Poemas : 

Para HelenDeRose (80ª Poesia de um Canalha)

 
A poesia sangrada pura
Escorrida de pedra dura
Ia fermosa e não segura
Que da mulher insegura
Doce mel em vil tortura
A chorava de amargura

Tanto bate que até fura
Vive e a lápide perdura
Céu tingido de candura
Por pincel que o rasura
Com tua palavra futura
Que um doido murmura

De duvidosa estrutura
Orava com tinto o cura
A lengalenga que dura
O alquimista tinha cura
Desta farsante aventura
Em noite de lua escura

Não saboreava a cultura
Do broto da escravatura
Ido no medo da bravura
O que vida à morte jura
Julgava numa boa altura
Lágrimas mães d'agrura



A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
Autor
 
Texto
Data
Leituras
232
Favoritos
1
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
18 pontos
4
3
1
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
AlexandreCosta
Publicado: 07/02/2025 16:19  Atualizado: 07/02/2025 16:19
Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1367
 Re: Para HelenDeRose (80ª Poesia de um Canalha)
sai da voz uma fervura
de palavras sem secura
haverá de ser cultura
ao olhar que as segura


Um abraço e bom fim de semana!


Enviado por Tópico
HelenDeRose
Publicado: 12/01/2026 14:16  Atualizado: 12/01/2026 14:16
Usuário desde: 06/08/2009
Localidade: Sorocaba - SP - Brasil
Mensagens: 2039
 Re: Para HelenDeRose (80ª Poesia de um Canalha)
Não acreditooo! Só vi agora, rindo aqui.
Entrei aqui pra fazer uma coisa e encontrei outra. kkk



Que surpresa sentir esta frescura!
Mais superior que minha envoltura
O Poeta faz sua singular semeadura
Faz versos em buquês de floricultura

Sua maestria é a lucidez da loucura
De um canalha de experiência madura
Pesquisa a literatura e faz sua mistura
Construindo a imagem de cada figura

Eis seu dom! Nesta breve vida riscadura
Seu sonho desce o dedo e faz a pintura
Presenteia nosso olhar e nossa leitura
Viajando contigo no laço desta soltura

Eis me aqui no calor desta quentura
Pedindo muito mais que uma travessura
Mesmo que tudo pareça um nó de censura
Nosso encontro releva nossa assinatura

Helen De Rose