Poemas, frases e mensagens de brenddaneves

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de brenddaneves

Boemia

 
Boemia

À meia luz dos teus olhos
Apenas duas taças de um vinho barato
Brumas de um cigarro
Trocas de olhares

Amava-o assim perdido na noite
A alma cheia de ideais
Revolucionário era o impulso que nos movia
Chamava-me burguesa e eu sorria

Amava-o assim, cabelo encaracolado...
O velho jeans rasgado, menino!
A rabiscar poemas inconformados...

Brendda Neves
04/2005
 
Boemia

Domingo com minha mãe e Bukowski

 
Domingo com minha mãe e Bukowski

Ainda posso sentir a dor do pé torcido
Fiz do velho sofá meu leito diário
Numa típica manhã de domingo
Pego o telefone e chamo minha mãe
Detesto estar só em casa sentindo-me um nada devido ao pé que torci
_Alô, mãe? Vem ficar comigo?
E ela veio.
Ensinei-lhe o ônibus que devia pegar.
Enquanto ela não chegava entrei num estado catatônico
A fitar o ventilador de teto
Lá fora as gaivotas cantavam alegres
Um colibri veio até a minha varanda em busca de uma flor que eu não tenho
E eu aqui presa no sofá matando um tempo que não passa
No meu estado de catatonia reflito sobre a triste condição humana:
Por que nos sentimos tão frágeis quando privados do uso de um dos nossos membros?
Não posso ficar de pé!
Não posso tomar um simples café
Sem que alguém traga para mim...
Sentia-me tão impotente!
Meu pé direito quase que engessado
E eu a pensar sobre as besteiras da vida...
Ding! Dong!
Ah! Finalmente ela chegou...
Salva pelo gongo.
_Entre mãe!
Dou-lhe um beijo e um abraço.
Depois, pulando numa perna só,
Volto para o velho sofá já fundo na medida certa da minha bunda...
Tédio!
(Mais três dias assim)
A pia já estava lotada de louça suja
A casa toda estava uma bagunça...
Ela deixou a cozinha brilhando de limpa...
Enquanto ela aspirava a casa e o tapete
Eu folheava poemas de Bukowski.
“de fato, não há qualquer chance:
Estamos todos presos a um destino singular “.
Num poema em que ele estava ‘sozinho com todo mundo’.
Concluí que o amor é mesmo um cão dos diabos!
Após o café da tarde ela se foi...
E eu não senti sozinha no mundo!

Brendda Neves
21-08-2012

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Domingo com minha mãe e Bukowski

Poesia

 
Poesia

Único porto de silêncio e calmaria...
Nela encontro respostas
Para as inquietações de meus pensamentos.
Palpitações de meu coração
Que não cessa de bater por ti,
Amor secreto que há em mim...

Diante dela nada se oculta
Um único gesto meu
É capaz de trair-me!

A pena não cala nem consente,
Entrega-me...
Desnuda-me...
Revela o amor secreto que há em mim...
Teu nome, minha amada,
É por si só um poema!

BSN
 
Poesia

Poetrix

 
outono invade
sem sono
dente-de-leao
 
Poetrix

O amor é um tesouro

 
O amor é um tesouro que muitas vezes só tem o seu valor reconhecido quando o perdemos. Brendda Neves
 
O amor é um tesouro

Haicai-chuva

 
Cai da estrela cadente
do caledoscópio
gota de chá mate amargo

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Haicai-chuva

Verso Reverso

 
Vice-versa versejo
Verso e reverso o desejo!
Abaixo o verbalismo:
O vandalismo de ‘ficar’...
Amor é edificar:
Amor é verbo,
Ação a dois!
Abaixo a verborragia:
Hemorragia versus poesia
Verte meu coração!
Viravolta vem o dia...
Ver-te longe e querer-te
Vivente em mim!
Sou volúvel sim...
Porém, solúvel é a paixão!
Voraz é o que sinto sem razão
Verás que é verdade,
A saudade sem fim
Que sinto de ti!
Vice-versa versejo,
Se você visse o verso
Traria consigo a reviravolta do fim!

