https://www.poetris.com/





Percursos pessoais de leitura
Super Participativo
Membro desde:
2/10/2021 13:11
Mensagens: 117
Pretendo dar início a uma série de comentários a partir de poemas de utilizadores deste site.

Estes textos não pretendem ser mais do que a partilha de um prazer e um exercício pessoal. De cada vez que reflito e comento um poema, mais aprofundo a minha relação com a poesia e isso é importante para mim nesta fase da minha vida.

Em cada comentário, vou selecionar aspetos que, a meu ver, são os mais curiosos no poema escolhido, procurando também articulações com textos de outros autores e outros imaginários (do cinema, da música, das artes plásticas etc.).

Uma última observação. Estes comentários não são homenagens, nem louvaminhas. Aliás, nas escolhas dos textos, não farei distinção entre os autores que aprecio pela interação amigável que com eles possa ter e, por outro lado, aqueles que são presenças desagradáveis ou até hostis.

Como em qualquer fórum, este é um espaço aberto à troca de impressões. Caso pretendam fazê-lo, peço que sejam cordiais e que não levem a mal se, em certas circunstâncias, eu optar por responder através de mensagem privada.

--------

Poemas comentados até ao momento (links):

1. "Curso de Estenografia", de Rogério Beça

2. "MORRER DE VÉSPERA", de EricoyAlvim

3. "Homilia*", de Simonekarinna*

4. "Reis, princesas e infantes", de (Namastibet)

5. "Confissão", de Mr. Sergius

6. "memórias do cubículo.", de zaisth

7. "Sede", de Katz

8. "sob a superfície d'atalaia", de MarySSantos

9. "Quando quebra a asa, as sombras são casa", de Abissal

10. "Dez Sonetos da Guerra na Crimeia (parte um)", de cheiramázedo


Criado em: 30/10/2021 15:22
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Re: Percursos pessoais de leitura
Subscritor
Membro desde:
18/8/2021 13:19
De Azeitão, Setúbal, Portugal
Mensagens: 1469


















Acho louvável e meritória esta corajosa e curiosa (de curiosidade) abordagem e penso que apenas falha por tardia, faz falta ao site e a todos nos uma interpretação alterada de poemas e poéticas embora sejam escassos no nosso ecossistema genomas sérios, intensos de expressão poética mas como disseste e bem nem tudo é definitivamente mau pois se nem tudo pode ser completamente bom, é-me impossível, tenho dificuldade em responder/comentar, sendo eu/nós diletantes, miúdo dos nadas, (e uns nadas de miúdos, como se diz do tudo ou nada), peco por estar fazendo ou não fazendo algum e qualquer tipo de justiça menor ou maior à quiçá profunda aguda geometria lenticular dos nossos bons maus ou piores talentos mas é assim é esta a sensação sensacional de volúpia, de contágio de quem se professa ou confessa poeta maior, esta que se quer quando se escreve mal ou pior o que se pensa.
Melhor seria interpretar-me e mim próprio mas não me permito, não faria sentido auto ajuizar-me ou a outros, pois se sou além disso um daqueles gagos que apenas não gaguejam ao contar ou quando cantam, por isso de uma forma sóbria honesta peço a vossa avaliação ao meu trabalho, (prometo tentar fazer igual, sem gaguez) muito obrigado

Disse-me alguém um certo dia "Não há nem haverão ruas com os nossos nomes e, como a toponímia é uma arte “res non nullius” derrelicta, creio que nunca haverão poemas com nome de ruas rectas". por isso, boa ou má, façamos da poesia uma linha correcta, bem hajas pela iniciativa


Fico devendo-te um inenarrável agradecimento e, um dia, pagar-te-ei essa dívida.



Jorge Santos /Joel Matos












Criado em: 30/10/2021 16:26
_________________
Jorge Santos/Joel Matos
Transferir o post para outras aplicações Transferir


Re: Percursos pessoais de leitura
Colaborador
Membro desde:
14/8/2018 20:45
De Luxor (Egito) / काठमाडौं (Nepal)
Mensagens: 1473
Disse-nos uma pessoa desprezível - e aqui deve ser feita uma observação que até na latrina, ao atento, haverá de se extrair algum ensinamento - que os comentários feitos no Luso são afagos recíprocos. Com isso ele quis dizer que independente de realmente fazer-se uma manifestação séria sobre o escrito, faz uma 'retribuição' aos que comentam favoravelmente nossos poemas.
Eu me sinto confortável para contestá-lo.
Não faço comentário algum para agradar a quem quer que seja ou quem eventualmente tenha feito um comentário elogioso a um poema meu. Não estou aqui para ser puxa-saco.
Todavia, pode acontecer que tomando conhecimento de um comentário na minha página, eu vá ler o que o comentarista - caso não o conheça - tem escrito. E se acontecer de eu gostar de algo que eu entenda deva ser comentado eu o farei sem pudores de parecer retribuição.
Posso dar um exemplo sobre a natureza dos meus comentários, mencionando apenas uma pessoa presente nesta discussão: o Joel. Tenho muita afinidade com o que ele escreve, gosto do estilo e vejo bastante identidade com minha linha de raciocínio e escrita. Eventualmente faço comentários em suas publicações, mas dada a liberdade de interpretações que a poesia surrealista permite, guardo a maioria para mim, meu estudo e meu aperfeiçoamento.
Isso acontece com o que leio de outros poetas da casa.
Não faço avaliações ou comentários depreciativos, em primeiro porque não sou ninguém para julgar desfavoravelmente ninguém: minha insatisfação ao escrito pode decorrer da minha própria incapacidade de compreender; segundo e por fim porque é de mau tom fazer isso e leva aos que gostaram a pensar que sentimos algum tipo de inveja ou cobiça pelo que foi escrito.
Para finalizar esta passagem, quero assentar que eu pessoalmente gosto do que escrevo e posto. Não me acho perfeito não, tem muita coisa que escrevo e ao final não gosto muito e então não posto... Nessa linha de pensamento, há coisas que eu posto e penso: "isto será bem recebido, muitos vão ler e talvez comentar..." Junto com essa "pérola" eu posto outro que para mim seria menos atrativo. Não é raro que o 'patinho feio' receba uma série de comentários, dezenas de leituras e o outro passe ao largo.
Temos pois que diante de tudo isso, compreender que seria muito bom fazer e receber análises mais profundas e isentas nos comentários, pois saibamos que, nas madrugadas da vida, cada olho vê o gato de uma cor, mesmo todos sendo pardos.

Criado em: 31/10/2021 18:48
_________________
Dor e angústia protagonizam o show
Quando a noite vem, a mágica se faz
Nasce o poema das entranhas feridas
Então, abro as asas e voo ao infinito.


Transferir o post para outras aplicações Transferir







Links patrocinados