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Poemas : 

Não preciso ter o Tejo no horizonte

 
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Não preciso ter o Tejo no horizonte
Pra voltar ao passado,
Aos mares cruzados,
Às longínquas terras do oriente

De quinas ao peito,
Levamos língua
Às línguas doutro lado do além-mar,
Onde, inda dormia o sol

Castelos de Lisboa pra trás ficaram,
Mas levamos Camões n'alma,
E na ponta da língua,
O português de Portugal

Bramiam mares ao som dos remos,
Ora o vento nos dava sua mãozinha,
Empurrando enigmáticos navios
Pra o desconhecido

Contávamos horas
Na hora das saudades de grande Lisboa,
Esquecíamos das lembranças,
Pra amenizar saudades dos manjares de Portugal

- Terra à vista!!!
Anunciava-se o descobrimento
Dum pedacinho da terra de Portugal,
Nas longínquas terras, onde o sol inda dormia

Levámos Portugal
Pra além fronteiras,
E no coração, a língua portuguesa,
Que hoje, é falada nos quatro cantos do mundo

Não,
Não preciso ter o Tejo no horizonte….

Adelino Gomes-nhaca


Adelino Gomes

 
Autor
Upanhaca
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Enviado por Tópico
Upanhaca
Publicado: 05/03/2021 19:51  Atualizado: 05/03/2021 19:51
Colaborador
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Localidade: Sol Poente
Mensagens: 6957
 Re: Não preciso ter o Tejo no horizonte
Desfolhar a história no presente,
É conhecer as (in)verdades do passado.

Por isso, nunca é tarde voltar atrás no tempo.

Enviado por Tópico
Erotides
Publicado: 05/03/2021 21:15  Atualizado: 05/03/2021 21:15
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Mensagens: 818
 Re: Não preciso ter o Tejo no horizonte
O idioma nos aproxima. Talvez seja uma família com diferentes irmãos