está distante

São presépios bem colocados

Maria, Jesus, José,

Em tempos dormentes

Em tempos de pouca fé

Olhos no céu cinzento

Não faz sentido

Respirando a intolerância

Tão sem sentido

O choro sem esperança

É sem sentido

Para ouvidos ignorantes

Qual o sentido?

do desespero de uma criança...

Qual o sentido?

Nada faz sentido

Se não sente e...

Então senteee ee

É...

honey.int.15/12/2016

Imagem retirada do Google.
 
Cancão de Natal para sentir...

Duas Vogais E Duas Consoantes ( Ó , Cruz, Ai , Me ! )

 
 
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Duas Vogais E Duas Consoantes ( Ó , Cruz, Ai , Me ! )

Do poema basta-me ... o último !
aquele que não escrevo , de súbito !
a retroceder para a manjedoura
onde nascem as crianças condenadas
pelos nomes que o peso do passado histórico , condena !
e , como por milagre , os reis , abraçam-me !
iluminados por aquela bela estrela , estilhaçada !
pelas mãos sujas dos sacerdotes , hipócritas !
ai que de mim nem quero ouvir o nome , na vossa boca , conspurcada !
podeis comprar a praça , podeis comprar os homens ,
podeis pagar aos pobres que nome não têm ,
podeis cobrar dos sem-terra , que indigentes são ,
mas jamais podereis curvar-me as costas , flagelo !
e eu aceno-vos os povos que atravessaram os mundos , por este dia !
que me cega , que me estripa ! Mas não me veda , à razão !
que me eleva no templo onde as vossas trombetas , vendem !
deuses , orações , profetas , no tilintar cunhado , das moedas !
quem sois vós , afinal ? Sois o êrro de toda uma humanidade , sofrida !
que das bestas com vestes d´anjos todos sabemos , nojentas !
mas , ah , rides-vos e dais cambalhotas d´alegria , ó tolos !
porque acreditais que em breve , muito brevemente , num instante !
de mim , que vos aponto a mentira que pregais , vos livrais !
ó como vos enganais , exército d´impotentes , cabeças vossas , prémio !
para o primeiro daqueles que vos apunhalará , fielmente !
mas que sim , se vós o dizeis , porque eu não o digo ? também !
e , deixai o galo cantar que são três os seus toques , anunciação !
deixai o meu irmão negar , que são três os dele , perdões !
mas dos vossos êrros, nem de um esquecerei , anotai !
que importa se minha mãe me chama , não é ela o que eu sou ?
que importa se Madalena me segue , não é ela que me ama ?
que quereis mais ? se tudo tenho com quem no tudo me tem ?
ah , julgais que não aguento , a cruz !
que me pregais às costas , que me subis aos montes , através
e ao meio duma multidão de mutilados que jogaram fora , o cérebro !
eis-me aqui vazado de sangue , rasgado de povo que são povos , amados !
não , não me renegarei , não me submeterei ao sim de vós , lei !
"Pai , Pai , porque me abandonaste ? Em Tuas mãos entrego o meu , espírito ! ..." ...

que são três , três são , tal como o canto do galo , tal como o não do irmão ,
três são os dias da minha mais sofrida provação , vencida !
e , sabeis , quem me espera na saída , dela ?
ela , sim , ela !
Maria - dela vim ; Madalena - a ela me entrego ...
teimo porque sou para além daquilo que vós enxergais , cegos !
teimo e jamais voltareis a escutar o que vos ensurdece , palavra !

Sim ! podeis levar-me ...

Luíz Sommerville Junior , Eu Canto O Poema Mudo

Ao Trabis, admnistração, colaboradores, poetas e leitores apresento os meu votos dum Natal Muito Feliz.
Tudo de bom

Jorge
 
Duas Vogais E Duas Consoantes ( Ó , Cruz, Ai , Me ! )

NESTE NATAL...

 
NESTE NATAL...
 
“O renascimento de cada ser
não depende de cada Natal acontecido
Mas sim do Natal que a cada dia é
descoberto por cada um em seu íntimo”

Ângela Lugo

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NESTE NATAL...