Poemas : 

Mão

 
Tags:  poesia social  
 
Seu moço, moro ali no morro.
Morro de correr
Pra alimentar você.
Corro, corro e não saio daquele morro.
Qualquer dia posso ser sorteado,
Ser soterrado
Pelas ribanceiras da vida.
Ou ser achado
Por aquela bala perdida.

As ribanceiras estão rolando.
Os pássaros estão voando.
O morro está em um beco sem saída,
Levado em um prato de comida.
Seu moço,
Eu sei que o senhor não esquece
Que cresce
Com a força da massa
E sabe de onde vem o mau tempo que não passa.

 
Autor
magnoerreiraal
 
Texto
Data
Leituras
92
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados