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Poemas : 

Alguma Nudez - Acto 117

 
Pergunto-te se te sentes bem numa pele despida
E engalanada de preconceito com flores ao peito
Que se enruga e contorce nessa vergonha alheia
Tu que vais nua a mendigar uma palavra suicida
Parida numa oratória crítica apurada pelo defeito
Que sangra o veneno imortal entranhado na veia

Sabes que levas nas mãos a vida de mais algum
E entre ela a terra que te chorou os olhos tristes
Um mar que deixou da alma outra cor no sorriso
Matas com tédio inocentes sonos justos um a um
Num caminho sinuoso onde embriagado desistes
De tudo o que te renasceu neste corpo impreciso


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
Autor
 
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78
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Enviado por Tópico
Egéria
Publicado: 09/02/2024 08:35  Atualizado: 09/02/2024 08:35
Usuário desde: 28/09/2009
Localidade:
Mensagens: 845
 Re: Alguma Nudez - Acto 117
Olá,
favorito claro.
Uma escrita tão sublime, adorei.
Abraço


Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 15/02/2024 01:56  Atualizado: 15/02/2024 01:56
Usuário desde: 02/04/2012
Localidade: Brasília- Brasil
Mensagens: 526
 Re: Alguma Nudez - Acto 117 para Alemtagus
Caro Alemtagus,

Senti o seu poema como uma exploração profunda da vulnerabilidade humana diante dos preconceitos e da crítica.
A metáfora da "pele despida" e das "flores ao peito" revela a complexidade das relações e da autoimagem. A alusão à vergonha alheia aponta para a crítica externa. A busca por uma "palavra suicida" denota um pedido por julgamentos contundentes e destaca a intensidade emocional do poema.
A conexão entre vida, terra e sorriso proporciona uma reflexão envolvente sobre a existência. Obrigada pela partilha de uma composição poética tão sensível.
Abraços.
Aline.