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Poemas -> Crítica : 

Demagogia colorida, cidade das balas

 
Jornais, que limpam o sangue
Que se espalha pelas ruas
Inocentes, desarmados
Basta estar vivo pra ser alvejado
E tudo vira números, em monetização
Ou, em demagogia eleitoreira

Devora lagostas, em sua hipocrisia
De cima de sua cobertura, só vê
A imensidão do mar azul
E o céu limpido, arco iris de luz
Carros oficiais
Seguranças que não acabam mais

Como poderia assim saber e sentir
Se vive num mundo de sonhos
Abandone a sua vaidade, suba o morro
Entregue a vida nas mãos do acaso
Feito gente, conte com a sensatez
Do bandido, aquela que você diz que ele tem

Viva como um morador
Da cidade do belo caos
Trabalhe e morra feito um condenado
Seja prisioneiro, deite no chão
Porque o fogo é cruzado
E a bala não vê, já é hora do toque de recolher

Quanto sangue derramado
Tragado no seu baseado
Quando foi a ultima vez
Que vossa excelencia foi esmagado
Como sardinha, enlatado
As sete da manhã, no calor do trem

Nunca será assaltado,
E nunca ficará sem salário
Parasita imundo, que não representa o povão
Mas, já é ano de eleição
Continue espalhando mentiras
Em sua própria corrupção

 
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neon
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