Toda a culpa é do mordomo.
Essa ladainha me dá sono,
Mas meus olhos não estão fechados
E veem nos horizontes um quadro mal pintado.
Está difícil dormir com esse barulho.
Nessa terra aterrada
Ninguém tem culpa de nada.
Na enxurrada, o culpado é o entulho.
Nos novos tempos, os velhos moços
Colocam o mundo no bolso
E por baixo dos panos
Arrastam tudo e causam danos.
Marcada à parte, a arte de regular está sendo desregulada.
E no caminho do deus dinheiro
Não surge um camelo
Pra cotar a caminhada.
Quem diz que a eco “non” mia mais alto?
Corrompe, envenena e toma de assalto.
Tornando natural o artificial,
Promove na pirâmide social
Um fosso abissal.
A eco não prioriza a bio.
Só escapa o que ela não viu.
Ela é mecânica, robotizada,
Sem alma, sem nada
Que compreenda a vida.
Queima tudo para se manter aquecida.
Ela não ecoa para o mundo.
A eco ecoa para o touro pisar fundo.