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Delírios na Noite

 
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Delírios na Noite

O luar arrebatador desta noite quente
Acinzenta teus cabelos como prata.
Os teus olhos são palavras em um
Esverdeado profundo,
São pedaços de amor que a noite arrebata.

Sereis quais serenos que viciam o nosso mundo
A noite aproxima e traz seus arrepios
E olhos dourados em rostos corados
Que a excitação esculpiu
Só restam os dedos que contam os segundos

Como são homicidas as flores que se abrem
Neste mundo.

Como são delicias as caricias deste insensato
Ardor fecundo.

Não se ouve o murmurinho dos ventos abrindo sulcos nos
Teus cabelos. Pirilampos emergem na noite a voar
E ainda assim são teus olhos que me falam da
Brancura aveludada do luar.

Fantasmas com mãos de foice, na tua boca doce
Qual navalha afiada,
Seus dentes brancos em contraste
Com a noite.

Era o som do desejo que sua voz emitia
Na pálida face destilada de sangue, que se larga
Ao sabor do acaso.
É este amor que
Queima em mágoas, já não existem sombras no final do dia
Pirilampos na noite não se zanguem,
Espinhos de cactos na luz do ocaso
São apenas pedras levadas pelas águas,
Nesta noite de delírios raso

Delírios ardentes
Por uma vampira amada, e eu aqui embriagado por sua beleza
Aveludada.

Doce são estes delírios de amor... Nestas noites contigo
M’amada.

Alexandre Montalvan

 
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montalvan
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