Poemas : 

Mão

 
Tags:  poesia social  
 
Seu moço, eu moro ali no morro.
Morro de correr
Pra alimentar você.
Eu corro, corro e não saio daquele morro.
Qualquer dia eu posso ser sorteado
A ser soterrado
Por um deslizamento da vida.
Ou ser achado
Por uma bala perdida.
Os deslizamentos estão soterrando.
Os pássaros estão voando.
O morro está em um beco sem saída.
O morro está sendo levado em um prato de comida.
Seu moço,
Eu sei que o senhor não esquece
Que cresce
Com a força da massa
E sabe de onde vem o mau tempo que não passa.

 
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magnoerreiraal
 
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