Poemas : 

Do Ano Ainda Novo (146ª Poesia de um Canalha)

 
E acordou de novo
De chibata erguida
Esse vampiro vilão
Ajoelhou-se o povo
Nesta vida perdida
Sem água nem pão

Dos olhares negros
Nus desses prantos
Nenhumas mágoas
Dos belos alinegros
A retrucar encantos
O reviço das bágoas

Modorrou outra vez
Nos seios da beleza
Esta gleba açoitada
Mãe d'chão que fez
Em lua de incerteza
A tristura sossegada


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 07/01/2026 01:45  Atualizado: 07/01/2026 01:45
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 Re: Do Ano Ainda Novo (146ª Poesia de um Canalha) p/Alemtagus
Olá, Alemtagus.
Li esse “ano novo” mais como disfarce do que como virada. Um recomeço cansado. Dá a sensação de que o tempo até anda, mas as estruturas de opressão seguem acordando antes de todo mundo.
Um poema que não alivia, e talvez por isso funcione tão bem.
Gostei muito.
Abraço.

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