Brendda Neves
 
Verso Reverso

Haicai primaveril

 
Meu coração febril
Abandonado no bosque!
Asas de um beija-flor

Brendda Neves
 
Haicai primaveril

Inocência bandida

 
Inocência bandida

Faço-me de inocente
Esta energia latente
Mostra quem sou:
Virgem aos teus olhos
Puta ao espelho

Queres sentir o calor
Que me devassa a alma?
Não há lugar para arrependimentos
Lançarei meu corpo
De encontro ao teu...

Não imaginas as cinzas
Dos meus desejos...

06/2008

Brendda Neves
06/2008
 
Inocência bandida

Amor branco suave

 
Amor branco suave

As lâminas de sol refletem na pele nua
Anunciam a hora de partir
Entrelaçados em lençóis de linho
Despetalados no ardor do carinho

Seguimos caminhos diferentes
O relógio engana o tempo
Espero que retornes amanha
Troco de pele e renovo o querer

O adocicado aroma do vinho
Confunde-se com o perfume
Que exala dos nossos corpos

Repousar em ti e sentir o fulgor
Dos desejos sem dedos e sem rumos
A buscar-me no horizonte

Brendda Neves - Vix-2005
 
Amor branco suave

Pombos ao mar

 
Pombos ao mar

(...)O predador negro. Um dia encontrarei minha morte nele (...) Sylvia Plath

Embalados pelo vento abrasador,
Dois amantes gravam o nome na pedra do tempo...
Eis que surgirão imponentes além do arpoador
E farão juras de amor perante o Senhor do Tempo...

Numa dança sem início nem fim,
Vão-se os pombinhos a rodopiarem no precipício...
Ei-los aqui fixos na margem, enfim
Seguirão sem medo do fim e vencerão o precipício...

Lançam-se ao mar sem farol nem sineiro
Amparados apenas no amor ao outro!
Seus corações são templos sagrados para vencerem o nevoeiro...

Pombos ao mar frente ao sol de janeiro
Ancorados apenas no amor ao outro!
O amor para a vida toda não brota no coração altaneiro...

Brendda Neves
19-08-2012

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Pombos ao mar

Chamas

 
Chamas

Em direção ao último voo
Nao restou o nosso adeus
Nas asas da paixão pensamos ser deus
Chamas e vento... Voo e ventania

Ninho desfeito sem destino
Porto em desatino
Parto em tua direção
Chamas e sol... Sombras e sons

Vinho sem rótulo e sem sabor
Nao tê-lo aqui é dissabor
Nao sou de quem malmequer
Sou de quem eu quiser

Brendda Neves - Vix/2005
 
Chamas

Itapoã

 
Itapoã

Itapoã da velha vila
Lembra-me Jobim
Com seu mar verde azulado
Esqueço-me das horas do fim
Brisa fresca, areia branca!
Num céu azul esverdeado...
Vou indo vou andando
Caminhando vou pela orla de Vila Velha

Brendda Neves 2009
 
Itapoã

Humanidade desumana - Brendda Neves

 
Humanidade desumana - Brendda Neves

15-03-2012 (teclado ainda sem acentos)

Sinais de fogo chegam de Brasilia
A chama tambem acesa em Linhares
Nao tinham teto tampouco familia
Mas tinham vida e foram pelos ares

Homens desumanos com fosforos na mao
Desalmados e sem coracao
Ateiam fogo em seu semelhante
Que dormem sob a lua... Morador de rua
Nosso irmao! Tido por alguns como errante

Geracao cruel sem amor n`alma
Humanidade desumana incendiando vidas
Sinais de fogo chegam e nos tiram a calma

Ontem foi um indio, hoje mendigo
Amanha serei eu? Sera voce?
Quanto vale a vida? Nossa cor? Opcao sexual? Nem digo...
 
Humanidade desumana  - Brendda Neves

'A vida é bela'