Poemas : 

Notas para um Epitáfio (151ª Poesia de um Canalha)

 
Sinto-me como se sentem teus poetas
Qualquer coisa como o homem normal
Nada mais ou menos que tal futilidade
Escrevi e rasguei obras quase profetas
Enquanto li nas tuas mãos o fado fatal
Quase a estrangular tanta necessidade

Vejo-me ali ao lado desse que espelho
De nariz empinado com'um Dom nada
Desfeito no fogo fátuo da tua memória
Que a escorrer da minha tal fé espalha
E se droga como vida de cor deslavada
A correr num rio de estranha vanglória

Sou-me tanto e muito pouco do que fui
O simples miserável esculpido a verbos
Perleúdo imaginário dos tempos já idos
Deste mundo que fluiu no outro que rui
Tão nobre soberba de olhares soberbos
Doem-me sagrados os pecados vividos


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
agniceu
Publicado: 02/02/2026 17:01  Atualizado: 02/02/2026 17:01
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 Re: Notas para um Epitáfio (151ª Poesia de um Canalha)
É uma honra ler os seus escritos, caríssimo poeta.

Só uma alma do tamanho da sua terra pode escrever assim, como o poeta fez e faz…

No mundo de hoje, tudo é relativo e repentino; já não há espaço para a contemplação, para bebermos das obras dos grandes escritores, onde o incluo, amigo Fernando.
Já agora, parabéns pelo maravilhoso livro “Tributo a Luiz Vaz de Camões”, que terei o privilégio de ler… já o encomendei. Está na livraria a um preço insultuosamente baixo, 13,50 euros, que não reflete o trabalho, a mestria, o tempo dispensado e, principalmente, a qualidade.

Aqui está o link: https://www.bertrand.pt/livro/tributo- ... nando-j-m-saiote/32815900

Um abraço e obrigado por continuar a partilhar a sua riqueza literária conosco, neste espaço especial …

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