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Poemas -> Reflexão : 

Inquietudes

 
As tardes esmorecem-se nas minhas saudades
Encostam-se ao meu peito e omitem os cheiros
Inquietam-se nos instantes da minha nostalgia
Sopram brisas que passam silenciosas sem destino…

Pensamentos soltam-se em turbilhão
Aglutinam-se em sonhos perenes sem futuro
Voam vadios pelos céus da imaginação
Em busca do que não sabem, nem entendem…

Desatinam-se inconsoláveis com o fracasso
Suspiram dores sofridas nas noites eternas
Gritam palavras que se emudecem no ar
E caem no chão, inertes de asas quebradas…

Folhas matizadas e sulcadas pelo tempo
Esvoaçam rindo do inverno das ilusões
Escusam-se às mãos ávidas de sensações
Que as tenta agarrar no seu aleatório voo…

Anoitecem emoções, iluminam-se esperanças
Cantam os grilos e as cigarras, despertam os sons
Acendem-se as madrugadas com a luz do alvor
O sol eclipsa os sonhos, e acende a realidade da vida…

José Carlos Moutinho


 
Autor
zemoutinho
 
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Enviado por Tópico
Transversal
Publicado: 25/06/2015 05:10  Atualizado: 25/06/2015 05:10
Colaborador
Usuário desde: 02/01/2011
Localidade: Lisboa (a bombordo do Rio Tejo)
Mensagens: 3769
 Re: Inquietudes
"As tardes esmorecem-se nas minhas saudades", ou "O sol eclipsa os sonhos, e acende a realidade da vida…", e não tem de ser porque são o primeiro e o último versos, não, porque o teu texto não é só uma inquietude, é também uma busca. Mas depois há mais, pensamentos que "Voam vadios pelos céus da imaginação", e folhas que "Esvoaçam rindo do inverno das ilusões". Só por isto já valia ter passado por aqui nesta matina. Excelente. Obrigado.

Agradeço-te


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 25/06/2015 10:50  Atualizado: 25/06/2015 10:50
 Re: Inquietudes
Parabéns!