Poemas : 

Morte ao Amor, Senhores! (180ª Poesia de um Canalha)

 
Morte ao amor, senhores! À morte!
Que se decepe quem d'amores vive
Nesta fogueira que arde sem se ver
E se deixem tais loucos à sua sorte
Ter no peito a dor que a dor revive
Boa morte a quem de amor morrer

E que se vá por aí de beijo em beijo
Diluído no calor de um velho abraço
Vestido por saudades quase mortais
E se faça esse tal amar mero desejo
Tom leve d'céu e mar no teu regaço
Onde se amava por palavras banais

Morte ao amor, senhores! À morte!
Que s'esqueça da noite o novo dia
Esse tal sabor a chuva que aí vem
E se deixe maior louco à sua sorte
E esse aperto que grande se fazia
Qual este qu'mais ninguém o tem


Como comentário a atizviegas68 (in Procura-se resposta)


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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