Poemas : 

remanescente

 
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quantas
de todas essas vezes
senti que podia
ficar
mostrar-me sem seda
mostrar-me na pele
dizer o que sentia
e tu
regressado o mesmo
o de outrora
o que se dava
sem mares nem marés
apenas acreditando no farol
que te seguia

quantas foram
antes que continuasse a esperar-te
como agora
todas essas vezes


[conta-me

dos barcos
do farol
dos naufrágios da tua alma
revela-me
o que pensava o teu olhar
entre as sombras
da dor que soltavas
do grito de solidão que não dizias

conta-me
e depois
cala-te no meu colo]

 
Autor
FernandaReis
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 13/10/2025 14:33  Atualizado: 13/10/2025 14:33
 Re: remanescente
Das melhores poetas que eu já li e sempre leio,



Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 27/12/2025 17:41  Atualizado: 27/12/2025 17:41
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 2273
 Re: remanescente
Apesar da inversão dos papéis em relação ao farol no fim da primeira estrofe (13º e 14º versos)...

O parenteses reto!

Abraço