Não perguntou.
Chegou.
Trouxe som
no tom exato
em que o silêncio
doía.
Havia ali
um modo de estar
sem invadir,
cuidado largo,
de noite aberta.
Algo voltou a vibrar
sem pedir nome.
E ficou
como ficam
os abraços
cariocas,
inteiros,
mesmo quando o corpo vai.
Alguns homens
são assim.
Acrescentam.
E continuam
em outra afinação.
Um chamego pra você, Zé.
O som ficou.
Obrigada sempre.